Friday, November 24, 2017

Nota de esclarecimento sobre a cena da novela “O outro lado do paraíso”, da Rede Globo, que descaracteriza o uso da Eletroconvulsoterapia


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Devido à grande repercussão negativa alcançada pela cena exibida na novela “O Outro Lado do Paraíso”, produzida e veiculada pela Rede Globo, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP vem a público esclarecer e manifestar-se acerca do capitulo de ontem, 21 de novembro. O folhetim, assinado pelo escritor Walcyr Carrasco, apresenta narrativa estigmatizante e preconceituosa no que concerne ao uso da Eletroconvulsoterapia – ECT, procedimento médico seguro e indicado para tratamento de transtornos psiquiátricos graves que põem em risco a integridade do paciente, os quais não tenham respondido aos medicamentos psiquiátricos.


Veja Depoimentos de pacientes que fizeram ECT!


Na novela, a protagonista é supostamente diagnosticada com uma doença mental grave, como a esquizofrenia que, na ficção, tem seu manejo terapêutico inadequado. A esquizofrenia é uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial e pode causar alterações na maneira como o indivíduo percebe a realidade, perdendo este a capacidade de discernimento. Tal transtorno costuma apresentar como sintomas alucinações e delírios persecutórios, crenças falsas que não cedem às argumentações ou evidências, além da desorganização do pensamento e alterações na expressão emocional.

Quanto à Eletroconvulsoterapia – ECT, ou eletroconvulsão terapêutica, é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia, com monitoramento eletrocardiológico e eletroencefalográfico, recebendo uma baixa corrente elétrica que induz à convulsão, com duração de cerca de 30 segundos. A técnica é eficaz e segura e seu sucesso terapêutico é destacado por múltiplos estudos relacionados ao tema, publicados em periódicos de grande destaque científico.

Conforme a Resolução nº 1.640/2002 e a Resolução nº 2.057/2013, do Conselho Federal de Medicina – CFM, a eletroconvulsoterapia deve sempre ser realizada em ambiente adequado, mediante indicação do psiquiatra após a devida avaliação, com equipe formada também por anestesista e enfermeiro. O procedimento é indicado para quadros psiquiátricos que não apresentem respostas aos medicamentos e às demais terapias, como depressões graves, ou quadros em que a medicação tradicional não pode ser administrada, como gestantes e mulheres que estão amamentando. Sem este recurso, tais pacientes podem vir a sofrer riscos bastante severos, incluindo risco de vida.
Considerando o acima pontuado, a ABP manifesta a sua profunda inconformidade à cena veiculada, que descaracteriza esse procedimento médico, além de prestar um desserviço à população, estimulando o preconceito e o estigma relacionados às doenças mentais, aos pacientes psiquiátricos e à psiquiatria. A ECT na psiquiatria, assim como a eletrocardioversão na cardiologia, salva vidas.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP

Tuesday, November 7, 2017

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)





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Quando hábitos do dia a dia, quaisquer que sejam, deixam de ser saudáveis e passam a ser uma obrigação, ocupando grande parte do pensamento e dos afazeres diários, tornando-se praticamente uma obsessão ou compulsão, cuidado: pode ser um sinal de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

O transtorno é complexo, nele está presente a ansiedade e as alterações do pensamento e do comportamento. Suas características principais são os pensamentos repetitivos e intrusivos (obsessões), e as ações que devem ser realizadas por mais ilógicas que pareçam para o paciente (compulsões). Os sintomas não necessariamente apresentam-se juntamente, pode haver predomínio das obsessões ou das compulsões.

Em geral, as obsessões ou ruminações obsessivas são pensamentos com conteúdo ilógico, dos quais o paciente não consegue se livrar. Os exemplos mais comuns são os ligados a dúvidas, como: “fechei a porta?”, “desliguei o gás?”, sendo que os conteúdos podem ser variáveis. Já as compulsões caracterizam-se por ações, como: checar inúmeras vezes se a porta está ou não fechada, ou repetir várias vezes o ato de lavar as mãos. As ações, em geral, são direcionadas pelas obsessões.

Aqui no IPAN o tratamento é conduzido por um médico psiquiatra que, comumente, faz uso de medicamentos (principalmente antidepressivos e ansiolíticos, sendo que, por vezes, pode indicar também antipsicóticos). Outro suporte extremamente importante é a psicoterapia focada em técnicas comportamentais, que tendem a ser as mais eficazes.

Se você precisa lidar melhor com obsessões ou compulsões, ou conhece alguém que precisa de ajuda, marque uma consulta com a gente. Juntos é mais fácil encarar de frente o desafio de vencer o transtorno.

Monday, November 6, 2017

Transtorno do Estresse Pós-traumático




Todos nós passamos por momentos de medo e traumas, mas nas pessoas que sofrem de Transtorno do Estresse Pós-traumático o pavor ganha uma dimensão descomunal. Isso porque a doença se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais, que se manifestam após o indivíduo vivenciar ou testemunhar atos violentos ou situações traumáticas que representaram ameaça à sua própria vida ou de outros.

Nos episódios do transtorno há a lembrança da situação traumática, que não se restringe ao nível cognitivo, mas engloba o nível emocional e o paciente pode sentir novamente o medo que sentiu. Os ataques são frequentes à noite e podem estar associados a sintomas depressivos.

Essa recordação, conhecida também como revivescência, desencadeia uma série de alterações neurofisiológicas e mentais, por isso o transtorno é uma condição complexa e, muitas vezes, incompreendida. Alguns grupos, como os combatentes de guerra, por exemplo, são muito pesquisados, assim como pessoas expostas a medo excessivo: vítimas de violência, de calamidades naturais ou que estiveram expostas a situações de risco, como sequestros.
Aqui no IPAN o tratamento é conduzido por médicos psiquiatras e, o que vem apresentando maior sucesso, é a combinação de medicamentos com o acompanhamento psicoterápico.

Se você passou por uma situação traumática que lhe causa episódios de medo difíceis de controlar, ou se conhece alguém que precisa de ajuda, entre em contato e agende uma consulta. Temos certeza que com o tratamento adequado é possível conviver melhor com o transtorno.

Wednesday, October 25, 2017

Fobia Social e Fobia Simples





Pelo Dicionário da Língua Portuguesa, “fobia” é sinônimo de medo, aversão, repugnância, terror. Para nós, psiquiatras, Fobia é um medo excessivo e desproporcional ligado a um determinado fator, ou seja, uma reação fóbica é uma liberação aguda de medo em relação a um fator desencadeante, que pode ser, por exemplo:
  • medo de avião;
  • medo de algum tipo de animal;
  • medo de algumas situações, como falar em público ou dirigir;
  • medo de água, entre outros.Existem dois tipos de Fobia: a Fobia Social e a Simples.
Na Fobia Social o paciente tem medo de situações em que há a necessidade de se relacionar com outras pessoas, principalmente pessoas estranhas. Ir a festas ou assinar cheques em público, por exemplo, podem ser situações desencadeantes de sintomas ansiosos internos. Nesses casos, o convívio social costuma ser evitado, causando prejuízos à vida social de quem sofre com a doença.

Nas Fobias Simples os medos estão associados a objetos ou situações específicas. Algumas fobias se aproximam a medos fisiológicos (cobras e ratos), outras tendem a ser mais desproporcionais ao risco (medo de barata, por exemplo). Existem fobias a situações como, por exemplo, utilizar elevadores (claustrofobia, que inclui lugares fechados em geral), alturas elevadas (aerofobia), e muitas outras.
No IPAN indicamos como principal tratamento para Fobia a abordagem comportamental, aliada ao uso de medicamentos ansiolíticos (calmantes), antidepressivos e betabloqueadores, quando necessário. As técnicas de dessensibilização, que podem ser mentais ou reais, são muito utilizadas. O método consiste em fazer a exposição progressiva ao fator fóbico, a fim de que o paciente possa enfrentar seus medos e, gradativamente, até superá-los (em treinamentos para falar em público, por exemplo, esse princípio é utilizado).

Não permita que as Fobias limitem o seu modo de se expressar e se colocar na vida. Agende uma consulta conosco e vamos trabalhar juntos para vencer os seus medos.

Agende uma consulta no IPAN!

Sunday, October 22, 2017

Bullying


Dr. Moacyr Rosa, psiquiatra e diretor do IPAN, irá falar sobre a tragédia que ocorreu em Goiânia do aluno que tirou a vida de dois colegas de escola e deixou mais 4 feridos. Assista hoje no Domingo Espetacular.

Friday, October 20, 2017

Eletroconvulsoterapia e lítio!

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Eletroconvulsoterapia e lítio!

Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, ministra palestra no XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria – CBP. A Palestra fala sobre o uso da eletroconvulsoterapia (ECT) e lítio!

Antigamente, a combinação de Lítio e ECT era considerada controversa pela suspeita de que esta associação pudesse causar efeitos colaterais raros. Hoje em dia, cada vez mais estudos científicos apontam que esta é uma combinação segura e muito eficaz para otimizar o tratamento e, também, para prevenir recaídas.
Confira a programação:
Quinta-Feira, 26 de outubro
Transamérica Expo Center – São Pa
17h às 19h – Auditório 1 – Hall F e G – Térreo
Área Temática: Neuromodulação
Atividade Especial – ECT
Tema: ECT e prescrição medicamentosa concomitante
Coordenador: Andre Duailibi (MT)
Subtemas e Relatores:
• Antipsicóticos e ECT – O que esperar desse encontro? –
Mercedes Jurema Alves (MG)
• ECT e lítio: Adversários, competidores ou aliados – Moacyr
Rosa (SP)
• ECT e antidepressivos – Bons amigos – Paulo Belmonte de
Abreu (RS)
• ECT e prescrição medicamentosa concomitante – Alfredo Minervino (PB)

Friday, September 29, 2017

Curso teórico e prático de Estimulação Magnética Transcraniana



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Local: São Paulo – SP
24 de Outubro das 14h às 17h
Objetivo e publico alvo:
O objetivo deste curso é  preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
Recomendamos a leitura do artigo publicado recentemente : “Evidence-based guidelines on the therapeutic use of repetitive transcranial magnetic stimulation”, onde a técnica foi reconhecida com grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.
Serão apresentados conteúdos teóricos fundamentais para conhecimento da técnica e treinamento prático para sua aplicação.
Programação
Ministrado por: Prof Dr. Moacyr A. Rosa e Prof. Dra. Mercedes Jurema de Oliveira Alves
Conteúdo teórico:
  • A Estimulação Magnética Transcraniana e atualizações
  • Mecanismos fisiológicos da EMTr
  • Bobinas superficiais e profundas: semelhanças e diferenças
  • Novos paradigmas e sua utilização terapêutica:Teta burst, Priming, sincronização Efeitos Biológicos da EMT
  • Neuronavegação: perspectivas na prática clínica
  • Excitabilidade cortical: limiar motor, período silente e pulsos pareados
  • Segurança: riscos e contra-indicações
​Conteúdo Prático:
  • Sistema 10/20 de EEG: Método prático e fácil para marcação de pontos e localização de alvos terapêuticos
  • Obtenção de limiar motor
  • Posicionamento das bobinas e diferentes combinações de parâmetros terapêuticos na psiquiatria
  • O objetivo deste curso é a preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
  • Recomendamos também a leitura dos artigos publicados recentemente aqui e aqui, onde a técnica foi reconhecida com grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.
Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

II Curso Paulista de Eletroconvulsoterapia Uma Versão Contemporânea

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Início: 7h30
23 de outubro de 2017

Objetivo e publico alvo:

Público: Médicos (A inscrição só é efetivada com apresentação do CRM )
Objetivo: Com uma abordagem teórico-prática, os alunos obterão conhecimento e capacitação para realizar o tratamento com segurança e da maneira mais eficaz e moderna  disponível. A abordagem inclui desde conceitos básicos  dirigidos ao iniciante, como também  mais avançados para atualização profissional.

Programação:

Ministrado por: Prof Dr. Moacyr A. Rosa
  • Conteúdo programático
  • Bases físicas e Mecanismo de ação da ECT
  • História da ECT
Ministrado por: Prof. Dra. Mercedes Jurema de Oliveira Alves
  • Anestesia em ECT
  • Técnica de aplicação e dosagem do estímulo
  • Avaliação clínica, riscos e complicações
  • Efeitos adversos
  • ECT em populações especiais
Locais onde serão realizadas as aulas prática e teórica

Aula prática:

Das 07h30 às 11h30 – Clínica LipoMed Unity
Av. Indianópolis, 595 – Moema – São Paulo – SP

Aula teórica:

Das 14h30 às 18h
Hotel Mercure Nações Unidas
Rua: Professor Manoelito Ornellas 104
Chácara Santo Antonio – CEP: 04719040
São Paulo – SP

Organização Casa da Psiquiatria:

Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

O IPAN também oferece estágio com vivência da prática diária! Mais informações (11) 50830342

Friday, September 22, 2017

Stembro Amarelo

“O medo de falar sobre pensamentos suicidas e ser julgado
faz com que as pessoas se calem”.

Confira a campanha de setembro amarelo do IPAN e nossos tratamentos!

http://bit.ly/2wjxuAI

#ipan #setembroamarelo #tratamento #suicidio

Tuesday, September 19, 2017

Curso teórico e prático de Estimulação Magnética Transcraniana




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Local: São Paulo – SP
24 de Outubro das 14h às 17h

Objetivo e publico alvo:
O objetivo deste curso é  preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
Recomendamos a leitura do artigo publicado recentemente : “Evidence-based guidelines on the therapeutic use of repetitive transcranial magnetic stimulation”, onde a técnica foi reconhecida com grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.
Serão apresentados conteúdos teóricos fundamentais para conhecimento da técnica e treinamento prático para sua aplicação.
Programação
Ministrado por: Prof Dr. Moacyr A. Rosa e Prof. Dra. Mercedes Jurema de Oliveira Alves
Conteúdo teórico:
  • A Estimulação Magnética Transcraniana e atualizações
  • Mecanismos fisiológicos da EMTr
  • Bobinas superficiais e profundas: semelhanças e diferenças
  • Novos paradigmas e sua utilização terapêutica:Teta burst, Priming, sincronização Efeitos Biológicos da EMT
  • Neuronavegação: perspectivas na prática clínica
  • Excitabilidade cortical: limiar motor, período silente e pulsos pareados
  • Segurança: riscos e contra-indicações
​Conteúdo Prático:
  • Sistema 10/20 de EEG: Método prático e fácil para marcação de pontos e localização de alvos terapêuticos
  • Obtenção de limiar motor
  • Posicionamento das bobinas e diferentes combinações de parâmetros terapêuticos na psiquiatria
  • O objetivo deste curso é a preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
  • Recomendamos também a leitura dos artigos publicados recentemente aqui e aqui, onde a técnica foi reconhecida com grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.
Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

Monday, September 11, 2017

Dr. Moacyr fala para o Domingo Espetacular

Domingo Espetacular revela detalhes sobre perfil do falso fotógrafo de guerra

 Dr. Moacyr fala no Domingo Espetacular – Rede Record sobre a Mitomania, ou seja, a mentira compulsiva.
 
Um falso fotógrafo de guerra que acaba de ser desmascarado. Ele se dizia brasileiro e tinha milhares de seguidores na internet. Boa pinta, o falso fotógrafo enganou todo mundo e até ganhou dinheiro com fotos roubadas. A equipe do Domingo Espetacular mostra o que deu errado para o farsante depois de uma aventura que durou pelo menos dois anos.

Confira Aqui!

Monday, September 4, 2017

Suicídio do vocalista do Linkin Park comprova: precisamos debater muito sobre depressão e outros transtornos

Suicídio do vocalista do Linkin Park comprova: precisamos debater muito sobre depressão e outros transtornos
Líder de uma das maiores bandas de rock da atualidade, Chester Bennington tinha seis filhos, esposa, estava com a vida supostamente ganha e foi encontrado enforcado em sua casa, no dia 20 de julho de 2017, perto de Los Angeles. Nesse mesmo dia, um de seus melhores amigos estaria comemorando 53 anos, o também cantor Chris Cornell, líder de outra grande banda de rock, o Audioslave. Chris Cornell também era bem-sucedido, com três filhos e uma vida bastante estável, mas, dois meses antes, também se enforcou.
A fama e o dinheiro não conseguiram amenizar o sofrimento dessas pessoas públicas que enfrentavam barreiras psicológicas e emocionais que não foram expostas ao público. Quando uma pessoa comete suicídio não significa que queira aparecer ou mostrar ao mundo que é possível desafiar a vida. É só uma forma de dar fim ao seu sofrimento. Um sofrimento que, muitas vezes, fica camuflado por uma vida dos sonhos.

Outros famosos também tiveram essa iniciativa de tirar a própria vida, veja alguns exemplos:
Leila Lopes, atriz que trabalhou na Rede Globo e fez muito sucesso na novela “O Rei do Gado”. Apesar de ser linda e talentosa, foi encontrada morta em seu apartamento. Ela sofria de depressão e resolveu dar fim à vida tomando veneno de rato.

Heath Ledger, talvez muitos não o conheçam pelo nome, mas o ator, que sofria de depressão, ficou famoso por interpretar o personagem icônico ‘Coringa’ nos cinemas. Ele acabou morrendo após misturar uma grande quantidade de medicamentos que o levou a uma intoxicação forte.
Robin Williams, ator renomado, também resolveu acabar com seu sofrimento se enforcando. Muitos acreditam que a principal causa de sua morte foi a depressão, porém, sua mulher revelou que ele sofria de uma doença chamada “DCL – Demência com Corpúsculos de Lewy”, uma doença neurodegenerativa que altera o estado de ânimo, os movimentos, causa alucinações e aumento exagerado da ansiedade.

Temos ainda os que tentaram se suicidar, mas sem sucesso. Veja alguns exemplos:
Britney Spears, de acordo com uma biografia não autorizada, a cantora tentou suicidar-se duas vezes em 2006, uma delas quando perdeu a guarda dos filhos.
Drew Barrymore, tentou suicidar-se cortando os pulsos com uma faca de cozinha quando tinha apenas 14 anos.
Oprah Winfrey, ela revelou durante uma entrevista que, ao descobrir estar grávida aos 14 anos, pensou várias vezes em se matar bebendo detergente.
Demi Lovato, falou abertamente em entrevista que tentou suicídio antes mesmo dos 10 anos de idade por conta de distúrbios mentais.
Paris Jackson, filha de Michael Jackson, em 2013, foi levada ao hospital após uma tentativa de suicídio.
Ozzy Osbourne, já confessou que tentou cometer suicídio várias vezes, o mais cedo quando tinha apenas 14 anos.
A Organização Mundial da Saúde alerta que 10% da população mundial sofre com algum tipo de transtorno mental. E todos nós estamos expostos. Esses transtornos vão desde uma ansiedade leve à depressão profunda e podem nos levar a consequências extremas, como a tentativa de suicídio.
Por isso, quando se sentir angustiado, procure a ajuda de um profissional ou mesmo o aconselhamento de parentes próximos. Não guarde para você, não sofra calado. Vença os seus medos e fale sobre o suicídio.
E você que não tem transtornos mentais e pensamentos suicidas, mas pode se ver em uma situação muito próxima de pessoas que sofrem com isso, entenda que trata-se de uma doença, e que quem sofre merece respeito, carinho e, principalmente, que você vença o seu próprio preconceito.

Setembro Amarelo: campanha de combate ao suicídio

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Vamos falar de suicídio?

Você sabia que, todos os dias, 32 brasileiros tiram a própria vida e que mais de 20 mil pessoas cometem suicídio ao redor do planeta?
Por ano são quase 1 milhão de pessoas que se matam, uma a cada 40 segundos – são mais vítimas que todas as guerras, homicídios e conflitos civis somados. E, para cada morte por suicídio, existem outras 10 ou 20 pessoas que já tentaram e não obtiveram êxito.
Os números são alarmantes, mas o Brasil é um país com índices baixos (6 casos por 100 mil habitantes, contra 12 da média mundial). No entanto, enquanto os índices têm caído na maioria dos países, as taxas brasileiras avançam. Entre 2002 e 2012, o número de casos subiu 34%.
Entre adolescentes de 10 a 14 anos, o aumento chegou a 40% de acordo com levantamento do Mapa da Violência. Em geral, as motivações que levam adolescentes a terem comportamentos suicidas são complexas, podemos citar o suicídio de figuras proeminentes ou de pessoas conhecidas pessoalmente, e até mesmo o fenômeno dos suicidas em grupo ou de comunidades semelhantes que encaram o comportamento suicida como um estilo de vida.
Outro grupo que tem taxas elevadas de suicídio são os idosos. As motivações também são diversas, ou pela perda de parentes, sobretudo do cônjuge, por solidão, enfermidades degenerativas ou dolorosas, e até pela sensação de dar muito trabalho à família.
Falando ainda sobre dados estatísticos, é curioso notar que o suicídio é cerca de três vezes maior entre os homens do que entre as mulheres. No entanto, as tentativas de suicídio são, em média, três vezes mais frequentes entre as mulheres.

Veja abaixo os principais fatores de risco associados ao comportamento suicida.

Doenças mentais
. Depressão
. Transtorno bipolar
. Transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e de outras substâncias
. Transtornos de personalidade
. Esquizofrenia
. Aumento do risco com associação de doenças mentais: paciente bipolar que também seja dependente de álcool terá risco maior do que se ele não tiver essa dependência
Aspectos sociais
. Gênero masculino
. Idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos
. Sem filhos
. Moradores de áreas urbanas
. Desempregados ou aposentados
. Isolamento social
. Solteiros, separados ou viúvos
. Populações especiais: indígenas, adolescentes e moradores de rua
Aspectos psicológicos
. Perdas recentes
. Pouca resiliência
. Personalidade impulsiva, agressiva ou de humor instável
. Ter sofrido abuso físico ou sexual na infância
. Desesperança, desespero e desamparo
Condição de saúde limitante
. Doenças orgânicas incapacitantes
. Dor crônica
. Doenças neurológicas (epilepsia, Parkinson, Hungtinton)
. Trauma medular
. Tumores malignos
. AIDS
Suicidabilidade
Ter tentado suicídio, ter familiares que tentaram ou se suicidaram, ter ideias e/ou planos de suicídio.

Agora veja os principais fatores protetores do suicídio.

. Boa autoestima
. Bom suporte familiar
. Laços sociais bem estabelecidos com a família e amigos
. Religiosidade, independente de afiliação religiosa
. Razão para viver
. Ausência de transtorno mental
. Estar empregado
. Capacidade de adaptação e resolução positiva de problemas
. Acesso a serviços e cuidados de saúde mental
É provável que você não conheça esses dados, e sabe por que não os conhece? Porque o suicídio costuma vir acompanhado de um fator que contribui para o seu alastramento: o silêncio.

Falar é a melhor solução!

É por isso que o Setembro Amarelo foi criado. O movimento acontece todos os anos no mês de setembro em todo o mundo e tem como ponto de atenção o dia 10 – Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Iniciado no Brasil em 2014 pelo CVV – Centro de Valorização da Vida, CFM – Conselho Federal de Medicina e ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre essa questão de saúde pública, divulgando, esclarecendo e estimulando a prevenção, pois, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos, com a ajuda e atenção de quem está por perto. Durante todo o mês, inúmeros monumentos ganham iluminação amarela para chamar a atenção da população em várias cidades do país. São feitas também ações de rua, como caminhadas, passeios de bicicleta e motocicleta, abordagens em locais públicos, além de palestras, workshops e muitas outras ações, tudo para que possamos quebrar tabus e vencer o preconceito.

Hoje, quem sofre, sofre calado. O medo de falar sobre pensamentos suicidas e ser julgado faz com que as pessoas se calem. No entanto, o que essas pessoas sentem é mais comum do que se divulga, e é importante que sabiam que muitas outras pessoas também sofrem. Amigos, familiares e pessoas próximas, em geral, têm a sensação de que não podem ajudar, pensam que, por não saberem identificar os sinais ou por não terem familiaridade com a abordagem mais adequada, nunca vão conseguir oferecer ajuda. Mas isso não é verdade.

Entender que a doença mental é uma condição séria e fora do controle de quem sofre, é o primeiro passo para vencer preconceitos e poder oferecer ajuda a quem precisa. Sua conscientização e adesão nos ajudará a conscientizar mais e mais pessoas. Se tiver uma camiseta ou qualquer outro item de vestuário amarelo, tire do armário e use em setembro. Informe-se sobre as ações do Setembro Amarelo, alerte seus amigos e familiares e participe! Quanto mais falamos e nos engajamos, mais contribuímos para a prevenção e diminuição do número de vítimas fatais do suicídio.
Informações sobre fatores de risco extraídas da Cartilha “Suicídio – informando para prevenir”, página 23. Acesse o conteúdo completo clicando aqui.

Tuesday, August 29, 2017

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)


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Se os níveis de ansiedade começam a interferir no dia a dia, pode ser um motivo de preocupação, pois, na verdade, esse é o principal sintoma do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Como o próprio nome sugere, trata-se de um estado ansioso relativamente constante, chamado também de liberação simpática crônica e recorrente sem um fator desencadeante, ou seja, uma situação onde não há realmente como justificar o que o paciente está sentindo.

Dentre os principais sintomas, destacam-se: inquietação psicomotora; tremores nas extremidades do corpo, como por exemplo, nas mãos; insônia e medo sem motivo aparente ou detectável. Outros sintomas também podem estar presentes, como a sudorese e a falta de apetite. Em geral, o transtorno se comporta de maneira crônica variável, ou seja, os pacientes têm épocas de melhora e piora.
Para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada, aqui no IPAN indicamos o acompanhamento de um médico psiquiatra aliado ao uso de medicamentos, que podem ser ansiolíticos (calmantes), e antidepressivos. Os antidepressivos podem ter um efeito ansiogênico inicial – causarem certa ansiedade que, em geral, deve ser aliviada assim que o efeito terapêutico surgir. Além dos medicamentos, a associação da psicoterapia também pode se apresentar de forma benéfica, principalmente para identificar se existem fatores emocionais precipitantes ou que intensificam os sintomas do transtorno.

Se pelas descrições acima você acredita que pode estar sofrendo com o transtorno, ou conhece alguém que esteja, agende uma consulta ou indique-nos. Juntos podemos investigar os sintomas e, se for o caso, iniciar o tratamento mais indicado.

Mais informações Aqui!

Monday, August 21, 2017

Esquizofrenia



Características Gerais | Como se Manifesta | Sintomas | Grupos de Risco | Subtipos | Diagnóstico | Tratamento no Ipan

esquizofrenia tratamento ipan

Esquizofrenia

A palavra Esquizofrenia deriva dos termos “frenos” – mente, ”esquizo” – cindida, e foi criada por Eugen Bleuler, em 1911, com o propósito agrupar uma série de transtornos, cuja perda das associações do pensamento era a característica fundamental, acompanhada de alterações de afeto (embotamento), volição (ambivalência) e comportamento autista, os chamados 4 AS de Bleuler. Estes transtornos eram chamados de demência precoce por Emil Krapelin, até que Kurt Schneider enriqueceu o entendimento psicopatológico da esquizofrenia, descrevendo, por assim dizer, a visão subjetiva dos pacientes. Sintomas que ele chamou de primeira ordem, como “vozes conversando entre si” ou “vozes de comando”, por exemplo. A esquizofrenia também costuma ser dividida em tipo 1 e 2, de acordo com o predomínio de sintomas chamados positivos – delírios e alucinações, ou negativos – embotamento e isolamento. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-V), a Esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico grave, caracterizado por dois ou mais sintomas, tais como: alucinações auditivas, visuais ou sinestésicas, delírios, paranoia, desorganização da fala ou até mesmo fala incompreensível, catatonia e/ou sintomas negativos. Estes sintomas se manifestam, em média, por quatro semanas.

Como se manifesta

A Esquizofrenia se manifesta de forma abrupta ou gradual, porém, não há regras. Na maioria das vezes, ela se desenvolve de forma lenta e gradual, ao longo de meses, e os sintomas podem passar desapercebidos pelos familiares e amigos. O início das manifestações da doença, em geral, ocorre na adolescência ou na idade adulto-jovem, afetando a produtividade do paciente, com efeitos devastadores em sua vida e na de seus familiares mais próximos.

Sintomas

Os primeiros sintomas podem estar associados a insônia, ansiedade, desinteresse por atividades rotineiras, isolamento social, dificuldade de atenção/concentração e até abandono de estudos e trabalho. É comum haver descuido com a higiene, mudanças no comportamento e com a aparência, causando a impressão de ser apenas uma fase de “rebeldia”. Com o passar do tempo, os sintomas se agravam até a chegada do 1º surto psicótico. Este, em geral, se manifesta com agressividade, agitação, delírios de perseguição, vozes que dão ordens ou que conversam entre si, etc. O curso é variável. Geralmente existe uma fase prodrômica, uma ativa e uma residual. Na fase prodrômica, alterações mais leves, como isolamento, sensação de estranheza e alterações vegetativas, predominam. Na fase ativa, há predomínio de delírio ou alucinação, desorganização do pensamento e/ou sintomas catatônicos. E na fase residual, há predomínio de sintomas negativos de isolamento, como por exemplo, o embotamento. O prognóstico é reservado e costuma ser descrito com base na regra dos terços: um terço tem vida próxima ao normal; um terço apresenta prejuízo social e profissional importante, e um terço necessita de cuidados internos e, muitas vezes, hospitalização prolongada.

Grupos de risco

Trata-se de um transtorno mental que acomete pessoas de todas as idades, gêneros, raças, classes sociais e países e, segundo estudos da OMS – Organização Mundial de Saúde, atinge cerca de 1% da população mundial. Fatores genéticos parecem ser importantes, com casos claros de agregação familiar e de concordância genética, chegando a 50% dos casos. Há uma maior incidência entre pessoas nascidas no inverno e de mães que sofreram infecção por influenza na gravidez. Há uma concentração maior em centros urbanos e em classes sociais mais baixas. A proporção entre homens e mulheres é de 1:1, mas o início da doença é mais tardio nas mulheres.

Subtipos da Esquizofrenia

Os principais subtipos da Esquizofrenia são: Paranoide, Desorganizado, Catatônico, Indiferenciado e Simples. No Paranoide, há predomínio de sintomas psicóticos e, geralmente, os delírios têm conteúdo persecutório, bizarro e até de alucinações, cujas mais comuns são as auditivas. No Desorganizado, também conhecido como Hebefrênico, há predomínio de desorganização do pensamento, com discursos incoerentes e afeto infantilizado. No Catatônico, os sintomas psicomotores são eminentes, com a chamada flexibilidade cérea (manter-se em posições não fisiológicas), além de automatismos e estereotipias. No Indiferenciado, há dificuldade de isolar um sintoma proeminente. E, por fim, no Simples, há evolução de sintomatologia negativa sem surtos de sintomas positivos.

Diagnóstico

Em geral, o diagnóstico da Esquizofrenia é clínico, ou seja, realizado pelo histórico do paciente, bem como pela presença de sinais e sintomas. Não há um exame laboratorial ou de imagem capaz de diagnosticar a doença. Algumas alterações cerebrais são comuns, mas, ao mesmo tempo, pouco específicas. O achado mais consistente é o aumento de ventrículos. A fisiopatologia parece incluir hiperfunção dopaminérgica subcortical e temporal (sintomas positivos) e hipofunção frontal (sintomas negativos). Deficiências neurológicas leves são comuns. Alterações de movimento ocular rápido e alterações em potencial evocado são comuns, mas também inespecíficas.

Tratamento no IPAN

Aqui no IPAN o tratamento da Esquizofrenia é basicamente medicamentoso e psicoterápico. As abordagens psicoterápicas geralmente incluem a cognitivo-comportamental (reforço de atitudes adequadas e de aderência ao tratamento), além de psicoterapia de apoio e psicoterapia familiar. A abordagem medicamentosa consiste no uso de Antipsicóticos Típicos /Atípicos. Os Típicos têm ação principal de bloqueio dopaminérgico, como por exemplo, haloperidol e clorpromazina. São medicações eficazes para o alívio de sintomas positivos, mas com alguns efeitos colaterais. Os Atípicos têm graus variados de antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico. Têm efeito em sintomas positivos e, também, parte dos sintomas negativos e são considerados a primeira linha de tratamento medicamentoso na atualidade. Além dos Antipsicóticos, outros medicamentos têm sido utilizados em associações para aliviar comportamentos impulsivos (estabilizadores do humor) e ansiedade (ansiolíticos). A Eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada em quadros Catatônicos e quando há sintomas positivos resistentes às medicações. Recentemente o Conselho Federal de Medicina aprovou o uso de Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr) para o alívio de alucinações auditivas na Esquizofrenia.

Nem sempre é fácil conviver com a Esquizofrenia, tanto para quem sofre como para a família. Por isso, é importante buscar um tratamento que proporcione algum controle sobre as manifestações. Se acha que você ou alguma pessoa conhecida pode estar sofrendo com a doença, agende uma consulta para saber mais e iniciar o tratamento.

Monday, August 14, 2017

Padre Fábio de Melo sobre síndrome do pânico: ‘Nunca chorei tanto’



Católico afirmou que está se tratando. ‘Os medicamentos fizeram uma enorme diferença’, disse

Depois de contar a Otaviano Costa que sofria de síndrome do pânico em entrevista para a Rádio Globo, o padre Fábio de Melo fez um desabafo, nesta sexta-feira, em seu perfil  no Instagram. “Há 3 meses, enfrentei um problema grave familiar. Desde então, parei de dormir direito e passei a enfrentar uma angústia muito grande. Há 20 dias, tive sintomas de síndrome do pânico, diagnóstico que já tinha tido dois anos atrás e que superei muito rapidamente na época”, escreveu.

Saiba mais sobre Síndrome do Pânico!

“Desta vez, foi muito diferente. Fiquei praticamente uma semana trancado em casa, com sensação de morte, tristeza profunda e medo de tudo. Nunca chorei tanto na minha vida”, continuou.
O padre contou que recebeu uma indicação de psiquiatra e que está fazendo tratamento. “Os medicamentos fizeram uma enorme diferença. Tenho conseguido cumprir meus compromissos e procurado fazer uma rotina mais leve que me permita estar entre amigos que amo. Estou me sentindo bem melhor, ainda que não me sinta inteiro.”

Confira a reportagem completa na Veja!

Friday, August 4, 2017

Uso da Cetamina para Depressão




Uso da Cetamina para Depressão
A revista VEJA publicou essa semana uma reportagem sobre o uso da cetamina para depressão, especialmente em pessoas com mais de 60 anos.
Confira abaixo o texto da matéria completa:

“Luz na Depressão”

Se você conhece alguém que esteja deprimido, por favor, nunca lhe pergunte o porquê. A depressão não é uma resposta simples para uma situação ruim. A depressão é apenas como o clima.” A bela definição é do ator e cineasta britânico Stephen Fry, que conhece muito bem o terreno no qual pisa de sol e chuva, imensa claridade e devastadora escuridão. A depressão atinge 4,4% da população mundial, ou 330 milhões de pessoas. No Brasil, a incidência da doença chega a 6%, o equivalente a 12 milhões de mulheres e homens – elas em número superior. Na semana passada, um estudo publica na revista científica American journal of Geriatric Psychiatry trouxe otimismo para o tratamento da depressão em idosos, um público vulnerável ao transtorno. A pesquisa mostra que o uso da cetamina – desenvolvida a partir de uma substância anestésica adotada na década de 60 para atender soldados americanos feridos no Vietnã – é eficaz para os doentes com mais 60 anos que não melhoram com nenhum outro tipo de tratamento. Dos dezesseis participantes, onze relataram melhora.

Embora o levantamento tenha contado com um pequeno grupo, os resultados revelam um enorme potencial. Já haviam sido testados todos os outros medicamentos disponíveis no mercado, mas nenhum se mostrou capaz de resgatar os pacientes do afogamento psicológico.A depressão é uma doença complexa, e suas origens biológicas ainda não foram totalmente desvendadas. Fatores genéticos, ambientais e psicológicos a tornam ainda mais obscura Nas últimas três décadas, não houve grandes avanços na busca de medicamentos. Agora que os cientistas têm uma imagem mais matizada do que é a doença – não algo monolítico mas provavelmente a soma de dezenas de distúrbios -, começa-se a entender o que funciona para cada caso específico. E, talvez esse seja o grande passo, despontam remédios que agem com mais presteza para tirar o depressivo da letargia – testes com cetamina comprovaram que o medicamento produz efeito rápido. Os atuais anti-depressivos exigem até quatro semanas para promover algum conforto.

A versão para aplicação nasal da cetamina ainda não foi aprovada pela FDA, mas a agência americana que regula os medicamentos classificou o produto como “terapia inovadora” um atalho para o sim definitivo. É possível que chegue ao mercado já no ano que vem. Atualmente, há três formulações: líquida, injetável, sublingual e de spray nasal, esta que caminha para chegar às prateleiras. Os efeitos colaterais são poucos. Cerca de 15% dos pacientes apresentaram efeitos dissociativos, leve distorção de tempo e espaço que para depois de quinze minutos.

A cetamina regula taxas cerebrais de glutamato, neurotransmisor com ação excitatória sobre o cérebro. Nos depressivos, o glutamato dificulta as conexões entre um neurônio e outro, as chamadas sinapses – essenciais para o bom funcionamento cerebral. Diz o psiquiatra Rodrigo Machado Vieira, professor titular de siquiatria da Universidade do Texas, nos Estados unidos: ” Era uma grande aposta que já está se tornando realidade para depressão”.

Por enquanto, o uso da cetamina deverá ser indicado para pacientes com depressão severa que não respondem aos tratamentos que existem atualmente, ou para aqueles com risco iminente de suicídio. Um estudo divulgado no ano passado mostrou que 36% dos pacientes frearam a perspectiva de se matar quatro horas depois de inalar a substância, e 49% experimentaram o mesmo efeito 24 horas depois de receber a mesma dose. São resultados excepcionais, nunca alcançados em outros tratamentos.

A chegada da cetamina ao mercado para oferecer alívio às vítimas de depressão aguda será a volta triunfal de uma substância que, nos anos 1990, era usada, numa versão em pó, como um alucinógeno em baladas noturnas de gente que virava a noite dançando de um lado para o outro.
Confira a matéria completa, clicando aqui.

O IPAN é especializado no tratamento para a depressão. Se você quer saber mais sobre o tratamento da depressão com Cetamina, clique aqui.

Friday, July 21, 2017

Curso teórico e prático de Estimulação Magnética Transcraniana

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Curso teórico e prático de Estimulação Magnética Transcraniana

Aplicações na Neurologia e Psiquiatria

Data: Dias 18 e 19 de Agosto de 2017

Objetivo

O objetivo deste curso é preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança. Serão apresentados conteúdos teóricos fundamentais para conhecimento aprofundado da técnica e treinamento prático para sua aplicação na Psiquiatria e Neurologia.
No curso será apresentado o conteúdo teórico para Neurologia e Psiquiatria.

Programação:

Sexta feira – 18 de agosto de 2017 
Prof Dr. Moacyr A. Rosa
09h às 18h30

Conteúdo teórico:

  • A Estimulação Magnética Transcraniana e atualizações
  • Mecanismos fisiológicos da EMTr
  • Bobinas superficiais e profundas: semelhanças e diferença
  • Novos paradigmas e sua utilização terapêutica:
  • Teta burst, Priming, sincronização Efeitos Biológicos da EMT
  • Neuronavegação: perspectivas na prática clínica
  • Excitabilidade cortical: limiar motor, período silente e pulsos pareados
  • Segurança: riscos e contra-indicações

​Conteúdo Prático:

  • Sistema 10/20 de EEG: Método prático e fácil para marcação de pontos e localização de alvos terapêuticos
  • Obtenção de limiar motor
  • Posicionamento das bobinas e diferentes combinações de parâmetros terapêuticos na psiquiatria
Sábado – 19 de agosto de 2017 – Início – 09h \ Término 18h30
Prof. Dr. Joaquim Brasil-Neto
09h às 13h
  • História da Estimulação Magnética Transcraniana e aplicações na Neurologia
  • Experiência de uma testemunha ocular
  • Parte I: Início das pesquisas no National Institutes of Health
  • Parte II: Contribuições da EMT aos avanços da Década do Cérebro ( anos 90)
  • Parte III: A descoberta das possibilidades terapêuticas em Psiquiatria e Neurologia e estado atual das pesquisas
  • Aplicações e protocolos em Neurologia
Dr. Renato Ferreira Araújo
14h às 18h30
  • Obtenção de limiar motor
  • Posicionamento de bobinas e protocolos utilizados para aplicação em Depressão uni e bipolar, Alucinações Auditivas, Dor Crônica e reabilitação pós Acidente Vascular Cerebral
O objetivo deste curso é a preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança. Recomendamos também a leitura dos artigos publicados recentemente aqui e aqui, onde a técnica foi reconhecida com grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.
Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

Monday, July 10, 2017

Transtorno do Pânico



Características Gerais | Manifestações | Sintomas e Grupo de Risco | Tratamento

transtorno sindrome panico tratamento ipan

Transtorno do Pânico

O transtorno do pânico, também conhecido como síndrome do pânico ou ataque/crise do pânico, se caracteriza, em geral, por crises de ansiedade intensas com duração relativamente curta (cerca de 20 minutos), mas também pode se apresentar de maneira aguda e pontual, e sem que exista um fator desencadeante. Aliás, quando o fator existe, é identificado logo nas primeiras crises. No entanto, pode acontecer de não existir uma causa aparente, nem mesmo no primeiro episódio, e os ataques continuarem a acontecer sem que haja um fator reconhecível. Não há regras.

Manifestações

As manifestações do transtorno do pânico podem acontecer acompanhadas ou não de agorafobia (medo de lugares públicos). Pacientes nessas condições tendem a não saírem de suas casas, ou saem somente quando têm alguém para acompanhá-los, pois temem se verem diante de crises e sem um conhecido para socorrê-los. Isso acaba por afetar negativamente aqueles que sofrem do transtorno, isolando-os da convívio social.

Sintomas e grupo de risco

Os sintomas incluem taquicardia, sudorese, tremores, mal-estar e sensação de morte eminente, que pode ser tão apavorante, a ponto de quem sofre julgar que está tendo um infarto e procurar um pronto-socorro para ser atendido.
O transtorno, em geral, se manifesta entre indivíduos jovens e é muito difícil determinar o que pode acontecer, pois cada paciente se comporta de maneira distinta. Há casos de diminuição espontânea dos ataques e casos de recorrência, com importante prejuízo social e profissional. Por isso é muito importante procurar a ajuda de um profissional qualificado.

Tratamento

Aqui no IPAN o tratamento é conduzido por psiquiatras, com o auxílio de antidepressivos e ansiolíticos (calmantes). A prática tem demonstrado que a combinação adequada de ambos leva a um maior sucesso terapêutico. O calmante, por exemplo, administrado logo no princípio de um ataque, pode ser muito eficaz no controle. É comum os pacientes se sentirem mais seguros só pelo fato de carregarem a medicação consigo e, em muitos casos, ela se torna um fator preventivo de novos episódios. Também recomendamos abordagens psicoterápicas, especialmente o aprendizado de técnicas de relaxamento, assim como a identificação precoce das causas e dos sintomas.
O principal objetivo do tratamento é minimizar a ocorrência e a intensidade das crises. Amigos e familiares podem contribuir orientando quem sofre a buscar atendimento. Para saber mais e começar o tratamento, agende uma consulta.

Thursday, June 29, 2017

Principais Transtornos


O IPAN se preocupa muito com a conscientização da população sobre os transtornos psiquiátricos. Com isso, preparamos textos bastante explicativos sobre os principais transtornos: depressão, ansiedade, insônia, transtorno bipolar...
Todo mês tem textos novos!

Confira Aqui!

#transtornospsiquiatricos #saudemental #ipan #depressao #ansiedade #insonia #bipolar

Tuesday, June 27, 2017

Associação Brasileira de Estimulação Cerebral – ABECer


Associação Brasileira de Estimulação Cerebral – ABECer
A Associação Brasileira de Estimulação Cerebral (ABECer) é uma associação que foi fundada por médicos que atuam na área de Neuromodulação, incluindo a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), Eletroconvulsoterapia (ECT), Estimulação Elétrica por Corrente Contínua (ETCC), entre outras técnicas. Tem como principais objetivos congregar, incentivar, desenvolver, e divulgar as diferentes modalidades de estimulação cerebral com fins terapêuticos.

Dr. Moacyr, diretor do IPAN, é o vice-presidente da ABECer. Abaixo segue o corpo científico que compõe a ABEcer:

Presidente: Paulo Silva Belmonte de Abreu.
Vice-Presidente: Moacyr Alexandro Rosa.
Secretario Geral:  Dra. Mercêdes Jurema Oliveira Alves.
Tesoureiro: Alexei Gil.
Diretor de Normas e Regulamento: Dr. Sander Fridman.
Diretor de Ética: Dr. Marcos Estevão dos Santos Moura.
Diretor Científico: Dr. André Russovsky Brunoni.

Sede gestão 2015-2016: Rua Câncio Gomes 776 cj 301
Porto Alegre
CEP 90.220-060
Mais informações no site da ABEcer!

Wednesday, June 14, 2017

Pesquisa Clínica com ESKETAMINA

Você recebeu diagnóstico de depressão?
Continua tendo sintomas de depressão apesar de ter tomado pelo menos dois medicamentos antidepressivos diferentes?
Pode ser de seu interesse saber sobre uma pesquisa clínica sendo conduzida em participantes da pesquisa com depressão
Para mais informações, entre em contato com o pessoal de pesquisa:
COPQuali Pesquisa Clínica Ltda.
Tel: 11 2776-6801
Cel: 11 99417-6584
Email: pesquisaclinica@cpquali.com.br

Insônia: o transtorno do sono

tratamento insonia


A insônia é uma das principais queixas em saúde e caracteriza-se pela dificuldade persistente para dormir ou para manter o sono ao longo da noite. Vale ressaltar que a média diária de sono costuma ser de 6 a 8 horas, no entanto, algumas pessoas ficam bem com 4 horas de sono, outras, necessitam de 10 a 11 horas (e essa média pode mudar de acordo com a idade). Por isso, é importante ouvir os sinais de sono do corpo e não dormir mais ou menos para não prejudicar nossa qualidade de vida.

Complicações

Sofrer de insônia pode ocasionar uma série de complicações, como ter menor desempenho no trabalho ou nos estudos; tempo de reação e reflexo mais lento, acompanhado de maior risco de acidentes; problemas psiquiátricos, como depressão ou transtorno de ansiedade; excesso de peso ou obesidade; irritabilidade; aumento do risco de adquirir doenças de longo prazo (hipertensão, doenças cardíacas e diabetes), e abuso de substâncias como cigarro, álcool, cafeína e outras drogas.

Grupo de risco

Alguns grupos têm maior propensão para a insônia: pessoas do sexo feminino, principalmente por causa de mudanças hormonais durante o ciclo menstrual, menopausa e gravidez; pessoas acima dos 60 anos de idade, devido principalmente às alterações nos padrões de sono e a problemas de saúde; pessoas com algum distúrbio de saúde mental, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e o transtorno de estresse pós-traumático; pessoas sob estresse; pessoas com alguma condição médica específica, como dor crônica, dificuldade para respirar ou necessidade frequente de urinar; pessoas que passam por condições pontuais, como trabalhar à noite, viajar a trabalho ou diferenças de fuso horário; pessoas com maus hábitos, como dormir e acordar em horários diferentes todos os dias, dormir em ambientes inapropriados e desconfortáveis, em frente à TV ou com a luz acesa; pessoas que fazem uso de medicamentos; pessoas que bebem café, chá, refrigerantes à base de cola e outras bebidas que contenham cafeína, e pessoas com hábito de comer demais antes de dormir.

Sintomas

Os principais sintomas de insônia podem incluir: dificuldade para adormecer à noite, despertar durante a noite, despertar muito cedo, não se sentir descansado após uma noite de sono, cansaço ou sonolência diurna, irritabilidade, depressão ou ansiedade, dificuldade para prestar atenção, concentrar-se em tarefas ou se lembrar de coisas importantes, dores de cabeça localizadas, problemas gastrointestinais e preocupações contínuas com o sono.

Dicas básicas

Confira algumas dicas básicas para restabelecer um sono saudável:
  1. Exercite-se e permaneça ativo. Atividade física ajuda a promover uma noite de sono bem dormida.
  2. Se você toma medicamentos regularmente, verifique com seu médico se eles podem estar contribuindo para a insônia. Verifique também os rótulos de produtos de venda livre e confira se contêm cafeína ou outros estimulantes.
  3. Evite cochilos durante o dia. Se for tirar um cochilo, certifique-se de que não passe de 30 minutos e que não ocorra após às 15h.
  4. Evite ou limite o consumo de cafeína, álcool e nicotina, que são substâncias estimulantes.
  5. Se sentir dores de cabeça, faça uso de analgésico. Estar confortável é imprescindível para uma noite de sono saudável.
  6. Normalize seu relógio biológico, que é o responsável por regular o ciclo circadiano, que compreende os ciclos de sono-vigília. Estabeleça um horário fixo para dormir e acordar, preocupando-se sempre com a quantidade de horas dormidas.
  7. Exponha-se à luz solar, pois ela sincroniza o relógio biológico. Expondo-se regularmente à luz solar pela manhã, o seu corpo entende que está na hora de acordar. Por outro lado, ao anoitecer, entende que já é hora de descansar.
  8. Faça um lanche leve antes de dormir. Sentir fome ou fazer refeições pesadas e com excesso de líquidos também pode atrapalhar o sono.
  9. Reduza o ritmo. Relaxe antes de deitar, lendo, escutando músicas calmas e relaxantes ou mesmo tomando banho. Evite estímulos visuais, como TV, celular, tablet, computador e etc., e vá para a cama somente quando estiver com sono.
  10. Deixe o quarto confortável, preocupando-se com todos os itens: colchão, travesseiros, roupas confortáveis, ambiente calmo, temperatura agradável, luz aconchegante e ausência de ruídos.

Tratamento

Aqui no IPAN, para tratar da insônia, começamos com uma avaliação minuciosa para tentar identificar as causas do problema. Investigamos sintomas sugestivos de problemas de saúde física, avaliamos a presença distúrbios psiquiátricos, medicações em uso, comportamentos, hábitos de vida e, em alguns casos, realizamos exames complementares, como a polissonografia ou outros específicos.

Não importa qual a sua idade, tenha em mente que insônia tem solução. Se você tem alguns dos sintomas acima e se sente prejudicado em suas atividades, procure o IPAN para ser avaliado por um de nossos especialistas e, se for o caso, iniciar o seu tratamento.

Wednesday, May 31, 2017

EMT: indicações, contraindicações e benefícios




Dr. Moacyr fala sobre a Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr) no III Curso de Aperfeiçoamento em Psiquiatria Geriátrica


Modulo: Módulo IX – Luto e Transtornos Depressivos do curso em referência
Aula: EMT: indicações, contraindicações, evidências de benefício
Prof. Dr. Moacyr Rosa

Clique Aqui e saiba mais sobre tratamento da estimulação magnética para depressão!

A depressão no idoso é um transtorno muito comum e frequentemente sub-diagnosticado. A evolução é muitas vezes rápida e grave, devido à menor capacidade adaptativa do cérebro com o passar dos anos. O risco de suicídio está frequentemente aumentado nesta população.
Além da tendência a uma maior gravidade e a uma evolução mais rápida, os idosos costumam ter menor tolerância aos efeitos colaterais das medicações antidepressivas.


A Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva – EMTr é uma técnica segura, indolor, quase sem efeitos colaterais, sendo considerada uma opção terapêutica muito útil para o tratamento da depressão no idoso.

Realização:
Programa Terceira Idade do IPq HCFMUSP
Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785
Prof. Dr. Geraldo Busatto Filho
Profa. Dra. Débora P. Bassitt
Profa. Dra. Salma Rose I. Ribeiz

Wednesday, May 10, 2017

A importância da família para os pacientes com depressão


A importância da família para os pacientes com depressão
De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após as doenças coronárias. Os dados são preocupantes e refletem o alcance da doença. Quem sofre sabe o quanto essa condição é dolorosa e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas que estão mais próximas, principalmente por não saberem como lidar com a doença.

E qual o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

A família é fundamental, pois é nela que o paciente encontra apoio e conforto. Seguem abaixo algumas dicas de como os familiares de pessoas com depressão podem agir. Vamos a elas:
A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento, e com um médico psiquiatra da confiança da família e da própria pessoa. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
  1. Seja paciente. Muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, por isso, respire fundo e não perca a paciência.
  2. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso, o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
  3. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja. É importante dar atenção à pessoa deprimida, mostrando a ela que você entende o quão difícil é esse momento. Aproveite e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
  4. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente. Claro que você pode incentivar a pessoa a desenvolver alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
  5. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
  6. Informe-se sobre a doença, leia sobre os tratamentos, consulte livros, acompanhe depoimentos de quem já passou por esta situação.
  7. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho. Um abraço silencioso e apertado pode ajudar, e muito!
  8. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa.
Aqui no IPAN somos especializados no tratamento da depressão e, embora a doença não tenha cura, pode ser controlada com medicamentos, psicoterapia e, em alguns casos, com Estimulação Magnética ou Eletroconvulsoterapia. No entanto, para o êxito dos tratamentos, são fundamentais algumas mudanças no estilo de vida dos pacientes, como o fim do consumo de substâncias psicoativas (cafeína, anfetaminas e álcool, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação, sono regular, redução dos níveis de estresse e atividades físicas. E vale lembrar que a manutenção do tratamento, assim como o acompanhamento da família, ajudam a prevenir recaídas e instabilidade emocional, contribuindo para a qualidade de vida do paciente e de sua família.
Se alguém de sua família está sofrendo de depressão, agende uma consulta: somos especialistas no tratamento da depressão.

Friday, May 5, 2017

A arte de viver bem

Existe receita para a felicidade? Para a felicidade é difícil dizer, mas para viver bem, sim!

Viver bem, em primeiro lugar, é ter saúde, mas não só saúde física. Todas as áreas de nossas vidas necessitam de saúde plena: física, espiritual, intelectual, familiar, profissional, financeira, social e ecológica.

Para a saúde física é importante ter uma alimentação saudável, se exercitar, dormir bem, buscar a harmonia e o equilíbrio no dia a dia, assim evitamos angústias e explosões desnecessárias.

Para a saúde espiritual, principalmente se você vive correndo ou estressado, é primordial encontrar um momento do dia para exercitar a sua fé, não importa qual seja, ou realizar algum tipo de meditação.

Para ter saúde intelectual, adquira o hábito da leitura e procure sempre estimular a sua mente com conhecimentos novos. É muito importante manter a mente ativa. Faz bem, inclusive, para o físico e, principalmente, para o espírito.



Em se tratando de saúde financeira, preocupe-se em poupar e ter um estilo de vida menos voltado para os bens materiais, e muito mais focado em garantir estabilidade e segurança em sua vida.

A saúde familiar hoje em dia, infelizmente, é negligenciada por falta de tempo, falta de diálogo, falta de convivência. Não permita que isso aconteça! Priorize as pessoas importantes da sua vida e, começando por você, dê mais valor aos momentos que vocês passam juntos.

Para manter a saúde profissional não se contente com o que você já tem em mãos. Não se acomode. Desafie-se, faça a diferença no seu núcleo de trabalho. Seja pró-ativo, colaborativo. Você com certeza só terá a ganhar.

Não diga que a vida é corrida e que você não tem tempo. Nós fazemos o nosso tempo. Por isso, não negligencie sua saúde social, ela é fundamental em sua vida! Quem tem amigos sorri mais, troca mais experiências, enfim, se enriquece.

Faça mais por você, pelo mundo e pelo futuro. A saúde ecológica é o que irá garantir que amanhã poderemos viver com mais dignidade na Terra. Boas práticas, boas escolhas e bons hábitos contribuem para que todos vivam melhor.

E não é isso o que a gente quer? Viver bem é uma arte. Exercite!

Tuesday, April 25, 2017

Psicofobia – o preconceito da falta de informação



Infelizmente, em pleno Século XXI, ainda existe preconceito em relação a pacientes que sofrem de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e outras doenças. É a chamada Psicofobia. Em geral, pessoas mal informadas e sem compaixão classificam portadores de transtornos e de deficiências mentais como “loucos”, e psiquiatras e psicoterapeutas, como “aproveitadores”. Essa leitura revela uma visão totalmente distorcida sobre as limitações dos pacientes e do papel de dos profissionais na vida dessas pessoas.

Dentre as ações que colaboram para a conscientização da sociedade está a disseminação de informação de qualidade. Nós, do IPAN, procuramos fazer isso, começando aqui pelo nosso site, com conteúdos relevantes que esclarecem sobre a importância dos tratamentos na vida desses indivíduos que sofrem com o preconceito. Informando-se e compartilhando esse conhecimento você nos ajuda a vencer essa barreira e a conscientizar mais e mais pessoas.

Sabia que, em geral, transtornos e deficiências mentais são mais comuns do que imaginamos: pesquisas revelam que uma em cada quatro pessoas tem problemas de saúde mental e, muito provavelmente, você pode conhecer ou amar alguém que já teve um transtorno mental. Por isso é tão importante se colocar no lugar do outro e tentar entender limitações que, muitas vezes, estão aquém da vontade e da capacidade da pessoa de lidar de forma diferente com aquela questão. Com a conscientização e mudança de postura podemos vencer o preconceito.

Aqui no IPAN são diversos os tratamentos que colaboram para que pacientes recuperem a alegria de viver e a capacidade de manter sua rotina diária, de acordo com a resposta aos tratamentos.

Se você conhece alguém que sofre de algum transtorno ou deficiência mental, encoraje-o a procurar tratamento. Ao contrário do que se pensa, expor-se a um tratamento psiquiátrico é um ato de muita coragem, pois se confrontar é extremamente doloroso e requer muita força de vontade.
Com o seu apoio e sensibilidade podemos atenuar a dor de pessoas que já sofrem muito e que merecem se verem livres do preconceito. Os pacientes que sofrem com a discriminação, assim como todos os profissionais envolvidos, agradecem.

IPAN, campanha contra a Psicofobia.

Wednesday, April 5, 2017

Depressão: a doença que afeta o humor



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A depressão é o transtorno psiquiátrico mais predominante ao longo da vida (até 27%), e que acomete pessoas de todas as idades: crianças, jovens, adultos e idosos. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, é uma das principais causas de invalidez no mundo, afetando cerca de 350 milhões de pessoas. Com o objetivo de alertar a população, reduzir o preconceito, fazer com que mais pessoas conversem a respeito e busquem ajuda, a OMS iniciou uma campanha chamada “Depressão: Vamos Conversar”, que será lembrada no Dia Mundial da Saúde, em sete de Abril.

Dentro desse contexto, o humor é uma das dimensões mais conhecida do psiquismo, mas também a mais difícil de ser definida. Ele se caracteriza por um estado afetivo que permeia o comportamento e a eficiência no modo do indivíduo reagir ao ambiente, às pessoas e aos acontecimentos, com atitudes imediatas frente a diferentes acontecimentos, e que podem manifestar alegria, tristeza ou indiferença.

Falando especificamente de tristeza, é algo que faz parte da vida, todos a sentirão em algum momento. Mas, dependendo da intensidade e frequência, pode ser um dos sintomas da depressão, assim como outros não menos importantes, como a perda do apetite, perda de iniciativa, apatia, desanimo, perda do interesse sexual, incapacidade para trabalhar, desejo de morrer, pessimismo, insônia, sentimento de culpa, baixa autoestima, falta de prazer, alteração da atenção e concentração, cansaço, irritabilidade etc. Além destes, outros sinais também podem ser reveladores, como aparência descuidada, barba por fazer, cabelos em desalinho ou penteados parcialmente, cabeça baixa, lentidão psicomotora e etc.

Mas para se chegar a um diagnóstico preciso de depressão, é necessário que haja mais do que tristeza, ela tem que ser prolongada o suficiente para que se conclua que, de fato, aquela pessoa não consegue reagir sozinha.

Depressão e suas classificações

A depressão é uma doença classificada dentro dos transtornos do humor, os chamados Transtornos Depressivos. Uma primeira subdivisão categoriza os Transtornos Depressivos em Bipolares e Unipolares. Os Bipolares são os caracterizados pela ocorrência prévia ou não de episódio maníaco ou hipomaníaco, e os Unipolares pela não ocorrência desses episódios. De qualquer modo, as manifestações de um e de outro são bem semelhantes.

Existem outros tipos de classificação, como por exemplo, por frequência e intensidade: indivíduos que apresentam mais de um episódio, Transtorno Depressivo Recorrente; com sintomas moderados e graves, Depressão Maior; que apresentam sintomas leves de longa duração, Distimia, com depressões de qualquer intensidade, porém, por tempo mais curto, Transtorno Depressivo.
Além dessas, existem as classificações por sintomas específicos, como: predomínio de sintomas vegetativos (insônia e inapetência) e características circadianas (pior pela manhã), Depressão Melancólica; sonolência excessiva e aumento do apetite, Depressão Atípica; sintomas de prejuízo cognitivo, ou seja, do entendimento; Pseudo Demência; presença de delírios e/ou alucinações, Depressão Psicótica, e episódios que aparecem em épocas determinadas, Depressão Sazonal e Depressão Pós-parto.

Como diagnosticar a depressão?

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O diagnóstico da depressão é clínico, baseado no histórico e nos sintomas. Por outro lado, há evidências de transtorno do funcionamento e estrutura cerebral, além de alterações neuroendócrinas, inflamatórias e dos neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina, glutamato), que equilibram o humor e as emoções. Contudo, ainda não foi identificada alteração específica para depressão.


Quais as causas da depressão?

A causa é desconhecida. O modelo explicativo atual combina predisposição genética a interação com fatores estressantes (problemas financeiros, separação, perda de um ente querido, perda de emprego, frustrações, decepções, violências etc.). Na maior parte dos casos, trata-se de uma somatória de eventos ao longo do tempo e, em alguns casos, não é possível identificar o fator desencadeante. É importante dizer que depressão não pode ser encarada como falta de caráter ou de religiosidade. Ela é uma doença que pode atingir qualquer um. Não respeita idade, sexo, religião, nada. E ninguém está imune!

Quais os tratamentos indicados?

O IPAN é especializado em tratamentos para depressão. Para reconhecer a doença, o primeiro passo é livrar-se do preconceito e buscar ajuda médica. O tratamento mais utilizado na atualidade são os antidepressivos, sozinhos ou combinados preferencialmente com psicoterapia. Isso porque as medicações equilibram as alterações fisiológicas, enquanto a psicoterapia aborda questões psicológicas. Em alguns casos, a eficácia dos antidepressivos pode ser limitada, devendo incluir estratégias de potencialização e combinações.

Quando as medicações não surtem efeito, por excesso de efeitos colaterais, por exemplo, ou quando não são recomendadas, como na gestação, pois podem afetar o embrião/feto, outros tratamentos podem ser indicados, como:

Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr): por meio de ondas magnéticas, modula os neurotransmissores e restabelece o funcionamento cerebral. Indicada em casos leves e moderados.

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Eletroconvulsoterapia (ECT): por meio de disparos cerebrais autolimitados, equilibra os neurotransmissores e restabelece o funcionamento cerebral. Realizada em ambiente Hospitalar, é mais indicada em casos graves, refratários e com risco de suicídio.

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Atualmente, também realizamos tratamento com Cetamina, um anestésico com potencial antidepressivo de efeito rápido, que ainda é considerado experimental, mas que pode ser uma opção para casos que exigem ação rápida.

O mais importante é você buscar uma avaliação cuidadosa para decidir qual o tratamento mais indicado para o seu caso.

Se você está sofrendo de depressão, agende uma consulta no IPAN.
Temos o tratamento certo para você!