Wednesday, August 31, 2016

Os efeitos da EMTr foram perceptíveis após a 3ª sessão!

Os efeitos da estimulação magnética transcraniana (EMTr), para mim foram perceptíveis após a terceira sessão, e foram notórios, como um animal hibernado, saí para ver o dia e o vi radiante, em todas as suas formas e cores. O monstro voltara a adormecer, dando passagem a um E.P.N., em que usava como referência, a mim mesmo, sem ser acometido por nenhuma patologia severa da alma.

Certa vez, em uma entrevista, o vocalista da banda Smashing Pumpkins, Billy Corgan, disse a seguinte frase: “É fácil disfarçar a tristeza, a felicidade não se disfarça.”
Eu me lembro exatamente o dia em que tudo ocorreu, como em um instante, eu desaprendera a andar corretamente, logo após, como um gêmeo tardio, eu fui possuído por algo tenebroso, um medo e uma angústia que não tiveram fim. Da mesma forma que eu me lembro do dia, eu me lembro das circunstâncias, lembro-me do clima, apenas um momento errado, o preparo para o vôo, sem perceber atentamente que o vôo se transformou em queda. Desde então, as quedas se transformaram em regra, não eram exceções.

Aprendi a viver assim, triste, desamparado, com uma vontade imensa de sair do buraco negro, mas como todos sabem, nada escapa do buraco negro, até mesmo a luz sucumbi a sua gravidade, quanto mais tentava, mais a beira do precipício eu chegava, gradualmente e depois repentinamente.

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Há três anos atrás, comecei, o que eu chamo de batalha contra a mim mesmo. Minha impulsividade havia me levado a lugares sombrios. Era o momento de acionar a racionalidade, tenho certeza de que todos que já tiveram a sensação de desesperança, sabem que, há uma hora em que a companheira tristeza se torna tão insuportável, que viver daquela forma já não seria condição e sim uma opção, sim, inevitavelmente, você tem que ser cruel consigo mesmo, pois a crueldade dos outros já não o machuca mais, digo isso porque há uma crueldade, mesmo imperceptível, nas pessoas que, sem perceber, atormentadas pela sabedoria popular do levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, falam ao depressivo para sair daquela situação, mas veja bem, como você pode falar algo para uma pessoa, que sequer consegue levantar da cama para cuidar de sua higiene pessoal. Tudo é tão difícil.

Para arrastar-me mais ainda ao buraco negro, vi nas drogas, essas aves de rapina, uma espécie de tratamento paliativo, por algumas horas esquecia-me da angústia, sendo assim até hoje. Comecei meu tratamento contra a depressão juntamente contra meu vício em narcóticos. Em três anos, houve uma melhora significativa, não cuspirei no prato em que comi, não serei ingrato, sei que os remédios que tomei e, que tomo até hoje, me levaram a uma certa condição, digamos suportável. Mas o suportável torna-se insuficiente quando os picos elevados de pura e absoluta incapacidade o tornam demente.

No livro vergonha dos pés, de Fernanda Young, há uma parte que transcreve bem o que sentia, a personagem diz; “Sou uma pessoa solitária. Mesmo acompanhada, sinto-me só. É minha natureza, não sei que espírito ruim me possui, ou quais males que estou pagando, só sei que não consigo viver feliz. E nem mais quero, pois sinto-me totalmente despreparada e sem talento para a paz. O que tenho é tédio, tédio de tudo e tudo mais. Quero dormir, mas não consigo. Quero levantar-me e andar léguas, mas um sono incontrolável se apodera de mim. Sou assim. Uma pessoa que, por algum motivo misterioso, aprendeu a sofrer e, gostado ou não, viverá sempre assim: sofrendo. Nenhum motivo mais será necessário, nenhuma dor, nenhuma perda”.

A procura infinita de um tratamento, que apenas melhoraria o meu sono, sem medicação, me levou a epopeia de acupuntura a massagens, homeopatia, florais, luzes, não testei todas, mas tentaria. Em uma busca pela Internet, dei-me de cara com o IPAN, decerto não acreditei em tal tratamento, confesso minha ignorância a respeito de ondas eletromagnéticas o que dirá eletrochoque, para mim eram métodos de tortura, falsamente atestado pela mídia em seus filmes e séries, minha estupidez, me fez acreditar que seria mais um tratamento alternativo, de pouca ou nenhuma melhora impactante, e eu precisava de algo implacável, nada demais, cansara de sofrer.

Para minha sorte, meu lado racional e equilibrado, me fez pesquisar acerca do assunto, criei coragem, deixei a falta de fé, larguei em algum canto minha companheira tristeza. Por algumas horas, a desconfiança havia se tornado em um fio de esperança e, agarrei-me a ele, aquele fio havia se tornado em um cabo de aço, que me sustentaria, me tiraria da areia movediça. Ao marcar a consulta até a ida ao consultório, fui invadido por uma súbita e rara sensação: a fé dos crentes em algo, que acreditam sem ao menos terem visto.

Dra. Marina, minha gratidão é eterna, desde a primeira sessão até hoje, sua sinceridade e serenidade, formaram a base de um tratamento, que me permitiu a voltar ser eu, o eu sem angústia, sem pesadelos infindáveis, sem tristeza. Os efeitos do tratamento, para mim foram perceptíveis após a terceira sessão, e foram notórios, como um animal hibernado, saí para ver o dia e o vi radiante, em todas as suas formas e cores. O monstro voltara a adormecer, dando passagem a um E.P.N., em que usava como referência, a mim mesmo, sem ser acometido por nenhuma patologia severa da alma.

Jussara e Jessica, competentes e educadas, além de uma simpatia inexorável, devem ser glorificadas de pé, muito obrigado. Dra. Marina, me torno inábil para agradecê-la perante sua presença, não tenho palavras suficientes, nenhuma instrução, para que eu possa apresentar toda a minha gratidão, me rendo ao clichê, sabendo que de toda forma, meu agradecimento é sincero, minha gratidão é a força motora para lhe dizer um simples obrigado, acompanhado de toda a simbologia que esta palavra possa carregar.

Para aqueles que tem dúvidas acerca do tratamento, peço encarecidamente, desnude sua desconfiança, traga a fé, não haverá reviravoltas sórdidas do destino, venham como um cálice transbordando paz, permitam-se, arrisquem-se, sejam vocês, sejam serenos, sejam felizes, oxalá se este tratamento fosse resoluto a todos, não posso apresentar uma clarividência que não possuo, mas timidamente, creio que o tratamento me resgatou, e por isso escrevo este depoimento, tímido, embora com total convicção de que este tratamento, me deu todas as possibilidades para alcançar a cura visível e palpável, a habilidade de lutar contra algo invisível, uma dor silenciosa, uma doença invisível a qual reconheço sua força e presto reverência, humilde, entretanto resiliente,  com a força dos deuses e anjos, a qual me recupera  diariamente.

Comecei o meu  depoimento citando o uma frase de Billy Corgan, muito conhecido pelo seu lado soturno, decerto ele havia dito algo que deveria ser reconhecido não como uma frase de auto-ajuda tampouco como palavras levianas, em seu momento, Billy havia sentido a felicidade borbulhando em suas veias, indisfarçável.

Assim como a minha melhora, poderia pedir para as pessoas que me conhecem para fazerem, também, um depoimento, mas creio que isso apenas serviria para atestar algo que já foi avaliado, de tão notória é minha melhora, após 17 sessões, na mesma proporção é notório que minhas relações interpessoais melhoraram e melhoram a cada dia que passa, atingindo patamares, que há muito tempo não sentira. Indisfarçável é a minha felicidade que, de certa forma compartilho a quem estiver lendo este texto.
Um grande abraço.

E.P.N., 30 anos.

Friday, August 5, 2016

Cientistas descobrem 17 variações genéticas ligadas à depressão


Descoberta ajuda a compreender os detalhes do transtorno e deve abrir caminhos para a descoberta de novos tratamentos

Cientistas americanos descobriram 17 variações genéticas que podem aumentar o risco de alguém desenvolver a depressão. O estudo, publicado na última segunda-feira na revista Nature Genetics é o primeiro a fazer a associação entre o DNA e o transtorno depressivo em pessoas de ascendência europeia (registros anteriores apresentavam a ocorrência em descendentes de asiáticos).

“Esperamos que nossos resultados ajudem as pessoas a compreender que a depressão é uma doença cerebral que possui uma biologia própria. Agora vem o trabalho duro de usar esses novos dados para tentar desenvolver melhores tratamentos”, disse o coautor do estudo Roy Perlis, do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, em um comunicado.

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Genética da depressão

A depressão é considerada um transtorno mental que a maioria dos especialistas acredita que seja causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o distúrbio, que pode causar mudanças de humor, fadiga e perda de sono e apetite, é uma das principais causas de invalidez no mundo, afetando cerca de 350 milhões de pessoas.

Para desvendar quais genes poderiam estar envolvidos na depressão, os pesquisadores usaram informações de 450.000 pessoas, disponíveis em bancos de dados genéticos. Na comparação entre os indivíduos que reportaram o transtorno com os saudáveis, os cientistas perceberam a incidência de duas regiões do genoma que poderiam estar associadas ao distúrbio, sendo que ambas já haviam sido relacionadas previamente a problemas de epilepsia.

Ao aprofundar as análises, foram identificados 17 genes relacionados à depressão em 15 regiões diferentes do genoma. Essas áreas estão relacionadas ao nascimento de neurônios no cérebro em desenvolvimento.

Elisabeth Binder, do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, disse que o estudo é um avanço importante para a genética da depressão. “A descoberta representa um primeiro vislumbre para médicos e pacientes: no futuro, poderemos ser capazes de basear o diagnóstico e o tratamento na biologia”, disse a pesquisadora, por intermédio da organização Science Media Centre, em Londres, na Inglaterra.

O psiquiatra Jonathan Flint, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, observou, contudo, que as pessoas que participaram do estudo relataram seus históricos de depressão em vez de fornecerem um registro médico formal – o que pode ser um problema para a análise dos dados. Grande parte das pessoas deprimidas pode jamais receber um diagnóstico para a condição ou ganhar um diagnóstico impreciso.

“Como resultado, a associação observada pode ter a ver com outros comportamentos que não o transtorno depressivo”, afirmou Flint.
(Com AFP)
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