Friday, July 29, 2016

Eletrochoques tratam depressões graves

Órgão regulador dos EUA determina que o uso de terapia eletroconvulsiva em pacientes com depressão profunda tem mais benefícios do que riscos

Nova York The Washington Post

Depois de anos de consideração, a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês, é o órgão de controle de alimentos e medicamentos do governo dos Estados Unidos) determinou que para pacientes com depressão profunda – e cuidadosamente selecionados – os benefícios da terapia eletroconvulsiva, tão demonizada, superam os riscos da eventual perda de memória causados pelo uso.

Saiba mais sobre ECT AQUI!

AparelhoEletroCitando evidências de 60 testes randomizados (um tipo de estudo experimental feito aleatoriamente) da ECT, como é conhecida a terapia eletroconvulsiva, a FDA reconheceu que há risco, mas considera que há provas suficientes que seria benéfico facilitar o acesso ao tratamento para certas pessoas.

Os dispositivos usados para administrar a ECT são regulados pela agência como Classe III. Esta é a designação para mais alto risco, e isso faz com que os equipamentos estejam sujeitos ao mais alto nível de controle regulatório. A FDA está propondo “rebaixar” a avaliação para Classe II para aqueles pacientes com depressão que não estão respondendo a outros tratamentos ou se o quadro é tão severo que eles precisariam da resposta rápida que só o ECT pode oferecer.

Para outras condições médicas – incluindo a catatonia, um estado letárgico de imobilidade para o qual a ECT é considerada por alguns psiquiatras como um dos poucos tratamentos eficazes – a FDA afirma que há poucos testes randomizados publicados para justificar a designação de Classe II.

“O comprometimento cognitivo e de memória continuam sendo os riscos que geram mais preocupação para médicos e pacientes”, Food and Drug Administration (FDA, Órgão de controle de alimentos e medicamentos do governo dos Estados Unidos).

Nos Estados Unidos, estima-se que 100 mil pessoas entre as três milhões que sofrem de depressão resistente podem aderir a ECT a cada ano, um número que pode subir caso a designação de classe seja aprovada. Ao gerar um breve pulso de energia elétrica para o cérebro, o dispositivo induz uma convulsão generalizada. Por razões que não foram totalmente compreendidas, o resultado é que muitos pacientes se sentem melhor depois de tudo.

Se de fato finalizada, a nova avaliação pode encerrar décadas de disputas sobre qual a melhor regulação para um tratamento controverso. A primeira vez que a FDA propôs classificar o ECT como Classe II foi em 1978, antes de mudar de ideia por causa da forte oposição da opinião pública. Houve uma nova tentativa em 1990, mas a mudança não foi finalizada.

Uma recente revisão da agência sobre os testes clínicos publicados descobriu que o risco de morte aparenta ser muito baixo, similar ao de procedimentos cirúrgicos menores (cerca de 1 para cada 80 mil tratamentos).

Para minimizar riscos

FDA propôs novas formas de controle no uso da ECT, incluindo o esclarecimento obrigatório aos pacientes dos potenciais riscos e reações adversas. A agência também poderia impor novas exigências para rotulagem dos dispositivos, testes, calibração e treinamento, todos desenhados para assegurar sua função e uso apropriado.

A revisão descobriu que não é incomum pacientes apresentarem dificuldades em formar memórias nas horas e dias após o tratamento, mas essa habilidade gradualmente ‘retorna ao nível base’ dentro de três meses. Da mesma foram, pacientes veem prejuízos na habilidade de recordar imediatamente após o tratamento, mas isso também “parece melhorar com o tempo”, diz a agência. Ainda assim, os dados científicos sobre a perda de memória além de seis meses após o tratamento são deficientes, então, não há uma conclusão se a memória autobiográfica retorna ao nível base com o tempo.

Mudança positiva

Renée Binder, última presidente da Associação Americana de Psiquiatria e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco, disse ser a favor da mudança. “A ECT é indicada para o mais severo tipo de depressão, quando nada mais está dando resultado”, ela diz. “Estamos falando de uma pessoa que não está comendo nem dormindo. Muitos desses pacientes não podem nem sair de casa. Esse é um outro tipo de depressão, diferente do que a maioria de nós está familiarizado. É incapacitante. Esses pacientes comumente desenvolvem tendências suicidas. É uma doença com risco de morte”.

Para esses pacientes, ela diz que “a ECT é a terapia mais efetiva e o tratamento de resposta mais rápida. Depois de poucas sessões, você pode perceber uma melhora notável no estado mental do paciente”.

Fonte Gazeta do Povo

Tuesday, July 12, 2016

Novo tratamento! Ondas magnéticas estimulam o cérebro e combatem a depressão


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Dr. Moacyr foi entrevistado sobre estimulação magnética para o tratamento de depressão na TV Record.

A entrevista foi exibida dia 12/07/16, no quadro Você e o Doutor (Dr. Antonio Sproesser), no programa Hoje em Dia da TV Record.

Existem diversas maneiras de tratar a depressão. Mas, com o crescimento de casos do transtorno, a medicina vive em busca de alternativas. Uma delas é a máquina que estimula o cérebro com ondas magnéticas.

A estimulação magnética transcraniana – EMTr é uma inovação na medicina para o tratamento da depressão, além de ter eficácia comprovada e reconhecida pelo CFM e FDA.

De uma forma geral, essas ondas magnéticas atingem os neurotransmissores como a serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis por propagar os impulsos nervosos do cérebro.
Conheça mais essa que é a principal novidade no tratamento da depressão!

Veja a entrevista completa pelo portal R7 AQUI!

Saiba mais sobre estimulação magnética AQUI!

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Dr. Moacyr foi entrevistado sobre estimulação magnética para o tratamento de depressão na TV Record.
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Existem diversas maneiras de tratar a depressão. Mas, com o crescimento de casos do transtorno, a medicina vive em busca de alternativas. Uma delas é a máquina que estimula o cérebro com ondas magnéticas.

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De uma forma geral, essas ondas magnéticas atingem os neurotransmissores como a serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis por propagar os impulsos nervosos do cérebro.

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Friday, July 1, 2016

Profissionais de saúde mental dão dicas para lidar com sinais da depressão

Um executivo de 47 anos pulou do 19° andar do prédio onde morava, na cidade de Gurugram, na Índia, no dia 16 de maio. Entre outras coisas, o bilhete explicando os motivos de seu suicídio dizia:
“Não posso suportar. Sinto muito. Estou deprimido. Não vejo outra saída a não ser o suicídio”.


“Não posso suportar”, “deprimido”, “sem saída” — cada palavra em seu bilhete deve soar familiar para centenas de pessoas de várias idades, etnias e grupos econômicos em todo o mundo. Muitas vezes, descartamos sintomas de depressão clínica como se fossem fases estressantes que em algum momento vão passar.

Outras vezes, ignoramos sinais claros de que um amigo, colega ou parente está deprimido, porque temos a tendência de classificar tais sintomas como “mudanças de humor” e deixamos a pessoa lutar contra seus demônios sozinha.

Na verdade, a depressão ainda precisa ser aceita como um tipo de doença que precisa de atenção médica como qualquer outra enfermidade física.

A falta de debate sobre a depressão, a desinformação e o estigma tornam quase impossível para indivíduos que enfrentam o problema chegar à conclusão se devem ou não buscar ajuda profissional.
Por isso, conversamos com vários profissionais de saúde mental e preparamos uma lista de sintomas que não devem ser ignorados caso persistam por muito tempo.

Segundo Harsheen Arora, psicóloga de Délhi, na Índia, se alguém se sente perturbado e perde o interesse e o prazer em todas as atividades, é um sinal de que ele ou ela deve procurar um médico.
“O indivíduo experimenta pelo menos quatro sintomas, tais como: perda de apetite, do sono, energia reduzida, sentimentos de inutilidade ou culpa, dificuldade em tomar decisões ou concentrar-se e até mesmo pensamentos recorrentes de morte ou ideias suicidas”, disse.

1. Dor física (psicossomática).
“É comum para uma pessoa deprimida reclamar de uma dor constante não identificada”, diz Arora. Isso é especialmente comum em crianças que não podem identificar o que há de errado com elas.
O sinal de alerta virá “na forma de sintomas físicos inexplicáveis ou psicossomáticos, tais como dores no corpo, sintomas gastrointestinais e assim por diante’, diz Samir Parikh, chefe de saúde mental e ciências comportamentais da Fortis Healthcare.
dores de cabeça
2. Aumento da irritabilidade.
“Explosões de raiva, culpar as pessoas ou frustração quando as coisas não acontecem como o indivíduo quer é outro alarme”, diz Arora. Isso é especialmente evidente quando você sente que está perdendo a conexão com o resto do mundo por causa dessas explosões.

3. Um declínio visível de energia.
Sentir-se cansado continuamente e fatigado também são sinais comuns de depressão, caso persistam por muito tempo, diz Era Dutta, consultora de psiquiatria do SL Raheja Fortis Hospital, em Mahim, na Índia.
4. Falta de interesse em atividades antes apreciadas.
Se uma pessoa perde o interesse em atividades que ela antes apreciava muito, isso deve ser visto como um sinal de alarme. Se você notar uma diferença visível nos níveis de entusiasmo de uma pessoa que conhece bem e perceber que a situação persiste por muito tempo, deve tentar ter uma conversa sobre depressão com ela. Ou então encaminhá-la a um profissional de saúde mental.
5. Culpa.
Culpar-se por estar doente ou não conseguir cumprir as responsabilidades no trabalho ou no lar também é um sinal.
“Uma senso exagerado de responsabilidade por ocorrências negativas (isso pode alcançar proporções irracionais) deve ser preocupante”, diz Arora. Ela acrescenta que os pacientes podem acabar analisando muito acontecimentos corriqueiros e até mesmo submeter-se a um intenso e prejudicial escrutínio.
sem apetite
6. Apetite desregulado.
“Pessoas deprimidas têm de se forçar a comer e sofrem de uma significativa perda de apetite”, diz Dutta.
“Já outras sentem forte desejo [de comer] e podem acabar com compulsão alimentar”, diz Arora.
7. Letargia.
Quando as menores tarefas precisam de um esforço considerável para serem completadas, a pessoa deve perceber que há algo errado. Não conseguir cumprir os prazos no trabalho com frequência e a incapacidade de trabalhar devem soar o alarme, diz Parikh.
8. Pensamentos perigosos.
Se alguém alguma vez falar em acabar com a própria vida, a pessoa confidente deve imediatamente buscar ajuda profissional para o(a) amigo(a). Arora diz que as pessoas deprimidas negam veementemente que estão tristes, mas frequentemente pensam em se suicidar.
suicidios
Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajuda, ligue 141, para o CVV – Centro de Valorização da Vida. O atendimento é gratuito. No exterior, consulte o site da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio para acessar uma base de dados com redes de apoio disponíveis.
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost IN e traduzido do inglês.