Friday, August 28, 2015

Estimulação Cerebral

Estimulação Cerebral: boas novas no tratamento de depressão e obesidade

Pesquisadores têm sucesso em tratamentos que usam eletricidade e magnetismo para “recalibrar” o cérebro.

Estimulação magnética IPAN
Estimulação magnética IPAN

A Estimulação Magnética gera breves campos magnéticos, semelhantes aos utilizados nos  aparelhos de ressonância magnética, que ativa ou inibe determinadas regiões no cérebro, de acordo com o objetivo terapêutico.




estimulacao-cerebral-profunda
Já a Estimulação Cerebral Profunda, conhecida também como DBS (do inglês, Deep Brain Stimulation) implica na implantação de um dispositivo que funciona como um “marca-passo cerebral” e envia impulsos elétricos a regiões específicas do cérebro. Objetivo é de alterar a atividade cerebral “de maneira controlada”.




Confira a matéria TV FOLHA:


Veja mais informações sobre tratamentos para depressão no site IPAN!

Depoimento de Depressão, Ricardo Boechat

Ricardo Boechat precisou se afastar do rádio por conta de depressão e alerta sobre a gravidade da doença

Vejam o emocionante  depoimento do jornalista Ricardo Boechat:

Acho que devo uma explicação às centenas de pessoas que me escreveram nos últimos dias perguntando o que eu tinha e desejando minha pronta recuperação.

Pois bem, queridos amigos, o que eu tive foi um surto depressivo agudo. Minutos antes de começar o programa de rádio da quarta-feira retrasada eu simplesmente sofri um colapso, um apagão aqui no estúdio.

Nada na minha cabeça fazia sentido. Nenhum texto era compreensível. Os pensamentos não fechavam e uma pressão insuportável dava a nítida sensação de que o peito ia explodir.

Fiquei completamente desnorteado e achei melhor me refugiar no meu camarim e esperar socorro médico.

Quando finalmente minha doce Veruska me levou ao doutor e eu descrevi o que estava sentindo ele foi categórico em dizer que era depressão. Que o estado de pânico, a balbúrdia mental, a insegurança e tudo mais eram sintomas clássicos do surto depressivo.

Quem cai num quadro desses perde qualquer condição de continuar ativo, de pensar as coisas mais simples. A pessoa morre ficando viva.

E eu fiquei impressionado nestes dias com a quantidade de gente que sofre do mesmo problema. Quando contei a alguns ouvintes que me ligaram o que estava acontecendo, muitos disseram já ter passado por isso, ou conhecer alguém que ainda passa ou já passou.

O Barão me mostrou um vídeo produzido pela ONU indicando que esse fenômeno é global. Uma amiga minha citou números da Organização Mundial da Saúde afirmando que a depressão é a doença que mais cresce no mundo. E o Bruno Venditti me mandou um texto muito bom do pregador Élder Holland sobre o assunto.

Tanto o vídeo da ONU quanto esse texto deixam claro que é importante não esconder a doença, não esconder a depressão. Não tratá-la na clandestinidade. É importante aceitá-la para combatê-la – e todo o silêncio, do próprio doente ou de quem está à sua volta, dificulta a recuperação.

Essa necessidade de não fazer segredo, além da sinceridade que faço questão de manter na relação com os ouvintes, é a razão deste depoimento pessoal.

O texto que eu li fala do “transtorno depressivo maior” lembrando que isso não significa apenas um dia ruim, ou um contratempo, ou momentos de desânimo ou ansiedade, que são coisas que todos temos normalmente.

A depressão é muito mais que isso e muito mais séria. É uma aflição tão severa que restringe a capacidade de uma pessoa funcionar plenamente, um abismo mental tão profundo que ninguém pode achar que vai se safar apenas endireitando os ombros ou pensando coisas positivas.

Não, minha gente, essa escuridão da mente e do estado de espírito é mais do que um simples desânimo. É um desequilíbrio da química cerebral, algo tão físico quanto uma fratura óssea, ou um tumor maligno.

É um fenômeno que atinge todo mundo: quem perde um ente querido, mães jovens com depressão pós-parto, estudantes ansiosos, militares veteranos, idosos de uma maneira geral e pais preocupados com o sustento da família.

A depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos.

Os médicos que estão me tratando disseram que eu estiquei a corda demais, que fiz mais coisas do que deveria fazer e em menos tempo do que seria razoável.
Eu fui além dos limites que minha saúde permitia e ignorei todos os sinais físicos e avisos domésticos. Quantas vezes a minha doce Veruska me disse: “Você vai pifar! Você vai pifar!”…

O texto que eu li ensina que para prevenir a doença da depressão é preciso estar atento aos indicadores de estresse em sua própria vida. Assim como fazemos com nosso carro, é fundamental observar a temperatura do nosso motor interno, os limites de nossa velocidade, ou o nível de combustível que temos no tanque.

Quando ocorre a “depressão por exaustão”, que foi o meu caso, é preciso fazer os ajustes necessários. A fadiga é o inimigo comum e recuperar forças passa a ser uma questão de sobrevivência.

A experiência mostra que, se não reservarmos um tempo para nos sentirmos bem, sem dúvida depois teremos que dispender tempo passando mal. E foi o que aconteceu.

Mas a cura existe. Às vezes requer tratamentos demorados. Mas, como está no texto que eu li, “mentes despedaçadas também podem ser curadas, assim como corações partidos”.

Eu sei que quem liga o rádio numa estação de notícias quer receber informações de interesse geral, quer saber da política, da economia, dos acidentes, do engarrafamento nosso de cada dia.

Então peço desculpas por não entregar nada disso a vocês neste papo inicial no dia de minha volta. Nada de impeachment, de renúncia, de Cunha, de Renan, de inflação, do ajuste fiscal e de tantas outras coisas que só têm feito infernizar nossas vidas mas que são as manchetes do momento.

Não falei neste bate papo nem mesmo das abobrinhas de que eu gosto tanto e que nos ajudam a cumprir a jornada diária sofrendo menos.

Este papo de hoje é sobre depressão. Um mal que afeta milhões de pessoas, milhares delas no Brasil, um mal sobre o qual é preciso estar informado e não fazer segredo.

Como eu agora me descobri fazendo parte dessa população doente, pensei muito nas noites sem dormir dos últimos dias e tomei a decisão de dividir essa experiência com vocês. Se com isso eu conseguir ajudar algum ouvinte a prevenir a depressão ou a curá-la, já me dou por satisfeito.

E toca o barco.

Rádio BandNews FM Jornal da Band Café Com Jornal BandNews TV
Foto: Chico Max/cortesia

Monday, August 17, 2015

Primeiros sinais da esquizofrenia




Cada sintoma contribui para dar sentido a outros, com tempo e tratamento o paciente aprende a conviver com esse caminho

Antes do surgimento dos sintomas da esquizofrenia há um período denominado pródromo. Nessa fase, gradativamente, a pessoa vai mudando a maneira de perceber o mundo e a forma de se relacionar com os outros. A patologia se apresenta como outro caminho com o qual precisará aprender a conviver.

Para muitos, no começo, a experiência parece sedutora, mas logo se torna assustadora. A vivência dos sintomas vai formando uma rede de experiências em que cada sintoma contribui para dar sentido a outros e somente com tempo e tratamento o paciente aprende a conviver com esse caminho.
A pessoa com esquizofrenia começa a atribuir significado para as percepções diferenciadas que está vivendo e sentir que as coisas que acontecem e as atitudes das pessoas realmente se relacionam com ele. Essa é uma experiência muito difícil, e a forma de dar sentido a ela é por pensamentos que a justifiquem.

Seus pensamentos às vezes se confundem, e o paciente não consegue interpretar de forma correta o que os outros lhe dizem. Ao mesmo tempo, as percepções dos sentidos apresentam uma realidade completamente diferente, marcada por sensações também diversas, por vezes incompreensíveis.
É comum, por exemplo, que o doente perceba os sons de maneira mais intensa, até que começa a ouvir vozes.

Leia a matéria completa, Alívio para a esquizofrenia, capa da edição de Agosto de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento

Friday, August 14, 2015

Prevenir e tratar a depressão

Falsas crenças sobre a depressão podem impedir a tomada de decisão de procurar ajuda. Conheça mais sobre a doença e colabore com o sucesso de sua terapia.

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

Verdadeiro ou Falso!

O jejum melhora a depressão?

FALSO
Isto não é verdade porque os neurônios necessitam de glicose ( proveniente da alimentação) para funcionarem normalmente.

Chocolate melhora a depressão?

FALSO
O consumo excessivo de açúcar, por ansiedade, não faz bem para o organismo, além de engordar. No entanto, convém dizer que o aminoácido triptofano existe no chocolate e ajuda a produzir a serotonina no cérebro, um importante neurotransmissor que evita a depressão.

Alimentos gordurosos intensificam a depressão?

VERDADEIRO

A ingestão de gorduras saturadas ou gosduras trans não engordam somente, também aumentam em até 50 % o risco de depressão. Portanto, quanto maior a quantidade ingerida, maior a chance de ficar deprimido.

Existem diferentes níveis da doença?

VERDADEIRO
Existem variações, desde depressão muito leve, quase imperceptível ( depressão mascarada), até formas muito graves que ameaçam a vida (quando a pessoa não se alimenta, fica permanentemente deitada e não se movimenta.

Bebida alcoólica, em pouca quantidade, trata a depressão?

FALSO
Na verdade, o álcool deprime o sistema nervoso central e pode até mesmo piorar os sintomas da depressão. Se o indivíduo tem ideação suicida, uma embriaguez pode representar o estopim.

Antidepressivo engorda e diminui a libido?

VERDADEIRO
Um dos desafios da medicina é criar medicamentos antidepressivos que não provoquem ganho de peso nem reduzam o desejo e o prazer sexual. Mas os especialistas lembram que uma dieta balanceada e exercícios físicos ajudam a combater esses efeitos.

O café estimula o indivíduo deprimido?

FALSO
A cafeína tem propriedades excitatórias sobre o cérebro, mas, se consumida em excesso (5 ou mais xícaras de café por dia), pode provocar ansiedade, taquicardia, agitação e insônia.

Guaraná em pó ajuda a tratar a depressão?

FALSO
O princípio ativo do guaraná é a cafeína. Como já mencionado, em excesso, a cafeína produz ansiedade.

Depressão tem cura?

VERDADEIRO
A depressão é tratável, e mais de 80% dos indivíduos transtorno depressivos melhoram com o tratamento.

A doença acomete mais mulheres do que homens?

VERDADEIRO
Na população em geral, as referências mostram que de 5% a 12% dos homens têm ou já tiveram depressão, comparadas à porcentagem de 10% a 15% nas mulheres. Por causas históricas, sociais e culturais, as mulheres são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos.

Depressão está associada a falta de força de vontade ?

FALSO
Um dos principais erros de familiares e amigos é acreditar que o deprimido pode sair sozinho de uma crise e que só depende da força de vontade dele. É fundamental entender que a depressão é uma doença e a pessoa precisa de ajuda e apoio.
Criança também sofre de depressão?
VERDADEIRO
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 1 em cada 33 crianças e 1 em cada 8 adolescentes são deprimidos ao longo dessa etapa de vida. Como a relação das crianças e adolescentes com a doença é diferente dos adultos, é importante que os pais procurem observar sintomas de depressão nessa faixa etária.

Psiquiatra só trata de transtorno mentais graves?

FALSO
Mentira. Os psiquiatras também trabalham na prevenção de transtornos mentais. São médicos e têm um visão integral do paciente (biológico, social e psíquica).

Depressão é hereditária?

VERDADEIRO
Assim como a pressão alta ou diabetes podem ser influenciados pelo histórico familiar, pessoas com caso de depressão na família têm maiores chances de desenvolver a doença.

Só tomar remédio cura depressão?

FALSO
Não existe pílula da felicidade. A depressão é sempre uma doença crônica que exige tratamento médico ou psicoterápico por toda a vida com uma equipe multidisciplinar que, além dos medicamentos (quando estes são necessários), também atua por meio de terapias, hábitos alimentares e de atividade físicas.

Quem já superou uma depressão tem menos chance de sofrer de novo com a doença?

FALSO
Pessoas que já tiveram quadro depressivo, mesmo tendo superado, são mais sujeitas ao reaparecimento. No caso das mulheres, por exemplo, aquelas que já tiveram depressão em outras fases da vida têm mais chance de desenvolver depressão pós- parto.

Chá-verde causa depressão?

FALSO
Mesmo sendo fonte de cafeína, que estimula o sistema nervoso, o chá-verde não causa ou piora os sintomas de depressão, pelo contrário, ele ajuda a diminuir os sintomas da depressão por ser fonte de theanina, um aminoácido com efeito tranquilizante.

Falar sobre a depressão ajuda?

VERDADEIRO
Guardar o problema só pra si dificulta o tratamento e a superação da doença. O importante é se abrir com profissionais de confiança para que o diagnótico e os procedimentos sejam feitos adequadamente.

O número de deprimidos varia em diferentes países?

VERDADEIRO
Uma pesquisa coordenada pela World Mental Health Survey  Initiative, peojeto da Organização Mundial da Saúde para saúde mental,investigou a prevalência da depressão pelo mundo. O resultado, curiosamente, mostrou que países mais ricos e desenvolvidos têm maior número de deprimidos.

Família e amigos próximos do depressivo não precisam de tratamento?

FALSO
Não é uma regra, mas muitas vezes é o contexto em que a pessoa vive que alimenta seu quadro de depressão. Nesse caso, familiares e pessoas mais próximas pode precisar de tratamentos paralelos para otimizar a volte cura do depressivo.

Mesmo se sentindo melhor, o tratamento deve continuar?

VERDADEIRO
Além de melhorar os sintomas do paciente depressivo, o tratamento também tem a função de fazer com que ele volte à sua  vida normal. Por isso , mesmo quando já sente as melhoras, é importante esperar que o tratamento pode ser finalizado, pois há grandes chances de recaída.

Alguns níveis de depressão não precisam de tratamento?

FALSO
Não há como saber se nos casos mais leves haverá uma regressão natural da doença ou mesmo um aumento dos sintomas. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para acompanhar o desenvolvimento e cura.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

COMO ANDA O SEU ESTADO EMOCIONAL?

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

Teste


Acha a maioria das coisas sem graça e tem dificuldade para se divertir?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Sente dificuldade de concentração ou para tomar decisões?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Tem problemas para dormir demais ou de menos?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Você costuma pensar na morte e considera-la uma solução para seus problemas?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Perde ou aumenta o apetite e o peso varia?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Sente-se mais agitado ou lento do que costuma ser?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência

Durante o dia, sente-se desanimado e sem vontade de fazer nada?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Costuma sentir culpa ou achar que nada tem sentido?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência


Resultado

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “NUNCA”: Felicidade pra dar e vender. Fique tranquilo, você está distante de um quadro depressivo. Pelas respostas, é possível perceber que sua saúde física e mental está em alta. Continue levando uma vida saudável para tornar esse bem estar duradouro. E fique atento para identificar alguma mudança significativa que altere esse estado.

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “ÀS VEZES”: Tristeza que dá e passa. Você não está com depressão, mas vivencia momentos melancólicos. Às vezes é a cabeça que quer para, às vezes o corpo parece mais cansado do que deveria. Alimente-se melhor, pratique atividade física e, se sentir necessidade, procure por profissionais especializados, incluídos nutricionistas e educadores físicos.

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “COM FREQUÊNCIA”: Em busca da felicidade. A boa notícia é que a vida pode ser muito mais interessante e divertida do que tem parecido pra você agora. O primeiro passo é considerar a possibilidade de estar passando por uma fase depressiva e procurar um médico de confiança com quem possa se abrir. Quanto antes é diagnosticada e quanto mais disposto é o paciente, mais a depressão tem chances de ir embora.


Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

O FATOR FÍSICO E A DEPRESSÃO



Prevenir e tratar a depressão Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

A sinapse, que é a comunicação entre neurônios, é a base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso. Na depressão acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então, o neurônio receptor captura menos neurotransmissor e o sistema nervoso funciona com menos combustível, o que faz com que bioquimicamente a pessoa tenha queda do rendimento como um todo.

Os Principais Sinais e Fatores de Risco

Dor de barriga, nas têmporas, nas costas, estes podem ser os primeiríssimos sinais de que alguém está prestes a mergulhar de cabeça em quadro depressivo. Mas esses sintomas são muitos genéricos para se pensar em fazer um diagnóstico de depressão, mesmo porque  há vários tipos e subtipos da doença, e para cada um deles há diferentes indicadores de seu início.
Por isso, é necessário fazer um profundo relatório sobre a vida atual do paciente, incluindo a história, a rotina, os hábitos, e os grupos social e familiar aos quais pertence. “Depois disso, é feita uma análise das mudanças repentinas de comportamento, como a pessoa que tinha como hábito de sair com os amigos semanalmente e inesperadamente abre mão desse convívio”, exemplifica Pepita Rovira Prunos, psicicóloga e psicanalista, vice-presidente da Sociedade Paulista de Psicanálise (SPP).
Os primeiros sintomas mais associados à depressão são, em geral, psíquicos, “como desânimo, desalento, falta de interesse, falta de motivação, e pode haver também sintomas físicos como insônia, inapetência, falta de energia física”, esclarece o professor Miguel Chalub.

Exames necessários

Como não existem exames físicos que permitam diagnosticar claramente a presença da depressão, os exames realizados são aqueles que podem comprovar ou não a ocorrência de outras doenças com sintomas semelhantes. “ Os exames podem ser feitos para afastar outras causas do quadro clínico apresentado”, explica Chalub. Por exemplo, é comum que seja solicitado o exame de sangue para detectar a diminuição dos hormônios tireoidianos, que caracterizam o hipotireoidismo. Assim como a tomografia computadorizada pode ajudar a excluir possibilidade de doenças neurológicas.

Tratamento: medicar ou não

Cada caso de depressão exige um tratamento personalizado. De acordo com o diagnóstico, podem ser necessárias abordagens que vão desde o uso de medicação, eletroconvulsoterapia (ECT), até psicoterapias individuais, de grupos ou familiares. A idade e o sexo também podem influenciar o tratamento. “ Basicamente são os mesmos sintomas, contudo a abordagem psicanalítica e os medicamentos são um pouco diferentes”, diz Pepita. Como na maioria dos tratamentos para psicopatologias, nem todos os especialistas são a favor do uso de medicamentos.
“Um estudo recente mostrou que a psicanálise ou a psicoterapia psicodinâmica a longo prazo apresentam resultados mais consistentes que a medicação”, defende o psicanalista Dunker. Mas ele conta que, apesar dessa controvérsia, ainda vigora o consenso de que a utilização de medicamentos, principalmente antidepressivos é necessária, benéfica e sobretudo deve ser acompanhada pela participação ativa e continuada do paciente na elaboração da estratégia geral de tratamento.
O plano terapêutico compreende três fases: aguda, de continuidade e de manutenção. A primeira dura de 6 a 12 semanas e tem como objetivo buscar a regressão dos sinais e sintomas da doença. Se não houver resposta, o diagnóstico necessita de uma reavaliação e, se for o caso, de uma modificação no esquema de tratamento. A atividade física e laboral, além de uma alimentação equilibrada, também são ressaltadas como formas complementares em quase todos os tratamentos bem-sucedidos.
E depressão tem cura. Mas também pode matar. A regra é que não há regra. “Se restringirmos a noção da cura ao controle do exagero, á recuperação da autonomia no interior da depressão e à melhor orientação na vida, posso dizer que a depressão tem cura”, define o especialista Dunker.

Tratamento duradouro

O que o especialista explica é que isso não evita o retorno da doença e a necessidade do acompanhamento médico ao longo da vida do paciente. A depressão é uma resposta ao empobrecimento da forma de viver reduzida a parâmetros de funcionalidade e adequação. Ou seja, pessoas que têm dificuldade de se relacionar, por exemplo, tendem a ser depressivas, e o tratamento pode, sim, perdurar durante toda a vida do paciente.

Respostas positivas

Cerca de 70% dos pacientes respondem à primeira etapa do tratamento terapêutico, mas apenas 30% alcançam a total supressão dos sintomas, levando uma vida absolutamente normal, sem recaídas.
“Acho importante explicar que a cura da depressão não significa a completa erradicação das mudanças de humor, e daquelas variações de desejos. É natural do ser humano que haja inconstância, dúvidas, oscilações.”
E acrescenta: “Se cura fosse a exclusão permanente e indelével da doença, em todos os seus tipos e modalidades, poderíamos nos tornar mais saudáveis, mas nos tornaríamos certamente menos humanos”, acredita Dunker.

Uma Epidemia no Mundo

Uma pesquisa coordenada pela World Mental Health Survey Initiative, projeto da Organização Mundial da Saúde para saúde mental, investigou a prevalência da depressão pelo mundo. Os  países pesquisados foram dividido em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo -, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

Afinal, o que é a depressão

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879
Estima- se que entre 15% e 25 % das pessoas possam ter uma crise depressiva pelo menos uma vez na vida, que precise de tratamento, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na população em geral, as estatísticas mostram que de 5 % a 12% dos homens têm ou já tiveram depressão. Entre as mulheres o percentual é de 10% a 15%. “Elas , por causas puramente históricas, sociais e culturais, são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos “, define Miguel Chalub, professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Christian Dunker, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) é possível definir a depressão das seguintes maneiras:

É UM ESTADO PSICOLÓGICO QUE EXAGERA, intensifica ou prolonga a resposta esperada para a perda, ausência ou a indisponibilidade de algo ou alguém. Neste sentido a depressão é um luto patológico. É por isso que encontramos no quadro clínico da depressão os mesmos sinais do luto. “ a depressão não é o luto e sua experiência  de tristeza, mas a exageração, a intensificação, a suspensão, o bloqueio ou o prolongamento, do luto, que por si só é um trabalho e uma disposição psíquica útil e necessária”, define Dunker.

É UM TIPO DE FUNCIONAMENTO, ou seja, um modo de realizar um laço social e interpessoal com o outro no que diz respeito à separação, ao desligamento ou à distância. Assim como no caso anterior, ela pode estar presente em situações específicas durante a vida, ou pode acompanhar de modo crônico os sintomas da neurose, da psicose ou da perversão. Elas podem se acentuar ou se atenuar ao longo da vida ( em função de contingência particulares),mas sempre estarão presentes, como que à espreita do momento oportuno para se manifestar.

É UMA CONDIÇÃO QUE ORGANIZA E DEFINE AS RELAÇÕES  do sujeito com os outros, de forma fundamental e mais ou menos permanente. Neste terceiro caso, a depressão que alguns autores ligam à clássica melancolia, depois também chamada de psicose maníaco-depressiva, e atualmente associada aos quadros bipolares de tipo mais grave.


As origens: evitar é possível

Como em todos os transtornos de humor, não existem causas bem definidas para a depressão. O desencadeamento das crises geralmente acontece como resultado da soma de múltiplos fatores, que podem variar de uma pessoa para outra, de acordo com uma maior ou menor tendência para desenvolver a doença.
A predisposição genética, por exemplo, é um desses fatores e se define pelo funcionamento do cérebro. Nele existem os neurotransmissores, que são moléculas que levam o impulso nervoso entre um neurônio e outro. As mais importantes são a serotonina, noradrenalina e dopamina. A depressão se caracteriza pelo mau funcionamento dessa cadeia de comunicação. “ Como se a mensagem ficasse solta no cérebro e não desse a sequência necessária para o vigor do dia”, explica Edna Maria Motta, psicóloga com atuação em psicanálise, professora de Psicopatologia e idealizadora do Instituto Crescendo em São José dos Campos (SP).

O mapa da prevenção

Prevenis é sempre melhor do que remediar. No caso da depressão, o que pode ajudar a evitar a doença está diretamente relacionado a uma vida saudável tanto física quanto mentalmente. Isso envolve bons hábitos alimentares, prática exercícios físicos, relações afetivas e atividades que estimulem a mente de maneira criativa.
Nos próximos capítulos abordaremos de maneira detalhada a influência dos alimentos e das atividades físicas no tratamento da depressão.
O diagnóstico de depressão envolve exames físicos e psicológicos. Uma boa avaliação deve incluir também um histórico detalhado dos sintomas, quando começaram. Há quanto tempo duram, qual a intensidade, se já acorreram antes e se já feito algum tratamento anterior. Saber da ocorrência da depressão em familiares também faz parte da investigação, pois a doença pode se manifestar por caráter hereditário.
Com relação aos exames físicos, eles devem incluir uma avaliação do estado mental para determinar se o padrão de pensamento ou discurso e a memória estão afetados, como frequentemente ocorre na depressão. “ Não há exames clínicos , radiológicos ou de neuroimagem que permitam diagnosticar com precisão a presença da doença”, alerta Dunker.

Parece, mas não é

Muitas enfermidades podem apresentar sintomas semelhantes aos da depressão. As mais comuns são doenças endócrinas, como hipotireoidismo e obesidade, vários tipos de câncer, doenças crônicas dolorosas, assim como algumas doenças neurológicas.
Some-se a elas medicamentos específicos, utilizados com outras finalidades mas que, entre seus efeitos colaterais, podem levar a quadros de depressão.
O psicanalista Dunker alerta que certos tipos de depressão estão associados com outras perturbações. Ele cita como exemplo o alcoolismo, casos de adoecimento como pós-acidente cardíaco, pós-isquemias, dor crônica como a fibromialgia, como o luto e dificuldades ligadas a momentos de vida como a menopausa ou gravidez.

Tristeza base

O especialista ainda comenta que há formas de se diferenciar esses tipos de depressão: “Um bom critério para distinguir a depressão de basa daquela como efeito colateral de uma condição clínica ou vital é perguntar pela história dos sintomas e suas variações”, diz Dunker. “ Quanto mais fixos e recorrentes, maior a possibilidade de que estejamos diante de uma depressão primária (de base), não reativa”, conclui.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúdel

Depressão: Sofrimento do Corpo e da Mente



Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, especial



IMG_5879
Os especialistas definem a depressão como uma doença que acomete o corpo como um todo. É um estado que traz uma sensação de vazio, no qual predomina uma tristeza profunda vivida fisicamente, uma lentidão e até inibição dos movimentos corporais. A apatia se reflete na redução da capacidade de concentração, perda de interesse das atividades antes prazerosas, energia reduzida, facilidade em sentir cansaço. É possível definir três diferentes graduações: leve, moderada ou grave. Em todas elas encontramos sentimentos de medo, insegurança, falta de esperança e desamparo. Também sensações de culpas e falta de sentido da vida.
Os transtornos de humor, dos quais a depressão faz parte, constituem um problema de saúde pública. Têm – se tornado cada vez mais frequentes, são pouco reconhecidos e, quando o diagnóstico é feito, muitas vezes a enfermidade é tratada de forma incorreta.

A depressão é uma doença que afeta a humanidade ao longo da história. ”Existe uma predisposição genética para depressão que pode ser precipitada por estresse. Para a psicanálise, as causas podem ser de origem externa ou interna do indivíduo”, explica Pepita Rovira Prunor, psicóloga e psicanalista, fundadora da Clínica Social de Psicoterapia psicanalítica Hélio Pellegrino e vice-presidente da Sociedade Paulista de Psicanálise.

Atitudes acolhedoras

O papel da família no tratamento da depressão de um parente é decisivo. ”A tolerância, compreensão e acolhimento parecem constituir um poço sem fundo para os que estão à volta de alguém deprimido. Por outro lado, pequenos gestos como sair da cama, dar uma volta no quarteirão ou ligar para um amigo adquirem o peso de uma impossibilidade radical. Isso pode ser percebido como um mistura curiosa entre desamparo e arrogância, o que frequentemente levanta reações de raiva e ódio”, esclarece Chistian Dunker, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (Ipusp). A atitude acolhedora, porém assertiva, é difícil de manter a longo prazo pelos familiares de alguém deprimido, mas busca – lá é fundamental para o sucesso do tratamento.
Esta edição pretende esclarecer o que é a depressão, como ela é diagnosticada, seus principais sintomas e tratamentos, meios de evitá-la, e ainda lidar com alguém próximo que sofre da doença. Os especialistas entrevistados foram unânimes: o primeiro passo é encarar a depressão como uma doença, que precisa de tratamento adequado, paciência e apoio para que seja curada.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

Friday, August 7, 2015

Conheça a história de Andrea Mota, ex-diretora de O Boticário, que largou uma carreira brilhante em busca de qualidade de vida


Com diagnóstico de síndrome de burnout – “pane” causada por pico de estresse –, a então big boss da marca resolveu mudar drasticamente de vida. “Não quero mais ser executiva. O preço é alto demais”, diz a nova estagiária de uma floricultura

Andrea Mota (Foto: Daniel Katz)

“Dezembro de 2013. Era o meu 5o ano como diretora-executiva de O Boticário. Gerenciava quatro diretores, 700 funcionários, mil franqueados e uma equipe indireta de 25 mil pessoas. Bom, vocês imaginam o quão estressante era esse período de fim de ano, época de pressão máxima pra bater metas. Estava exausta! Sentia meu corpo e minha mente no limite: insônia, tontura, mau humor, tremores faciais… os sinais de estresse estavam ali, escancarados. Mas, ok, nada de novo no front, afinal havia aprendido a lidar com todo tipo de pressão. “Você sempre deu conta, só precisa de férias”, repetia pra mim mesma. Porém, daquela vez foi diferente. Nem a viagem de férias me fez melhorar. Bem pelo contrário.
No dia 11 de janeiro de 2014, estava com o Natan, meu marido, e meus filhos, Caio e Izadora, na Bahia – moro há 13 anos em Curitiba, mas sou baiana e tenho casa lá –, e acordei com uma dor de cabeça infernal. Minha mente parecia mais acelerada que o normal, não sei explicar ao certo. Também não conseguia levantar da cama. Fiquei lá, tentando descansar, e o Natan levou as crianças à praia. Não queria que elas me vissem daquele jeito. Mais tarde, quando já estavam todos de volta, meus braços, do nada, paralisaram. Entrei em desespero! “Estou tendo um derrame!”, gritei. O Natan ligou correndo pra minha irmã, que é médica e nossa vizinha de condomínio.

O diagnóstico: Síndrome de Burnout

Já no hospital, após uma bateria de exames, veio o diagnóstico: síndrome de burnout. É uma doença dos tempos modernos, caracterizada por um estado máximo de exaustão física, mental e emocional devido ao acúmulo de estresse. Assim: o organismo recebe um excesso de estímulos tão grande que os neurotransmissores simplesmente param de fazer sinapses. Tipo uma pane. Por sorte, a minha foi leve. Gradativamente, tudo foi voltando ao normal com a ajuda de remédio pra dormir e antidepressivos. “Mude de vida. Reduza o ritmo, faça terapia, se exercite, cuide mais de você”, recomendou o médico.

Era 100% trabalho e não sabia ser diferente

Exatos nove dias depois do surto, já estava em Curitiba, de volta ao trabalho. Foi um dia horrível. Lembro-me de ter sentido medo das minhas reações, já que pela primeira vez na vida não estava no controle. Tive uma longa reunião com o Artur [Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário] e com a diretoria pra explicar o ocorrido – fui o mais transparente possível e pedi compreensão. Todos concordamos que eu reduziria o ritmo: na prática, passei a ser mais seletiva com os compromissos e diminuí o número de viagens.
Além de continuar com os remédios, montei uma superequipe pra me ajudar a reduzir o estresse: psicólogo, personal trainer, coach, homeopata, massoterapeuta. Tinha ao meu lado o time mais incrível do mundo, mas não fazia ideia de como, de fato, mudar meu ritmo. Veja bem, durante a minha gestão, a empresa cresceu três vezes mais que o esperado e se tornou uma das marcas mais admiradas do País. Só pra dar um exemplo: as metas traçadas pra 2018 foram alcançadas em 2014. Ninguém consegue tamanho sucesso com uma dedicação mais ou menos. É preciso comprometimento, paixão. Por isso, jornadas de trabalho de 14 horas por dia são inevitáveis, assim como um terceiro turno, viagens internacionais, mil eventos e jantares com clientes. Ser bem-sucedida é incrível, mas o preço que se paga é altíssimo.

Andrea Mota (Foto: Divulgação)

Zero tempo pra família e muita culpa

Acho que o que mais dói quando se tem uma top carreira é que o tempo pra família é quase nulo. Via os meus filhos coisa de duas horas por dia. Se me sentia culpada? O tempo todo! Mas sou de uma geração que aprendeu que a mulher tinha que ser independente a qualquer custo e que o trabalho árduo era o único caminho pro sucesso. Tinha esses valores tão incrustados em mim que mantive a rotina frenética até durante a gravidez, considerada de alto risco, já que era gemelar e eu tinha 37 anos. Os gêmeos, frutos de uma fertilização in vitro, nasceram prematuros e ficaram 28 dias na UTI. Quase morri de felicidade quando eles puderam ir pra casa. Lá, ganharam peso e tamanho, e voltei ao serviço no final do terceiro mês – dali em diante, sempre contei com a ajuda de ótimas cozinheiras e babás, além do Natan, que é um supermarido. Como ele é advogado, tem uma agenda flexível e mais tempo pras crianças.

Sou de carne, osso e emoções…

Bom… Mesmo reduzindo o ritmo e tentando de tudo, o fato é que eu não estava mais feliz no trabalho. Era hora de encarar a realidade: já havia construído o meu legado e aquela vida já não me bastava mais. Precisava me reinventar, sabe? Adquirir novos conhecimentos, quem sabe começar uma outra carreira… Com isso, parei, fiz as contas e comecei a me planejar. Em outubro de 2014 (acho até que aguentei bastante!), comuniquei aos chefes a minha decisão de me desligar da empresa. As reações foram as mais diversas, da surpresa à raiva, mas segui decidida e segura da minha decisão. No dia 5 de janeiro de 2015, dei meu adeus definitivo.
Hoje, com 46 anos e orgulhosa da minha coragem, finalmente aceitei que não sou uma máquina. Sou de carne, osso e emoções e tenho apenas duas certezas na vida: não quero mais ser executiva e quero ter tempo pra mim. Continuo com a minha psicóloga na tentativa de me conhecer melhor e achar uma nova carreira. Até lá, estou fazendo cursos de culinária, fotografia e ioga, e em breve começo o estágio em uma floricultura. Adoro poder levar meus filhos ao cinema à tarde. É como dizia o poeta italiano Torquato Tasso: “Perdido é todo tempo que com amor não se gasta”.

Síndrome de Burnout, um raio x express

O que é? Doença caracterizada por uma sensação máxima de esgotamento físico, mental e emocional.
Causas: estresse, especialmente relacionado ao trabalho.
Sintomas: irritabilidade, baixa autoestima, mudanças de humor, lapsos de memória, ansiedade, depressão.
Como tratar: com antidepressivos e psicoterapia.
Quem mais teve? Arianna Huffington (CEO do The Huffington Post) e Dara Torres (nadadora dos EUA e medalhista olímpica).
Mais infos em www.facebook.com/sindromedeburnout
Veja a matéria complena no portal do G1!

Monday, August 3, 2015

Stress no trabalho pode causar doenças mentais

De acordo com novo estudo, altos níveis de stress no ambiente de trabalho aumentam o risco de licença médica devido a transtornos mentais. Mulheres são as mais afetadas!

Trabalhadores com estilo de vida estressante, que fumam, têm trabalhos exigentes e com pouco apoio social correm um risco maior de tirar licença médica devido a problemas de saúde mental. É o que diz um estudo publicado na edição de agosto do periódico científico Journal of Occupational and Environmental Medicine.

Pesquisadores suecos analisaram dados de 12 000 trabalhadores e descobriram que, ao longo de cinco anos, cerca de 8% foram afastados do emprego por sofrerem de problemas psiquiátricos. Destes, 75% eram mulheres.

Os resultados confirmam pesquisas anteriores que já haviam mostrado que condições psicológicas no ambiente de trabalho afetam as taxas de licença médica por problemas de saúde mental. Para reduzir esse risco, segundo a pesquisa, os trabalhadores devem ser incentivados a uma prática atividade física regular e de alta performance. Além disso, os autores do estudo defendem que os empregadores passem a abordar os problemas existentes no ambiente de trabalho.

"Intervenções, como reduzir as elevadas exigências do trabalho podem revelar-se eficazes para diminuir o risco de licença médica associadas a transtornos mentais", disse Lisa Mater, uma das autoras do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia.

Confira matéria da Revista Veja Aqui!