Saturday, December 3, 2011

A Depressão está em todos os lugares

Quem sofre com depressão sabe como é difícil lidar com o preconceito dos que não entendem a doença, muitas vezes confundida e até taxada como frescura. Por isso a importância de se falar cada vez mais sobre a doença, discutir e mostrar para a sociedade quais são seus sintomas e como trata-la.




Quando uma pessoa pública admite sofrer de depressão e fala abertamente sobre seu tratamento há um ganho enorme para todos que sofrem com a doença e para aqueles que ainda não foram diagnosticados. Chico Anysio falou sobre sua luta para enfrentar a depressão no último Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Confira abaixo a notícia publicada no site da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria.



http://abp.org.br/2011/medicos/archive/3645



Chico Anysio diz que tramamento psiquiátrico foi fundamental para enfrentar depressão



O humorista Chico Anysio afirmou que sofre de depressão e disse que, se não fosse o tratamento psiquiátrico, não teria feito nem 20% do que fez em sua vida. A declaração foi feita em um vídeo gravado para o XXIX CBP e transmitido no início da tarde desta quarta-feira (2) , durante o lançamento da campanha “A Sociedade contra o Preconceito”.



Em tratamento há 24 anos com um psiquiatra, Chico Anysio afirmou que o tratamento para o seu caso foi vital e que o preconceito contra o doente mental e o psiquiatra é uma burrice: “Ir ao psiquiatra não significa que ele é doido. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A depressão é uma coisa, a loucura é outra, com tratamentos diferentes”. Em um momento de descontração, o ator propôs que se mudasse o nome da especialidade que atende o doente mental por que a palavra psiquiatria ficou marcada como “médico que cuida de doido”.



O preconceito assim como a falta de atendimento ao doente mental, para o comediante, é um crime. “Se eu posso, se eu tenho meios de ajudar e curar uma pessoa e não faço isso, eu sou um criminoso. Isso é um crime. O governo tem esse dever, ele não tá fazendo favor nenhum em colocar os remédios ao alcance dos pobres, é obrigação. Ser pobre não é defeito, é uma infelicidade. Não ter dinheiro para o remédio é um absurdo”, ressaltou.



Sobre a depressão,Chico foi enfático: “a depressão é um demônio, é como um gás letal, ela entra e a pessoa não sente que esta deprimida. Os outros descobrem que ela está e ela tem que ir a um médico”. Para Chico Anysio, “ser psiquiatra é louvável por que a psiquiatria é um dos ramos mais complexos da medicina”.



Para um auditório lotado, Chico Anysio também falou sobre aquele que considera o único arrependimento de sua vida: ter fumado. “Sou do tempo que macho fuma. Os artistas de cinema incentivavam. Todos fumavam naquele tempo. Fumar era chique”, afirmou Chico, que hoje sofre com um enfisema pulmonar. O comediante disse que é muito importante o fato de a psiquiatria poder ajudar o fumante a se livrar do vício. “O meu grande mal não foi a depressão, foi o cigarro. O grande criminoso da minha vida foi o cigarro. A depressão, eu entendi o que era e pude pagar os remédios e o psiquiatra. Eu venci por que ela é vencível, é controlada. É só ir ao psiquiatra e tomar os remédios. Agora, se os psiquiatras também podem ajudar a se livrar do cigarro, então a psiquiatria é a rainha”, afirmou.



A campanha “A Sociedade contra o Preconceito” foi lançada nesta quarta-feira com o depoimento de Chico Anysio. O objetivo do projeto é diminuir o estigma em relação à doença mental, ao doente mental e ao Psiquiatra. Também vão participar dessa atividade, nos próximos dias do XXIX CBP, as atrizes Cassia Kiss Magro e Luciana Vendramini, o locutor esportivo Luciano do Valle e o escritor Ruy Castro.



Da telepatia a eletroencefalografia

O Dr. Moacyr escreve sobre a origen da Eletroencefalografia:




"Um jovem militar recebeu uma carta interessante de sua irmã: dizia que havia sonhado com ele caindo do cavalo e se machucando. Ficou preocupada e resolveu perguntar se algo ruim havia acontecido. Desde muito tempo os sonhos são considerados um aviso ou uma premonição. O livro de Ismail Kadaré, Palácio dos Sonhos, conta a história de um reino que possui um ministério especializado na análise dos sonhos e todos os cidadãos do reino são obrigados a comparecer aos postos de coleta e contar seus sonhos que serão enviados a uma central e analisados por especialistas. Supostamente poderão ser previstas catástrofes, bem como ataques ao governo que poderão ser previnidos. Mas o jovem militar era um médico e ficou intrigado em como a irmã teria “advinhado” a respeito do fato real que tinha acontecido. Sua primeira hipótese foi que o cérebro emitiria ondas eletromagnéticas que seriam captadas por outros cérebros, explicando o misterioso fenômeno da telepatia. Resolveu construir uma máquina que fosse capaz de medir as ondas cerebrais e confirmar esta hipótese. Em 1929, o Dr. Hans Berger conseguiu medir as ondas cerebrais pela primeira vez com um aparelho rudimentar, e relatou a frquência alfa (de 4 a 12 Hz), mais intensa nas regiões posteriores da cabeça. Estava criada a eletroencefalografia (EEG) que tanto contribuiu e contribui para o entendimento do funcionamento cerebral e para o diagnóstico de doenças neurológicas. A conclusão do Dr. Berger foi de que as ondas cerebrais eram de intensidade muito pequena e não poderiam explicar cientificamente a telepatia".