Thursday, July 29, 2010

A cor da depressão é cinza - IPAN

A cor da depressão é cinza - IPAN

Recentemente Luiz Caversan, colunista do jornal de São Paulo, publicou em sua coluna um artigo sobre uma pesquisa muito interessante feita pela universidade alemã de Freiburg e publicado no último número da revista Biological Psychiatry, que considero uma das melhores do mundo. O estudo aponta o que muitos de nós já suspeitávamos, o mundo é mais cinza para quem sofre de depressão. Literalmente cinza! Pois no olhar de quem tem depressão o contraste entre preto e o branco diminui.

O estudo foi feito em 80 pessoas, 40 delas com depressão e outras sem a doença, os pesquisadores monitoraram a retina, responsável pela entrada de sinais luminosos que chegam ao cérebro para a definição de cores e luzes. Nos pacientes deprimidos, o contraste entre preto e branco é menor do que nos que não sofrem com a doença, além disso há uma relação entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas da doença.


Acho muito importante quando os veículos de comunicação divulgam temas tão importantes e pesquisas como esta, muito recente e relevante. Ajuda a desmistificar a depressão, tanto para quem sofre com ela quanto para os que convivem com pacientes. A depressão é uma doença, precisa ser reconhecida como tal e muito bem tratada. Ninguém merece ver a vida cinza, não é mesmo?


Abraços,

Dra Marina

Seeing gray when feeling blue? Depression can be measured in the eye of the diseased.

Abstract

BACKGROUND: Everyday language relates depressed mood to visual phenomena. Previous studies point to a reduced sensitivity of subjective contrast perception in depressed patients. One way to assess visual contrast perception in an objective way at the level of the retina is to measure the pattern electroretinogram (PERG). To find an objective correlate of reduced contrast perception, we measured the PERG in healthy control subjects and unmedicated and medicated patients with depression.

METHODS: Forty patients with a diagnosis of major depression (20 with and 20 without medication) and 40 matched healthy subjects were studied. Visual PERGs were recorded from both eyes.

RESULTS: Unmedicated and medicated depressed patients displayed dramatically lower retinal contrast gain. We found a strong and significant correlation between contrast gain and severity of depression. This marker distinguishes most patients on a single-case basis from control subjects. A receiver operating characteristic analysis revealed a specificity of 92.5% and a sensitivity of 77.5% for classifying the participants correctly.

CONCLUSIONS: Because PERG recording does not depend on subjective ratings, this marker may be an objective correlate of depression in human beings. If replicated, PERG may be helpful in further animal and human research in depression.


Bubl E, Kern E, Ebert D, Bach M, Tebartz van Elst L. Biol Psychiatry. 2010 Jul 15;68(2):205-8. Epub 2010 Mar 31.

Department of Psychiatry and Psychotherapy, Albert-Ludwigs-University of Freiburg, Freiburg, Germany.Copyright 2010 Society of Biological Psychiatry. Published by Elsevier Inc. All rights reserved.

Friday, July 23, 2010

"Conheça a história de quem venceu a depressão" - IPAN

"Conheça a história de quem venceu a depressão" - IPAN

Uma das maiores, senão a maior, satisfação na carreira de um médico psiquiatra é acompanhar a melhora progressiva de seus pacientes. Além da sensação de 'dever cumprido', há a imensa alegria de ver a pessoa bem, retomando suas atividades, seguindo sua vida da melhor maneira possível. Muitas vezes as doenças que tratamos, como depressão, faz estragos enormes na vida das pessoas, em seus relacionamentos e carreiras. As atividades mais simples do cotidiano se tornam fardos quase impossíveis de serem carregados.

Um dos pontos mais cruéis é o preconceito que estas pessoas ainda enfrentam, além de todos os males da doença, convivem com a falta de conhecimento, que muitas vezes acaba em atitudes preconceituosas. Depressão é uma doença e deve ser tratada, a sociedade precisa ter consciência disso. Com objetivo de incentivar a busca por tratamento e mostrar aos que estão sofrendo com a doença que não estão sozinhos, abrimos no site do IPAN um espaço para depoimentos de pacientes. Lá existem depoimentos de pacientes que fizeram tratamento com EMTr e ECT.

Gostaria de dividir com vocês o depoimento de mais uma paciente, neste caso, o tratamento foi feito com medicamentos. Esperamos que depoimentos com este ajudem os que estão sofrendo a buscarem ajuda e tratamento!

Abraços,

Dra. Marina Rosa

Depoimento

"Tenho 31 anos e sou professora de inglês na cidade de São Paulo, há aproximadamente um ano comecei a ter sintomas depressivos. Sentia muito desânimo, insegurança, ansiedade extrema e tristeza com diversas crises de choro. Tal situação teve impactos negativos em minha vida, entre eles problemas no meu relacionamento amoroso.

Comecei o tratamento no IPAN com medicamentos antidepressivos, em cerca de um mês já apresentei melhora e hoje posso afirmar que a melhora obtida é de 100%. Durante todo o tratamento não senti efeitos colaterais. Após o início do tratamento fiquei muito mais tranquila, meu relacionamento com minha família melhorou bastante e com meu namorado também, é uma melhora de 100%!

Indico o tratamento no IPAN para pessoas que estão sofrendo com a depressão, minha experiência na clínica foi ótima, recomendo o IPAN e o Dr. Marco Andrade, que cuidou de meu tratamento"

IPAN - Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação
Rua Vergueiro, 1855 - Cj 42b - Vila Mariana - São Paulo - SP
Tel: (11) 5083-0342
http://www.ipan.med.br

A importância da família para pacientes com depressão - IPAN

A importância da família para pacientes com depressão - IPAN

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Os dados são muito preocupantes e refletem o alcance desta doença. Quem sofre com esta condição sabe o quanto é doloroso e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que sofrem por ver um ente querido doente e muitas vezes também sofrem por não saber como lidar com a doença. Mas qual é o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

A família é fundamental, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto, reuni algumas dicas para familiares de pessoas com depressão. Vamos a elas:

1. A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento com um médico psiquiatra da confiança da família e do paciente. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
2. Paciência é fundamental, muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, é preciso ser paciente.
3. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
4. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja, é importante dar atenção à pessoa deprimida, mostre a ela que você entende que ela passa por um momento difícil e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
5. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente, claro que você pode incentivar a pessoa a fazer alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite este momento. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
6. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
7. Informe-se sobre a doença, leia bastante: sobre os tratamentos, livros, depoimentos de quem já passou por esta situação.
8. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho, um abraço pode ajudar.
9. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa

Equipe IPAN,

IPAN - Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação
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