Friday, November 5, 2010

ECT é mais eficaz contra depressões graves

O Dr Moacyr Rosa, fundador do IPAN, foi entrevistado pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o tratamento de depressão grave com ECT. A matéria é bastante importante pois ajuda a dimunuir o preconceito em relação a este tratamento.

Temos no IPAN depoimentos de pacientes beneficiados pela ECT, confira: Depoimentos

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

Folha de S. Paulo

"Eletrochoque" é mais eficaz contra depressões graves

ECT é mais eficaz contra depressões graves


Sunday, October 10, 2010

Fatores que favorecem a depressão


Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que o Brasil possui 13 milhões de pessoas com depressão, um número assustador. No mundo inteiro são cerca de 340 milhões de pessoas sofrendo com a doença e um número aproximado de 850 mil suicídios por ano provocados por ela. Os custos com transtornos mentais podem chegar a até 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Este quadro chama muito a atenção, por isso, cada vez mais, a depressão deve ser estudada. Aqui no IPAN nos dedicamos a pesquisas avançadas em neuroestimulação para o tratamento de transtornos mentais como a depressão e estamos sempre atentos aos estudos publicados sobre a doença.

Recentemente dois estudos nos chamaram a atenção e gostaríamos de compartilhá-los com vocês. Em um deles, a desigualdade de renda pode aumentar a ocorrência de depressão emocional, principalmente nas áreas urbanas, onde as diferenças econômicas e sociais são mais acentuadas. A pesquisa foi realizada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Este é um dado bastante relevante no Brasil, onde convivemos com uma desigualdade de renda latente.

Outra pesquisa aponta que parceiros de pacientes diagnosticadas com câncer de mama são mais propensos a desenvolver problemas como depressão e doença bipolar. O estudo foi comandado por Christoffer Johansen, do Instituto de Epidemiologia do Câncer, em Copenhagen - Dinamarca.Os cientistas analisaram dados de mais de 1 milhão de homens com 30 anos ou mais, que não tinham histórico de tratamento hospitalar por transtorno emocional e viviam com a mesma mulher por, pelo menos, cinco anos. Os dados ainda são preliminares e mais estudos devem acontecer para confirmar essa relação.

A depressão é uma doença que afeta toda a vida da pessoa, o mais importante é sempre procurar ajuda médica especializada o mais rápido possível.

Abraços,

Dra Marina

Wednesday, September 8, 2010

Preconceito pode destruir vidas

Além de todas as dificuldades enfrentadas por pacientes que sofrem de depressão e outros transtornos, quando conversamos com eles percebemos também uma barreira muito problemática: o preconceito. Em alguns dos depoimentos dos pacientes do IPAN podemos ler mais sobre esta dificuldade, clique aqui para ler. Apesar de já percebermos uma melhora nos últimos anos, ainda há muito preconceito quanto às doenças como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e outros.

Diversas ações devem ser feitas para diminuir o preconceito e conscientizar a sociedade. Cada um pode fazer a sua parte, no site do IPAN temos muitos textos para esclarecer as dúvidas sobre os transtornos e cada um de nós pode disseminar informações corretas. Trago para vocês uma iniciativa interessante realizada na Inglaterra chamada Time to Change - Tempo para Mudar (www.time-to-change.org.uk), que espalha pelo país depoimentos de pacientes pelo fim da discriminação dos portadores de doenças mentais. Em uma de suas ações, a campanha mostra mitos e verdades sobre transtornos mentais, veja:

Mito: Problemas de saúde mental são muito raros.
Verdade: Problemas de saúde mental afetam uma em cada quatro pessoas.

Mito: Pessoas com problemas de saúde mental são diferentes das pessoas
normais.
Verdade: Todos temos uma saúde mental, assim como temos nossa saúde física.

Mito: Pessoas com doenças mentais nunca se recuperam.
Verdade: Pessoas com doenças mentais podem e conseguem se recuperar.

Mito: Depois de terem um problema de saúde mental pessoas ficam mais fracas.
Verdade: Muitas pessoas que passaram por isso ficam mais fortes.

Mito: Pessoas com doenças mentais são violentas e imprevisíveis.
Verdade: Pessoas com doenças mentais são mais propensas a serem vítimas de violência.

Mito: Não conheço ninguém com transtorno mental.
Verdade: Alguém que você conhece ou ama já teve um transtorno mental.

Fonte: Time to Change - http://www.time-to-change.org.uk/

É importante que façamos a nossa parte, vamos acabar com o preconceito!
Temos que incentivar a busca por ajuda médica, essencial para que as pessoas recuperem a alegria de viver, espalhe essa ideia!

Abs,
Dra Marina

Sunday, August 29, 2010

Como enfrentar a depressão pós parto

Como enfrentar a depressão pós parto

O momento mais esperado da vida de uma mulher pode ser prejudicado imensamente pela depressão pós parto, doença que assusta futuras mamães. A doença atinge de 15% a 20% das mulheres, um número bastante alto. Mamães que choram demasiadamente, resistem a cuidar do bebê, sofrem com tristeza e desespero podem estar com depressão pós parto. É importante identificar os sintomas e procurar ajuda o mais rápido possível, pelo bem da mãe e do bebê. Neste momento o apoio do pai da criança e familiares é fundamental.

O jornal Correio Braziliense fez uma matéria emocionante com o depoimento de três mães que passaram por este pesadelo. Cada um conta a sua história e todas têm algo em comum: melhoraram depois de procurar ajuda médica. Hoje elas vivem em harmonia com a maternidade depois de superarem momentos desesperadores.

Abraços,
Dra Marina


Correio Braziliense

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/24/noticia_revista_do_correio,i=209586/VI+VIVI+VENCI.shtml

Vi, vivi, venci
Depoimentos de mães que sofreram com a depressão pós-parto, venceram a doença e hoje curtem a infância dos filhos


Publicação: 24/08/2010 17:40 Atualização: 28/08/2010 17:22
Dou mais valor à vida, à minha filha, aos meus pais
“Sempre quis casar e ter filhos. Era o meu sonho. Eu e meu marido, Sérgio, com quem estava há nove anos, planejamos a gravidez num momento ótimo. O casamento ia bem e a vida financeira, estabilizada. A minha gravidez foi maravilhosa. Costumo dizer que grávida eu ficaria um milhão de vezes. Engordei só 7kg, não tive nenhum problema, trabalhei durante os nove meses, dirigi, foi a época em que eu mais me amei. A Giovana nasceu no tempo certinho, com 39 semanas de gestação, e até a obstetra ficou impressionada com a tranquilidade do meu parto.

No último dia de maternidade, comecei a chorar, e chorava muito. Cheguei a falar com a minha médica que não estava bem, mas ela me disse que era normal, que ia passar. Só que não passou. Em casa, fui piorando, sentindo uma angústia terrível, uma dor no corpo que não melhorava. Mesmo que a Gi estivesse dormindo eu não conseguia dormir, e perdi o apetite completamente. Tomava só suco. No auge da minha depressão, cheguei a pesar 56kg, medindo 1,71m. Era a tristeza mais profunda que eu já senti. E vazia, porque você não encontra explicação para essa tristeza. Só quem teve depressão sabe como é essa tristeza.

Eu rezava para a Giovana dormir, que era quando eu me livrara dela, quando tinha paz. E era um conflito terrível, porque batia a culpa. Eu pensava: ‘Eu não quero mais ela’. Dizia para o meu marido que era um saco trocar fralda e amamentar. Eu só amamentava porque sentia que era a única coisa boa que eu poderia dar para a minha filha, mas não fazia de coração, fazia para me redimir um pouco da culpa. Por um tempo, me arrependi de ter sido mãe. Pensava: ‘Meu Deus, por que eu fui fazer isso? Por que eu fui ser mãe?’. Cheguei num estágio de pular banhos, ficar dias com a mesma roupa e só fui perceber isso há pouco tempo, olhando as fotos.

No fundo, achava que era normal. Comentava com as minhas amigas: ‘Nossa, esse começo é tão difícil, né?’, e elas: ‘Não, Ju, é normal’. Eu nem pegava minha filha no colo. Deixava ela no berço o dia todo. Não saía para passear com ela, não cantava, não conversava. As visitas iam lá em casa, ouviam ela chorando e diziam: ‘Ju, pega ela no colo, faz um nana, ela só tem dois meses’ e eu dizia: ‘Ah não, ela está bem, daqui a pouco para’. Achava ela sem graça.

Eu não via mais prazer em nada. Perdi muito cabelo. Cheguei a ter vontade de me matar, acabar de vez com aquilo. Não queria mais ser infeliz. Nesse estado, você não acredita em cura. Não procura ajuda porque acha que não vai adiantar, que você nunca mais vai ser o que era antes. E o perigo da depressão é que você pensa que a controla, que quando você quiser, para de sentir aquelas coisas. É muito duro quando você percebe que não tem controle.

Eu demorei quatro meses para buscar ajuda. Fui empurrando com a barriga. Foi minha mãe, que não aguentava mais me ver daquele jeito, quem marcou uma consulta. Como a minha depressão era grave, tive que tomar três medicamentos fortes. Com isso, precisei desmamar a Giovana. Por causa da doença, fiquei mais de um ano afastada do trabalho. Um ano e cinco meses depois, consigo dizer que estou 100% curada, mas só porque levei o tratamento a sério. Já parei com dois remédio e hoje estou só com um, em doses menores, tirando aos poucos.

A minha relação com a Giovana agora é maravilhosa, divina. Ela é minha alegria, o amor da minha vida. Hoje, eu digo que ela entendeu, ela sabia que eu estava doente. Toda vez que eu a pegava no colo chorando para amamentar, ela sorria para mim, ela sabia o que eu estava sentindo, tenho certeza, parecia que falava comigo. Tudo o que não fiz com ela, hoje eu faço diferente. A gente passeia no parque, vai ao cinema, no parquinho. Eu sou grudada nela.

Só lamento que eu tenha perdido aquela fase dela bebezinha, de você ficar olhando no bercinho, cantar uma musiquinha. Quando eu comecei a me relacionar mais com a Gi, ela já nem queria mais colo. Graças a Deus passou. A velha Julien está de volta e muito melhor! Dou mais valor à vida, à minha filha, aos meus pais. A depressão é uma doença e tem cura. Mas você precisa reunir forças e buscar ajuda em vez de perder tempo sofrendo.”
Julien Katko, 31 anos, é mãe de Giovana, de 1 anos e 10 meses.


Cada janela que eu fechava quando ia amamentar, estava protegendo meu filho de mim mesma

“Sempre fui workaholic e perfeccionista com o meu trabalho. Tanto que, em 2006, cheguei num nível de estresse tão forte que meu médico me deu um ultimato: ou parava de trabalhar ou ele não me atenderia mais. Foi então que decidi largar tudo e passar uma temporada em Londres, descansando. Lá, acabei conhecendo o Cláudio, meu marido. Estava tudo bem, planejamos toda a gravidez. Um mês antes de o Vicente nascer, voltamos para o Brasil. Foi um baque. Saí daqui solteira e voltei casada e grávida. Quando ele nasceu, comecei a me sentir estranha e sabia que tinha alguma coisa errada. Fiquei meio louca em relação ao bebê.

Em alguns momentos, tinha medo do Vicente. Eu fechava as janelas para não ouvir o choro dele, porque o choro me fazia ter vontade de me livrar dele. Quando ia amamentar, trancava tudo com medo de, num impulso, jogá-lo pela janela. Cheguei até a ter vontade de fugir de casa. Mas cheguei no portão e pensei ‘mas para onde eu vou?’ e desisti. Hoje, se você para para pensar, chega a ser engraçado, mas eram sentimentos muito intensos. Eu não queria estar ali naquele papel. Se o neném chorava muito, começava a gritar com ele. Minha mãe precisava me deixar sozinha com um copo de água com açúcar.

No fundo, acho que esse medo era de não conseguir cuidar. Lembro que uma vez, ainda na gravidez, conversando com uma professora minha, disse que eu tinha medo de não conseguir dar conta de criar uma criança. Ela disse: ‘Michelle, todas as mães sabem. Quando chegar a hora, você vai saber o que fazer’. A gente até sabe o que fazer, mas a minha ideia de bebê era outra, era aquele bebezinho cheirosinho, deitadinho no berço, com quarto decoradinho. Mas não é isso, e o Vicente sempre chorou muito. Também não posso dizer que não amava meu filho. Amava, mas em alguns momentos, rejeitava também. Era um conflito para mim e eu não conseguia falar com ninguém sobre isso, sofria calada.

Eu caí em mim, de que algo estava estranho, quando, um dia, segurando o Vicente no colo, ele se espreguiçou, dormindo. Eu levei um susto, até afastei ele de mim. Achei que ele iria me atacar. Até comentei com meu marido: 'Você viu isso?’. E ele: ‘Sim, vi. Ele se espreguiçou’. Nessa hora vi que não era normal, porque eu sabia que a depressão pós-parto existia, mas nunca achei que fosse acontecer comigo, por isso também demorei a me tratar. Foi o Sérgio quem pediu para que eu procurasse ajuda. Nossa relação mudou muito depois do nascimento do Vicente, eu brigava muito com ele e um dia ele me disse: ‘Michelle, você precisa fazer alguma coisa porque eu não estou mais conseguindo continuar’. E ele foi fundamental durante todo o tratamento, que durou seis meses, com medicamentos e psicoterapia.

Os resultados vieram logo. Só pelo fato de eu poder desabafar com alguém, dizer o que estava sentindo e saber que estava doente e que aqueles sentimentos horríveis não eram culpa minha, eram químicos e não de verdade, já foi um alívio. Porque aí eu me isentei da culpa, consegui separar as coisas. Começou aos poucos. Quando ele chorava, já não mais entrava em crise. O tratamento me deu um fôlego. Comecei a controlar os sentimentos ruins porque sabia que um dia aquilo tudo acabaria.

Eu costumo dizer que a minha maternidade começou quando o Vicente tinha seis meses. Hoje, eu olho para trás e quase não acredito que senti tudo isso pelo meu filho. Mas acabou. Acho que, apesar de tudo, fui uma boa mãe. Cada janela que eu fechava quando ia amamentar, estava protegendo meu filho de mim mesma. E hoje eu até gosto de falar no assunto. Acho importante e me faz bem. Agora, minha relação com o Vicente é superlegal e eu até tenho desejo de ter outro filho. Claro que tenho medo de passar por tudo de novo, mas, se passar, não vou demorar tanto para procurar ajuda. Se tivesse que passar por tudo para ser mãe de novo, eu passaria”.
Michelle Gomes, 33 anos, é mãe de Vicente, 1.

Senti minha liberdade podada

“Eu já namorava há dois anos o Igor quando engravidei. Mas engravidei logo na minha primeira vez. Pensava: ‘Ah, essa coisa de engravidar na primeira vez não deve ser verdade’. Quando soube, morri de medo de contar para os meus pais. Eles são muito conservadores. Meu pai reagiu supermal. Ficou um mês sem falar comigo, dizia: ‘Como pude fazer isso com ele’, foi muito estressante. Por outro lado, disse que me daria todo o apoio médico e que eu poderia ficar aqui em casa quando o Enzo nascesse. Demorou para ele curtir, pegar na barriga e tudo o mais.

Durante a gravidez fui totalmente feliz, fui eu mesma. Saía à noite, ia para shows, via minhas amigas. Fiz tudo o que sempre fiz. Acho que só percebi que era mãe na maternidade. Na última noite, não consegui pregar os olhos. Ficava ouvindo os pacientes da UTI gritarem de dor. Aí percebi que, se não fosse o Enzo, eu simplesmente poderia ir embora daquele lugar horrível, mas que agora a minha vontade dependia dele também. Senti minha liberdade podada. Minha ficha caiu e vi que a partir dali, não tinha mais volta.

Em casa, chorava muito. Chorava ele e chorava eu. Às vezes, me trancava no banheiro e chorava até não aguentar mais, sem nenhum motivo. Liguei para a minha médica e ela desconfiou de depressão, mas como estava amamentando, receitou um remédio natural, mais fraco. Não fez diferença nenhuma. Eu continuava com as minhas crises de choro. Era incontrolável. Me olhava no espelho e me sentia feia, achava que meu corpo nunca mais voltaria ao normal. Além disso, queria minha vida de volta, sair com as amigas, ir para os shows.

Nunca cheguei a ter vontade de machucar o Enzo, mas achava ele a criança mais feia do mundo. Quando olhei para ele na maternidade, pensei: ‘Meu Deus, que menino feio’. Chegava a ter vergonha das visitas. Não ficava muito tempo com ele, deixava mais para minha mãe. Pensava que essa gravidez não deveria ter acontecido comigo. Rezava muito e questionava: 'Tanta mãe querendo ter filho e por que Deus foi dar justamente para mim?”. À noite, sempre piorava, quando todo mundo ia dormir e eu ficava acordada, sozinha, tendo que cuidar dele. Às vezes, levantava 20, 25 vezes durante a noite. Era insuportável. Ao mesmo tempo, me sentia culpada, achava que o Enzo merecia uma mãe melhor do que eu. Até hoje me culpo um pouco.

Quando procurei a minha psicóloga, ela recomendou que eu chorasse tudo o que tinha para chorar. Associei a psicoterapia com o medicamento, mas a melhora não veio assim tão rápido. Só há pouco tempo parei de chorar com tanta frequência. Hoje, estou ótima. Minha vida é meu filho. Antes, não queria ele por perto e agora não me vejo mais sem o Enzo. Chego a ter agonia de ficar muito tempo longe. Não quero engravidar mais de jeito nenhum, mas não vivo mais sem o meu filho”.
Greyce Kelly Moares, 23 anos, é mãe de Enzo, de 1 ano e 2 meses.

IPAN - Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação
Rua Vergueiro, 1855 - Cj 42b - Vila Mariana - São Paulo - SP
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Thursday, August 5, 2010

Estimulação magnética transcraniana e dependência química - IPAN


Estimulação magnética transcraniana e dependência química - IPAN

Estimulação magnética transcraniana e dependência química

O vício em drogas é um pesadelo para muitas famílias brasileiras, o comportamento de um viciado prejudica todo o convívio familiar e muitas vezes os parentes se sentem perdidos e não sabem o que fazer. É realmente um drama, um pesadelo.

Por isso que pesquisas e novidades para o tratamento da dependência química devem ser comemorados. Recentemente o jornal Folha de S. Paulo fez uma reportagem sobre o uso de Estimulação Magnética para conter a necessidade das pessoas dependentes de cocaína e reorganizar o funcionamento cerebral. Compartilho com vocês abaixo o artigo!

Abraços
Dra Marina

Folha de S. Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/765178-usp-testa-estimulo-cerebral-em-viciados-em-drogas.shtml


USP testa estímulo cerebral em viciados em drogas

FERNANDA BASSETTE
DE SÃO PAULO

Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo) estão testando o uso da estimulação magnética do cérebro para conter a fissura de pessoas dependentes de cocaína em pó e reorganizar o funcionamento cerebral.

A técnica, chamada estimulação magnética transcraniana, é usada aqui desde 2006 no tratamento de depressão. Segundo os médicos, não é invasiva e quase sem efeitos colaterais.

Essa é a primeira vez que pesquisadores brasileiros resolvem investigar se os benefícios do método podem ser estendidos para dependentes crônicos da droga.

Um grupo de Israel, por exemplo, estudou os efeitos da estimulação contra a fissura provocada pelo tabaco. Os resultados mostram uma queda no desejo pela droga nos primeiros três meses.

Segundo o último levantamento da Senad (Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas), 2,9% da população brasileira já usou cocaína ao menos uma vez na vida. E 7,7% dos universitários experimentaram a droga ao menos uma vez.

O psiquiatra Phillip Leite Ribeiro, responsável pelo teste na USP, explica que a ação da cocaína desorganiza os circuitos cerebrais, alterando o funcionamento das redes de neurônios. A consequência é uma pessoa dependente da cocaína, com dificuldade de raciocínio e de decisão, diz Ribeiro.

COMO FUNCIONA

A estimulação magnética transcraniana é aplicada em consultório, sem anestesia. O paciente usa uma touca de natação e o médico aproxima o aparelho na região do cérebro a ser tratada. As ondas penetram cerca de 2 cm.

No caso da cocaína, o local exato da aplicação não foi divulgado por se tratar de algo ainda em estudo. As sessões são feitas durante 20 dias e duram 15 minutos. Custam, em média, R$ 400 cada uma.

Após um mês, o paciente faz tratamento para prevenir recaídas. Por enquanto, os resultados preliminares mostram que há, de fato, uma diminuição na fissura.

E, ao contrário do que parece, a estimulação magnética não provoca choques. É bem diferente da eletroconvulsoterapia -método em que o cérebro recebe uma descarga elétrica generalizada, entrando em convulsão.

A estimulação transcraniana gera um campo magnético com uma pequena corrente elétrica. A ação é local, afirma Ribeiro.


POUCO USADA

Segundo Paulo Silva Belmonte de Abreu, chefe do serviço de psiquiatria do HC de Porto Alegre e presidente da Associação Brasileira de Estimulação Magnética Transcraniana, embora seja reconhecida, a técnica não é muito usada no país.

Ela tem efeitos positivos na depressão, em psicoses que provocam alterações auditivas [como esquizofrenia], no tratamento da dor fantasma. Mesmo assim, poucos centros a usam, ainda tem muito preconceito, avalia.

Para Abreu, é importante que o método seja testado para tratar outros problemas. É uma ferramenta não invasiva que não lesa o cérebro. Quando não atinge os efeitos desejados, ela não faz mal.

Segundo Abreu, a única contraindicação é para pessoas com histórico de convulsão a aplicação pode desencadear uma crise. Os principais efeitos colaterais são leve dor local e desconforto durante a aplicação.

O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, é mais cauteloso.

É uma técnica que está sendo estudada para vários tipos de transtornos, mas não é totalmente eficaz. O que se sabe é que ela modifica circuitos neuronais, mas ainda não é possível dizer que resolve o problema, diz.


Editoria de Arte



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Thursday, July 29, 2010

A cor da depressão é cinza - IPAN

A cor da depressão é cinza - IPAN

Recentemente Luiz Caversan, colunista do jornal de São Paulo, publicou em sua coluna um artigo sobre uma pesquisa muito interessante feita pela universidade alemã de Freiburg e publicado no último número da revista Biological Psychiatry, que considero uma das melhores do mundo. O estudo aponta o que muitos de nós já suspeitávamos, o mundo é mais cinza para quem sofre de depressão. Literalmente cinza! Pois no olhar de quem tem depressão o contraste entre preto e o branco diminui.

O estudo foi feito em 80 pessoas, 40 delas com depressão e outras sem a doença, os pesquisadores monitoraram a retina, responsável pela entrada de sinais luminosos que chegam ao cérebro para a definição de cores e luzes. Nos pacientes deprimidos, o contraste entre preto e branco é menor do que nos que não sofrem com a doença, além disso há uma relação entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas da doença.


Acho muito importante quando os veículos de comunicação divulgam temas tão importantes e pesquisas como esta, muito recente e relevante. Ajuda a desmistificar a depressão, tanto para quem sofre com ela quanto para os que convivem com pacientes. A depressão é uma doença, precisa ser reconhecida como tal e muito bem tratada. Ninguém merece ver a vida cinza, não é mesmo?


Abraços,

Dra Marina

Seeing gray when feeling blue? Depression can be measured in the eye of the diseased.

Abstract

BACKGROUND: Everyday language relates depressed mood to visual phenomena. Previous studies point to a reduced sensitivity of subjective contrast perception in depressed patients. One way to assess visual contrast perception in an objective way at the level of the retina is to measure the pattern electroretinogram (PERG). To find an objective correlate of reduced contrast perception, we measured the PERG in healthy control subjects and unmedicated and medicated patients with depression.

METHODS: Forty patients with a diagnosis of major depression (20 with and 20 without medication) and 40 matched healthy subjects were studied. Visual PERGs were recorded from both eyes.

RESULTS: Unmedicated and medicated depressed patients displayed dramatically lower retinal contrast gain. We found a strong and significant correlation between contrast gain and severity of depression. This marker distinguishes most patients on a single-case basis from control subjects. A receiver operating characteristic analysis revealed a specificity of 92.5% and a sensitivity of 77.5% for classifying the participants correctly.

CONCLUSIONS: Because PERG recording does not depend on subjective ratings, this marker may be an objective correlate of depression in human beings. If replicated, PERG may be helpful in further animal and human research in depression.


Bubl E, Kern E, Ebert D, Bach M, Tebartz van Elst L. Biol Psychiatry. 2010 Jul 15;68(2):205-8. Epub 2010 Mar 31.

Department of Psychiatry and Psychotherapy, Albert-Ludwigs-University of Freiburg, Freiburg, Germany.Copyright 2010 Society of Biological Psychiatry. Published by Elsevier Inc. All rights reserved.

Friday, July 23, 2010

"Conheça a história de quem venceu a depressão" - IPAN

"Conheça a história de quem venceu a depressão" - IPAN

Uma das maiores, senão a maior, satisfação na carreira de um médico psiquiatra é acompanhar a melhora progressiva de seus pacientes. Além da sensação de 'dever cumprido', há a imensa alegria de ver a pessoa bem, retomando suas atividades, seguindo sua vida da melhor maneira possível. Muitas vezes as doenças que tratamos, como depressão, faz estragos enormes na vida das pessoas, em seus relacionamentos e carreiras. As atividades mais simples do cotidiano se tornam fardos quase impossíveis de serem carregados.

Um dos pontos mais cruéis é o preconceito que estas pessoas ainda enfrentam, além de todos os males da doença, convivem com a falta de conhecimento, que muitas vezes acaba em atitudes preconceituosas. Depressão é uma doença e deve ser tratada, a sociedade precisa ter consciência disso. Com objetivo de incentivar a busca por tratamento e mostrar aos que estão sofrendo com a doença que não estão sozinhos, abrimos no site do IPAN um espaço para depoimentos de pacientes. Lá existem depoimentos de pacientes que fizeram tratamento com EMTr e ECT.

Gostaria de dividir com vocês o depoimento de mais uma paciente, neste caso, o tratamento foi feito com medicamentos. Esperamos que depoimentos com este ajudem os que estão sofrendo a buscarem ajuda e tratamento!

Abraços,

Dra. Marina Rosa

Depoimento

"Tenho 31 anos e sou professora de inglês na cidade de São Paulo, há aproximadamente um ano comecei a ter sintomas depressivos. Sentia muito desânimo, insegurança, ansiedade extrema e tristeza com diversas crises de choro. Tal situação teve impactos negativos em minha vida, entre eles problemas no meu relacionamento amoroso.

Comecei o tratamento no IPAN com medicamentos antidepressivos, em cerca de um mês já apresentei melhora e hoje posso afirmar que a melhora obtida é de 100%. Durante todo o tratamento não senti efeitos colaterais. Após o início do tratamento fiquei muito mais tranquila, meu relacionamento com minha família melhorou bastante e com meu namorado também, é uma melhora de 100%!

Indico o tratamento no IPAN para pessoas que estão sofrendo com a depressão, minha experiência na clínica foi ótima, recomendo o IPAN e o Dr. Marco Andrade, que cuidou de meu tratamento"

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A importância da família para pacientes com depressão - IPAN

A importância da família para pacientes com depressão - IPAN

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Os dados são muito preocupantes e refletem o alcance desta doença. Quem sofre com esta condição sabe o quanto é doloroso e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que sofrem por ver um ente querido doente e muitas vezes também sofrem por não saber como lidar com a doença. Mas qual é o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

A família é fundamental, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto, reuni algumas dicas para familiares de pessoas com depressão. Vamos a elas:

1. A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento com um médico psiquiatra da confiança da família e do paciente. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
2. Paciência é fundamental, muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, é preciso ser paciente.
3. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
4. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja, é importante dar atenção à pessoa deprimida, mostre a ela que você entende que ela passa por um momento difícil e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
5. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente, claro que você pode incentivar a pessoa a fazer alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite este momento. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
6. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
7. Informe-se sobre a doença, leia bastante: sobre os tratamentos, livros, depoimentos de quem já passou por esta situação.
8. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho, um abraço pode ajudar.
9. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa

Equipe IPAN,

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Saturday, June 19, 2010

Estimulação Magnética para o TOC


Estimulação magnética transcraniana de repetição (EMTr) para o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

A Estimulação magnética transcraniana repetição (EMTr) vem sendo pesquisada para o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Aqui na Universidade de Columbia esta pesquisa tem sido realizada da seguinte forma: EMTr com estímulo lento, localizada no lado direito, durante 30 minutos e por 4- 8 semanas de duração . Em resultados preliminares, o estudo apresentou resultados promissores e sem efeitos colaterais.

Abaixo segue o resumo deste estudo:

"Randomized sham-controlled trial of repetitive transcranial magnetic stimulation in treatment-resistant obsessive-compulsive disorder".

In open trials, 1-Hz repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) to the supplementary motor area (SMA) improved symptoms and normalized cortical hyper-excitability of patients with obsessive-compulsive disorder (OCD).
Here we present the results of a randomized sham-controlled double-blind study. Medication-resistant OCD patients (n=21) were assigned 4 wk either active or sham rTMS to the SMA bilaterally. rTMS parameters consisted of 1200 pulses/d, at 1 Hz and 100% of motor threshold (MT).

Eighteen patients completed the study. Response to treatment was defined as a > or = 25% decrease on the Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (YBOCS). Non-responders to sham and responders to active or sham rTMS were offered four additional weeks of open active rTMS. After 4 wk, the response rate in the completer sample was 67% (6/9) with active and 22% (2/9) with sham rTMS. At 4 wk, patients receiving active rTMS showed on average a 25% reduction in the YBOCS compared to a 12% reduction in those receiving sham. In those who received 8-wk active rTMS, OCD symptoms improved from 28.2+/-5.8 to 14.5+/-3.6. In patients randomized to active rTMS, MT measures on the right hemisphere increased significantly over time. At the end of 4-wk rTMS the abnormal hemispheric laterality found in the group randomized to active rTMS normalized.

The results of the first randomized sham-controlled trial of SMA stimulation in the treatment of resistant OCD support further investigation into the potential therapeutic applications of rTMS in this disabling condition.

Mantovani A, Simpson HB, Fallon BA, Rossi S, Lisanby SH. Int J Neuropsychopharmacol. 2010 Mar;13(2):217-27. Epub 2009 Aug 20.


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Estimulação Magnética para Depressão


Estimulação Magnética para Depressão

Um dos transtornos mentais que tem se beneficiado mais de avanços diagnósticos e terapêuticos, a depressão está incorporando técnicas novas como a estimulação magnética transcraniana, já estudada em grandes centros médicos, especialmente norte-americanos.

A evolução no diagnóstico e no tratamento dos transtornos depressivos foi marcante nos últimos anos. Desde os anos 50 novos medicamentos foram desenvolvidos e trazem um inegável benefício para milhares de pessoas que sofrem do transtorno em todo o mundo. Algumas limitações das medicações, contudo, especialmente o fato de alguns pacientes não tolerarem efeitos colaterais e uma porcentagem de pacientes simplesmente não melhorar, levaram os pesquisadores a aprimorar técnicas antigas, como a eletroconvulsoterapia e a estudar novas técnicas, como a estimulação magnética transcraniana. Depois deste acontecimento, passou a ser possível estimular o cérebro sem necessidade de uma craniotomia e sem a necessidade de cargas elétricas altas, pois o campo magnético é capaz de passar pelo crânio como se este não existisse, sem alteração ou deflecção.
A técnica passou a ser utilizada para estudos neurofisiológicos das vias motoras, incluindo transtornos neurológicos como esclerose múltipla e doença de Parkinson, entre outros (Barker, 1991).
A utilização terapêutica surgiu, como acontece frequentemente na medicina, de forma fortuita. Alguns estudos em pacientes com Parkinson (que sabidamente têm uma maior prevalência de depressão) notaram uma melhora do humor após as estimulações. Surgiram relatos de caso e isso levou alguns estudiosos (principalmente o professor George, em Charlestone, na Carolina do Sul e o professor Pascual-Leone, em Boston, Massachussets) a realizar as primeiras avaliações controladas dos efeitos da estimulação magnética transcraniana em transtornos depressivos (George and Wassermann, 1994; Pascual-Leone, 1994).


Evolução da técnica

Algumas mudanças técnicas foram realizadas. Foi desenvolvida uma bobina dupla (conhecida também como em forma de borboleta ou em forma de 8, em contraste com a bobina circular até então utilizada). Esta tem dois aneis de fios que fazem uma intersecção, onde se consegue focalizar melhor a área a ser estimulada. Outra modificação foi o surgimento de aparelhos que forneciam pulsos de repetição (em contraste com os iniciais que forneciam pulsos únicos). Com isso, séries de estímulos, com diferentes freqüências, podiam ser realizadas e este tipo de tratamento passou a ser chamado estimulação magnética transcraniana de repetição.


Segurança e efeitos colaterais

O tratamento é extremamente seguro e geralmente muito bem tolerado pelos pacientes. Os efeitos colaterais mais comuns são cefaléia depois das aplicações e desconforto na região da aplicação durante o tratamento. O maior risco é a possibilidade da indução de uma crise convulsiva. Foram relatados pouquíssimos casos no mundo (um total de 9 publicados até o momento), sendo que nenhum deles deixou qualquer tipo de sequela ou levou a alterações a longo prazo. Apesar de ser um acontecimento extremamente raro, guias com limites de segurança foram publicados, com combinações máximas permitidas para diferentes frequências utilizadas, reduzindo a zero a incidência de convulsões, quando os limites são respeitados.


A Técnica

Diferentes combinações de parâmetros foram testadas e diferentes regiões cerebrais foram estimuladas. Os melhores resultados foram obtidos, até o presente, com estimulação do córtex pré-frontal dorso-lateral, uma parte do córtex cerebral que corresponde às regiões 9 e 46 de Broadmann. Um importante achado foi o de diferentes efeitos, de acordo com o lado do cérebro estimulado e a frequência utilizada.

Melhores efeitos antidepressivos foram relatados com frequências altas (maiores do que 1 Hz; usualmente 5, 10, 15 ou 20 Hz) no lado esquerdo, e com frequências baixas (iguais ou menores do que 1 Hz) no lado direito. Uma possível explicação para isso seria a teoria do desequilíbiro inter-hemisféricos na depressão, com uma hipoativação do lado esquerdo e uma hiperativação proporcional do lado direito.
Frequências altas tendem a ter efeitos excitatórios no tecido cerebral, enquanto que frequências baixas tendem a ter um efeito inibitório.

Durante a sessão, o paciente fica sentado confortavelmente em uma poltrona ou divã, e fica desperto durante todo o tempo. A intensidade da estimulação é definida de forma individual, de acordo com a excitabilidade cerebral de cada paciente. O meio disponível para avaliar esta excitabilidade é conhecido como “limiar motor”. A mensuração deste consiste na ampliação de estímulos simples na região do córtex motor do lado que se deseja estimular.

Com isso, são observadas contrações contralaterais do músculo desejado (o mais utilizado é o abdutor curto do polegar), que podem ser registradas em um eletromiógrafo ou somente observadas a olho nu (Pridmore et al, 1998).
O limiar motor é normalmente considerado a intensidade mínima para que haja contração do músculo em 50% das estimulações. Este valor será utilizado para o cálculo da intensidade da estimulação ao longo do tratamento. Geralmente é utilizado de 100 a 120% do limiar motor.


Curso do tratamento

No momento atual, o tratamento consiste em sessões diárias que duram de 20 a 30 minutos cada, por um total de 2 a 4 semanas, excetuando-se fins de semana.
O número total de sessões é decidido de acordo com a resposta clínica. Não há regra geral com relação às medicações concomitantes. Em geral, inibidores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, vão provocar um aumento do limiar motor, com necessidade de estimulação mais intensa. Medicações antidepressivas podem ser utilizadas conforme a necessidade e a indicação, havendo relatos de um sinergismo entre ambos (Rumi et al, 2005).


Eficácia

Como acontece com muitos tratamentos, alcançar a eficácia encontrada nos estudos vai depender de uma série de fatores. São exemplos os critérios diagnósticos utilizados, o grau de refratariedade e faixa etária da população estudada, além de diferentes aspectos técnicos (combinações de parâmetros ou tipo de placebo utilizado, por exemplo). A qualidade dos estudos também é um fator a ser levado em consideração.

Foram publicadas algumas revisões e metanálises (Burt et al, 2002; Couturier, 2005; Herrmann e Ebmeier, 2006; Holtzheimer et al, 2001; Martin et al, 2003; McNamara et al, 2001), todas demonstrando um efeito maior do que o tratamento controle (estimulação simulada). De forma geral, pode-se dizer que a estimulação magnética para o tratamento da depressão tem uma taxa de eficácia semelhante às medicações, ou seja, em torno de 60 a 70%.


Situação atual e perspectivas

Diferentes países têm modos diversos de regulamentar a prática médica e a utilização de aparelhagem para o tratamento de doenças.
Países que já utilizam a estimulação magnética regularmente incluem o Canadá, Israel e Austrália, entre outros. No Brasil existe, no momento, apenas um aparelho estimulador magnético com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), realizado no ano de 2007. No ano de 2008, a técnica, com um aparelho específico, foi aprovada para utilização clínica no tratamento da depressão pelo Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos.

Depressão é uma síndrome complexa com uma fisiopatologia ainda desconhecida. Os tratamentos existentes, incluindo medicações, eletroconvulsoterapia e, agora, a estimulação magnética transcraniana, têm a finalidade principal de aliviar o sofrimento dos pacientes, mas também abrem caminho para uma maior compreensão do cérebro, tanto normal como patológico. O futuro é bastante promissor. O aperfeiçoamento de técnicas de convulsoterapia (e.g., magnetoconvulsoterapia, estimulação elétrica focal) e da própria estimulação magnética está em curso, bem como o estudo de novas técnicas experimentais, como a estimulação do nervo vago e a estimulação cerebral profunda. Juntas, estas técnicas estão se somando àquelas disponíveis e abrindo o horizonte de médicos e pacientes para um futuro mais saudável.


Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor do IPAN e pós-doutorando da Universidade de Columbia-NY.

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Tuesday, June 15, 2010

Estimulação por Eletroterapia Craniana


A Estimulação por Eletroterapia Craniana (CES do original: Cranial Electrotherapy Stimulation) é uma técnica que teve início na antiga União Soviética e vem sendo utilizada desde 1950. A CES utiliza microcorrentes de estimulação elétrica para tratar depressão, ansiedade e Insônia com aprovação do FDA(Food and Drug Administration). Trata-se de um método com eficácia comprovada, sem efeitos colaterais e simples de ser aplicado. A CES é um tratamento realizado em casa pelo próprio paciente. As aplicações sao diárias e indolores.

Segue abaixo o resumo de um artigo publicado sobre o assunto:

A pilot study of cranial electrotherapy stimulation for generalized anxiety disorder.


BACKGROUND: Cranial electrotherapy stimulation (CES) is a noninvasive procedure that has been used for decades in the United States to treat anxiety, depression, and insomnia in the general population. Whether CES is an effective treatment for patients with a DSM-IV diagnosis of generalized anxiety disorder (GAD) has not previously been explored.
The goal of this study was to evaluate the efficacy of CES in alleviating anxiety in patients with DSM-IV-diagnosed GAD.

METHOD: Twelve patients from 29 to 58 years of age with a DSM-IV diagnosis of GAD were enrolled from August 2005 to March 2006 through the University of California, Los Angeles (UCLA) Anxiety Disorders Program. Cranial electrotherapy stimulation treatment was administered for 6 weeks using the Alpha-Stim Stress Control System at 0.5-Hz frequency and 300-muA intensity. The primary efficacy measures were the Hamilton Rating Scale for Anxiety (HAM-A) and the Clinical Global Impressions-Improvement (CGI-I) scale. Response to treatment was defined as a reduction of 50% or more on the HAM-A and a CGI-I score of 1 or 2 ("much improved" or "very much improved," respectively).

RESULTS: Cranial electrotherapy stimulation was associated with a significant decrease in HAM-A scores (t = 3.083, p = .01). At endpoint, 6 patients (50% of the intent-to-treat sample and 67% of completers) had a 50% decrease in HAM-A score and a CGI-I score of 1 or 2. One additional patient significantly improved in anxiety scores but did not meet criteria for response. Adverse events were generally mild in severity, mostly consisting of headache and nausea.

CONCLUSION: This preliminary study suggests that CES may reduce symptoms of anxiety in GAD. We hope that these preliminary results will encourage further research to explore the use of CES in clinical settings.Bystritsky A, Kerwin L, Feusner J. J Clin Psychiatry. 2008 Mar;69(3):412-7.http://www.haworthpress.com/web/JN


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EMTr para Depressão e Pânico


A Estimulação magnética transcraniana repetição (EMTr) vem sendo pesquisada para Depressão e Transtorno do pânico.

O Dr. Mantovani e equipe (Universidade de Columbia-NY) estão desenvolvendo uma pesquisa de Estimulação magnética transcraniana repetição (EMTr) para Depressão e Transtorno do pânico. Oito pacientes já se beneficiaram deste método. Eu estou acompanhando esta pesquisa e ela tem sido feita da seguinte forma: EMTr com estímulo lento, localizada no lado direito, durante 30 minutos e por 4- 8 semanas de duração . Em resultados preliminares, o estudo apresentou resultados positivos e sem efeitos colaterais.

Abaixo segue a publicação dos dados preliminares desta pesquisa:

Repetitive Transcranial Magnetic Stimulation (rTMS) in the treatment of panic disorder (PD) with comorbid major depression.

BACKGROUND: Studies suggest that the dorsolateral prefrontal cortex (DLPFC) participates in neural circuitry that is dysregulated in Panic Disorder (PD) and Major Depressive Disorder (MDD). We tested whether low-frequency repetitive Transcranial Magnetic Stimulation (rTMS) could normalize the overactivity of right frontal regions and thereby improve symptoms.

METHODS: Six patients with PD and comorbid MDD were treated with daily active 1-Hz rTMS to the right DLPFC for 2 weeks in this open-label trial.

RESULTS: Clinical improvements were apparent as early as the first week of treatment. After the second week, 5/6 of patients showed improvements in panic and anxiety, and 4/6 showed a decrease in depression, with sustained improvement at 6 months of follow-up. Right hemisphere resting motor threshold increased significantly after rTMS.

LIMITATIONS: Limitations of this study are the open design and the small sample size.

CONCLUSIONS: Slow rTMS to the right DLPFC resulted in significant clinical improvement and reduction of ipsilateral motor cortex excitability. Replications in larger sample will help to clarify the relevance of this preliminary data and to define the potential role of right DLPFC rTMS in panic with major depression.

Mantovani A, Lisanby SH, Pieraccini F, Ulivelli M, Castrogiovanni P, Rossi S. J Affect Disord. 2007 Sep;102(1-3):277-80.


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Estimulação Magnética com Bobina "H".


Equipe do IPAN participa de estudo para novo modelo de Estimulação Magnética.

Pesquisadores de Israel criam novo modelo de bobina para EMTr.

Um novo modelo de Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) foi desenvolvido em Israel. A principal mudança é na bobina utilizada na técnica, denominada H. A novidade é muito importante no arsenal terapêutico da Estimulação Magnética Transcraniana de repetição (EMTr). Ela foi criada em Israel e será testada em um estudo multidisciplinar. A finalidade é emitir estímulos mais profundos e abrangentes, aumentando a eficácia do tratamento. A equipe de Israel apresentou bons resultados e quase nenhum efeito colateral foi relatado. A bobina H (HESED) vem do Hebraico que significa Compaixão, para os pesquisadores, a grande aposta é que a Compaixão trata depressão.

A equipe de Estimulação Magnética do IPAN recebeu a grande honra de poder participar deste estudo na Universidade de Columbia e contribuir para a Ciência e avanços do tratamento dos pacientes de depressão.

Abaixo o resumo do artigo com resultados preliminares:

A randomized controlled feasibility and safety study of deep transcranial magnetic stimulation.

OBJECTIVE: The H-coils are a new development in transcranial magnetic stimulation (TMS) research, allowing direct stimulation of deeper neuronal pathways than does standard TMS. This study assessed possible health risks, and some cognitive and emotional effects, of two H-coil versions designed to stimulate deep portions of the prefrontal cortex, using several stimulation frequencies.

METHODS: Healthy volunteers (n=32) were randomly assigned to one of four groups: each of two H-coil designs (H1/H2), standard figure-8 coil, and sham-coil control. Subjects were tested in a pre-post design, during three increasing (single pulses, 10 Hz, and 20 Hz) stimulation sessions, as well as 24-36 h after the last stimulation.

RESULTS: The major finding of the present study is that stimulation with the novel H-coils was well tolerated, with no adverse physical or neurological outcomes. Computerized cognitive tests found no deterioration in cognitive functions, except for a transient short-term effect of the H1-coil on spatial recognition memory on the first day of rTMS (but not in the following treatment days). On the other hand, spatial working memory was transiently improved by the H2-coil treatment. Finally, the questionnaires showed no significant emotional or mood alterations, except for reports on 'detachment' experienced by subjects treated with the H1-coil.

CONCLUSIONS: This study provides additional evidence for the feasibility and safety of the two H-coil designs (H1/H2).

SIGNIFICANCE: The H-coils offer a safe new tool with potential for both research and clinical applications for psychiatric and neurological disorders associated with dysfunctions of deep brain regions.

Levkovitz Y, Roth Y, Harel EV, Braw Y, Sheer A, Zangen A. Clin Neurophysiol. 2007 Dec;118(12):2730-44. Epub 2007 Oct 30.


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FDA aprova o uso da Estimulação magnética para o tratamento da depressão




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Dr. Marco Andrade ministra aula na Universidade de Columbia, NY




Durante o "Journal Club" no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Columbia o Dr. Marco Andrade ministrou aula sobre a Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) e alucinações auditivas. A aula foi apresentada, no dia 12/05/2010, o "Journal Club" é o encontro semanal entre os pesquisadores da área de neuroestimulação para discutir artigos científicos. http://www.brainstimulation.columbia.edu/calendar.html
Confira abaixo o resumo do artigo apresentado:
"An evoked auditory response fMRI study of the effects of rTMS on putative AVHpathways in healthy volunteers".Background: Auditory verbal hallucinations (AVH) are the most prevalent symptom in schizophrenia.They are associated with increased activation within the temporoparietal cortices and are refractory to pharmacological and psychological treatment in approximately 25% of patients. Low frequency repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) over the temporoparietal cortex has been demonstrated to be effective in reducing AVH in some patients, although results have varied. The cortical mechanism by which rTMS exerts its effects remain unknown, although data from the motor system is suggestive of a local cortical inhibitory effect. We explored neuroimaging differences in healthy volunteers between application of a clinically utilized rTMS protocol and a sham rTMS equivalent when undertaking a prosodic auditory task.Method: Single-blind placebo controlled fMRI study of 24 healthy volunteers undertaking an auditory temporoparietal activation task, who received either right temporoparietal rTMS or sham RTMS.Results: The main effect of group was bilateral inferior parietal deactivation following real rTMS. An interaction of group and task type showed deactivation during real rTMS in the right superior temporal gyrus (STG), left thalamus, left postcentral gyrus and cerebellum. However, the left parietal lobe showed an increase in activation following right sided real rTMS, but this increase was specific to a non-linguistic, tone-sequence task.Conclusion: rTMS does cause local inhibitory effects, not only in the underlying region of application, but also in functionally connected cortical regions. However, there is also a related, task dependent, increase in activation within selected cortical areas in the contralateral hemisphere; these are likely to reflect compensatory mechanisms, and such cortical activation may in some cases contribute to, or retard, some of the therapeutic effects seen with rTMS.


D.K. Tracy, O. O.Daly, D.W. Joyce, P.G. Michalopoulou, B.B. Basit, G. Dhillon,D.M. McLoughlin, S.S. Shergill. Neuropsychologia 48 (2010) 270-277

Dr. Marco Andrade tem formação em EMTr e ECT pela Universidade de Columbia




Durante os meses de Abril e Maio de 2010, o Dr. Marco Andrade, psiquiatra integrante do corpo clínico do IPAN, realizou fellowship em EMTr (Estimulação Magnética transcraniana) e ECT (Eletroconvulsoterapia) na Universidade de Columbia, centro de referência mundial sobre estas técnicas. No mesmo período, ele também foi um dos selecionados integrantes da equipe de médicos pesquisadores da Universidade de Columbia e participou de todas as atividades relacionadas aos estudos de neuroestimulação.


http://www.brainstimulation.columbia.edu

Dr. Moacyr Rosa recebe prêmio internacional




Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, teve a honra de ser escolhido para receber um importante prêmio internacional de melhor "Jovem Pesquisador". O Dr. Moacyr concorreu com mais de 1200 candidatos."2010 NCDEU New Investigator Award (2010 NCDEU Premiação Jovem Pesquisador)"O estudo premiado faz referência a uma inovadora técnica chamada de Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) com Theta-Burst. Trata-se de uma importante e promissora modalidade de tratamento para depressão. EMTr por Theta-Burst utiliza frequências acasaladas (por ex: 50Hz com 5Hz) de maneira similar ao ritmo cerebral. Desta forma, a EMTr por Theta-Burst desencadeia excitabilidade cortical com maior facilidade do que a EMTr. Sendo assim, a EMTr por Theta-Burst tem sido apontada como mais eficaz do que a EMTr.


Confira mais informações em "prêmios recebidos": http://www.ipan.med.br/premios.php

Pesquisa realizada pela equipe IPAN é selecionada em congresso internacional

Pesquisa realizada pela equipe IPAN é selecionada em congresso internacional

Tese de Mestrado do Dr. Celso, aluno do Dr. Moacyr, Rosa foi publicada em revista internacional.

Tese de Mestrado do Dr. Celso, aluno do Dr. Moacyr, Rosa foi publicada em revista internacional.

Aula do Dr. Moacyr Rosa na Universidade de Columbia.

Aula do Dr. Moacyr Rosa na Universidade de Columbia.

Dra. Marina Rosa ministra aula prática de EMTr.

Dra. Marina Rosa ministra aula prática de EMTr.

Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, ministra aula na Universidade de Columbia.

Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, ministra aula na Universidade de Columbia.

Dr. Moacyr faz parte do corpo de professores na Universidade de Columbia, NY

Dr. Moacyr faz parte do corpo de professores na Universidade de Columbia, NY

- Dr. Moacyr é bolsista pós-doutorando na Universidade de Columbia em Nova York.

- Dr. Moacyr é bolsista pós-doutorando na Universidade de Columbia em Nova York.

Dra. Marina realiza pós-doutorado na Universidade de Columbia, NY

Dra. Marina realiza pós-doutorado na Universidade de Columbia, NY

Compaixão trata depressão

Compaixão trata depressão

Pesquisa sobre EMTr e Transtorno do Pânico já beneficia pacientes.

Pesquisa sobre EMTr e Transtorno do Pânico já beneficia pacientes.

Profissionais do IPAN recebem mais um prêmio internacional

Profissionais do IPAN recebem mais um prêmio internacional

Dr. Moacyr e Dra. Marina são colaboradores em livro internacional

Dr. Moacyr e Dra. Marina são colaboradores em livro internacional

Diretora do IPAN recebe prêmio internacional em Toronto, Canadá

Diretora do IPAN recebe prêmio internacional em Toronto, Canadá