Friday, September 30, 2016

A cetamina como antidepressivo!

A administração repetida de cetamina pode manter efeito antidepressivo

Um novo estudo mostra que a administração repetida de cetamina pode ajudar a manter o efeito antidepressivo para além da dose inicial em pacientes com depressão resistente ao tratamento.
A cetamina, um anestésico injetável, demonstrou um rápido efeito antidepressivo. Mas o efeito é de duração relativamente curto e ainda não foi definido como sustentar a eficácia da cetamina por um período mais longo através de um esquema ideal de doses em longo prazo.

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O novo estudo mostrou que uma dose de cetamina de 0,5 mg/kg, duas ou três vezes por semana sustentou o efeito antidepressivo por mais de quinze dias.

“Como um tratamento com frequência menor de administração é normalmente a melhor escolha a fim de reduzir custos e o fardo do paciente e da clínica, este resultado, tomado em conjunto com outros dados adquiridos durante as fases duplo-cego e aberta do estudo, sugere que o regime de tratamento de administração de duas vezes por semana de quatro a seis semanas pode induzir e manter (até o décimo quinto dia) um efeito antidepressivo concreto na população com depressão resistente ao tratamento”, escreveram os autores, liderados pelo Dr. Jaskaran B. Singh, da Janssen Research and Development em Titusville, Nova Jersey.

O estudo foi publicado online em 08 de abril no American Journal of Psychiatry.

Ensaio clínico randomizado

O estudo duplo-cego, multicêntrico e randomizado incluiu 68 pacientes com depressão resistente ao tratamento. Os participantes receberam cetamina intravenosa (0,5 mg/kg de peso corporal) ou placebo, administrados ao longo de 40 minutos, duas ou três vezes por semana por até quatro semanas. Os pacientes cujo tratamento duplo-cego foi interrompido após pelo menos duas semanas devido à falta de eficácia tinham a opção de participar de uma fase aberta do estudo de duas semanas para receber cetamina na mesma frequência da fase duplo-cego.

A principal medida de desfecho primário foi a alteração a partir do início do estudo para o décimo quinto dia na pontuação total na Escala de Depressão de Montgomery-Asberg (MADRS).
As taxas de resposta foram de 68,8% para a dosagem de duas vezes por semana e 53,8% para a dosagem de três vezes por semana no décimo quinto dia, relatam os pesquisadores.

A alteração média da pontuação MADRS do início do estudo para o décimo quinto dia foi significativamente melhor em ambos os grupos de cetamina em comparação com os respectivos grupos placebo (cetamina duas vezes por semana: -18,4 versus -5.7 placebo; p <0 -17.7="" cetamina="" em="" por="" s="" semana:="" tr="" vezes="">versus
-3.1 placebo; p <0 p="">
Foram feitas observações semelhantes para a cetamina durante a fase aberta (duas vezes por semana, -12,2 no quarto dia; três vezes por semana, em dias -14,0 no quinto dia). No geral, a diferença média na pontuação MADRS não diferiu entre as duas frequências de dose testadas.

Ambos os regimes foram geralmente bem tolerados, relatam os pesquisadores. Durante a fase duplo-cego, as taxas de eventos adversos do tratamento foram superiores em ambos os grupos de cetamina em comparação aos respectivos grupos placebo (cetamina duas vezes por semana, 83,3% versus 56,3% com placebo; cetamina três vezes por semana, 76,5% versus 50,0% com placebo).
Nenhuma morte foi relatada.

Dois pacientes do grupo de cetamina de duas vezes por semana apresentaram eventos adversos graves adversos do tratamento. Um paciente apresentou ansiedade relacionada a um acontecimento em sua vida, que o levou à hospitalização no décimo segundo dia; o outro tentou suicídio no quadragésimo dia (mais de quatro semanas após receber a última dose). Não foi considerado que nenhum destes eventos adversos tinha relação com a cetamina.

Cefaleia, ansiedade, dissociação, náuseas e tonturas foram os eventos adversos mais comuns do tratamento (≥20%). Sintomas dissociativos ocorreram “transitoriamente e de forma atenuada”, com doses repetidas, relatam os pesquisadores.

As limitações do estudo incluem a duração relativamente curta e a avaliação da indução e manutenção da resposta por apenas quatro a seis semanas.

“A depressão resistente ao tratamento é uma condição crônica, e são necessários estudos com uma duração mais longa para caracterizar plenamente se os benefícios clínicos da cetamina podem ser mantidos e, em caso afirmativo, se eles podem ser mantidos apesar da redução na frequência de doses durante o tratamento crônico, “concluem os pesquisadores.

Um passo à frente

O Dr. Michael Thase, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, que não esteve envolvido no estudo, concorda que mais pesquisas são necessárias. De acordo com ele, este estudo é um “pequeno passo positivo à frente – e tranquilizador até determinado ponto. Agora precisamos de evidências do que fazer a seguir”, disse ao Medscape.

O Dr. Paulo Shiroma, do Departamento de Psiquiatria da University of Minnesota Medical School, em Minneapolis, publicou recentemente um estudo no qual infusões repetidas de cetamina alcançaram resultados antidepressivos superiores em comparação com uma infusão única.
“A estratégia para aumentar a resposta à cetamina na depressão resistente ao tratamento não é nova, no entanto, é pouco estudada”, Dr Shiroma, que não esteve envolvido no novo estudo, disse ao Medscape.

“Uma vez que cada infusão é um trabalho intensivo e não isento de efeitos colaterais, faz sentido encontrar a frequência ideal de risco/benefício. No entanto, como os autores (do presente estudo) mencionaram, o estudo não foi projetado para fazer uma comparação direta entre os dois esquemas de tratamento. Por isso, um estudo de não inferioridade entre os dois esquemas de tratamento será necessário”, disse Dr. Shiroma.

“A outra questão é o uso de soro fisiológico como placebo. Os efeitos colaterais da cetamina, especialmente a dissociação, durante a infusão são tão óbvios para os pacientes (e avaliadores também) que o cegamento praticamente não existe”, acrescentou.

“No geral, acho que o estudo corrobora a eficácia em curto prazo e a segurança relativa da administração endovenosa repetida de cetamina na depressão resitente ao tratamento. Ainda está faltando definir como manter com segurança a resposta obtida por infusões repetidas”, disse o Dr. Shiroma.

Greg Panico, porta-voz da Janssen Research and Development, que financiou o estudo, disse aoMedscape que a empresa tem um programa de pesquisa multifacetada sobre a cetamina. A empresa está estudando “escetamina intranasal como uma terapia para a depressão resistente ao tratamento e também como um medicamento para pacientes com risco iminente de suicídio. O nosso programa na depressão resistente ao tratamento está atualmente na fase 3 de estudos clínicos e nós completamos um estudo de prova de conceito (fase 2) em pacientes com risco iminente de suicídio, o qual será apresentado no congresso Society for Biological Psychiatry em Atlanta, em maio”.

Vários autores declararam relacionamentos financeiros com Janssen Research and Development e outras empresas farmacêuticas. Todos os conflitos de interesse estão listados no artigo original.
Am J Psychiatry. Publicado online em 08 de abril de 2016. Resumo

Por Megan Brooks em Medscape

Monday, September 26, 2016

Curso de Eletroconvulsoterapia

Próximo Curso de Eletroconvulsoterapia: 30 de Setembro de 2016


Dr. Moacyr - Programa Tabu
Dr. Moacyr – Programa Tabu
Aula prática:
8:00 às 12:00

Clínica LipoMed Unity, Av Indianópolis, 595, Moema, São Paulo, SP






Curso ECT - IPAN
Curso ECT – IPAN

Aula teórica: 
14:00 às 18:00
Rua Vergueiro, 1855  – Sala 103 à 105 – décimo andar
Vila Mariana – São Paulo – SP


Descrição do curso:

O objetivo do curso é revisar os fundamentos para a prática clínica de técnica, discutir a evidência atual e demonstrar uma sessão real de Eletroconvulsoterapia (ECT) em ambiente hospitalar.
É destinado a médicos que queiram aprender, conhecer mais profundamente este tratamento. Com uma abordagem teórico-prática, os alunos obterão conhecimento e capacitação para realizar o tratamento com segurança e da maneira mais eficaz e moderna que está disponível. A abordagem inclui desde conceitos básicos mais dirigidos ao iniciante, como indicações e contraindicações e manejo da aparelhagem, até conceitos mais aprofundados, com a individualização da carga e a análise da qualidade da crise eletroencefalográfica.

Ao final do curso, o médico deve ser capaz de indicar corretamente o método e fazer uso seguro e eficaz da técnica em sua prática clínica.

Conteúdo teórico:

Curso ECT - IPAN
Curso ECT – IPAN
ROSA_Fundamentos_Eletroconvulsoterapia_ipan
• História da ECT
• Bases físicas e Mecanismo de ação da ECT
• Anestesia em ECT
• Técnica de aplicação e dosagem do estímulo
• Avaliação clínica, riscos e complicações
• Efeitos adversos
• ECT em populações especiais

Conteúdo prático: 

• Localização de eletrodos
• Técnica de aplicação e dosagem do estímulo
• Parâmetros terapêuticos
• Monitorização padrão e com EEG
AparelhoEletro

Público-alvo:

Médicos

Organização Casa da Psiquiatria:

Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

O IPAN também oferece estágio com vivência da prática diária! Mais informações (11) 50830342

Thursday, September 15, 2016

Curso de Estimulação Magnética

Próximo curso de Estimulação Magnética Transcraniana: 16 Setembro de 2016

Curso de EMT - IPAN
Curso de EMT – IPAN

Aula teórica: 9:00h até 13:00h
Rua Vergueiro, 1855 – Sala 103 à 105 – décimo andar
Vila Mariana – São Paulo – SP




Estimulação magnética - IPAN
Estimulação magnética – IPAN

Aula prática: 14:00h até 19h
IPAN – 
Rua Vergueiro, 1855, sala 46, Vila Mariana – São Paulo

 –


Descrição do curso:

Curso de EMT- IPAN
Curso de EMT- IPAN
O objetivo deste curso é a preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
Na inscrição está incluso livro do palestrante “Guia Prático de Estimulação Magnética Transcraniana” que será entregue no dia do curso.
Recomendamos também a leitura do artigo publicado recentemente, anexado neste convite, onde a técnica foi reconhecida grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.



Ao final do curso, o médico deve ser capaz de indicar corretamente o método e fazer uso seguro e eficaz da técnica em sua prática clínica.

Conteúdo teórico:

9788573782394
1) Introdução e Histórico
2) Mecanismos fisiológicos
3) Equipamentos e Bobinas para EMT
4) Excitabilidade cortical
5) Indicações e protocolos terapêuticos
6) Segurança: riscos, complicações, contra-indicações

Conteúdo prático:

Curso de EMT
Curso de EMT – IPAN
1) Marcação de pontos e localização de hot-spot
2) Obtenção de limiar motor
3) Localização de área terapêutica por neuronavegação

Público-alvo:

Médicos

Organização Casa da Psiquiatria:

Para mais Informações ligue para Tricia:
(11) 2592-2029 icon_whatsapp(11) 99602-7169 (11) 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

Estágio:

O IPAN também oferece estágio com vivência da prática diária! Mais informações Aqui!

Estimulação Magnética Transcraniana no Autismo

Imagine o que é passar os primeiros 40 anos de sua vida na escuridão, cego às emoções e sinais das outras pessoas. E então alguém subitamente acende as luzes. Conheça a história de John Elder Robison e a Estimulação Magnética Transcraniana.


Saiba mais sobre o tratamento de EMT!
Participe do próximo Simpósio de EMT!

Transcrição do texto no vídeo

Esse senhor, John Robison, tem uma forma mais leve de autismo, a forma de Asperger. Apesar dele ter inteligência acima da média, essa condição lhe tornava incapaz de perceber o estado emocional dos outros, ele não conseguia responder, ao olhar para alguém, se a pessoa estava alegre ou triste, ansiosa, com medo, interessada ou entediada.
Isso faz com que o autista pareça uma pessoa estranha. Você sorri para ele e ele não sorri de volta, não porque ele não tenha emoções, mas porque ele não desenvolveu a linguagem das emoções..
No ano de 2008, o Neurologista Álvaro Pascual Leone, da Faculdade de Medicina de Harvard, imaginou que essa capacidade estivesse presente, porém adormecida, suprimida, no cérebro do autista, e convidou o Sr Robison para uma tentativa de ativá-la com o procedimento de Estimulação Magnética Transcraniana.
E a expectativa do Dr Pascual Leone se confirmou. Depois de 17 sessões, o Sr Robison passou a ser capaz, aos 40 anos de idade, pela primeira vez na vida, de enxergar o estado dos outros. A experiência teve um impacto tão grande na vida do Sr Robison que o levou a escrever um livro.
O título do livro, ainda não traduzido para o português, é “Switched On”, algo como “Ligaram meu interruptor “.
A EMT é cada vez mais usada, no Brasil, para tratamento de depressão e de algumas formas de dor crônica. Em autismo ela é ainda experimental, mas o caso do Sr. Robison, apesar de isolado, ilustra de maneira impressionante o seu potencial.
Meu nome é Edrin, eu sou Neurologista e faço parte de uma equipe que promove o treinamento de médicos e pesquisadores em Estimulação Magnética Transcraniana.
Essa capacidade de “ler o estado emocional” das pessoas, ou empatia cognitiva, é o que chamamos de uma “função cognitiva superior”, que exige combinar informações de áreas distantes do cérebro, de diferentes sentidos. No cérebro do autista, essa capacidade de conectar e ativar áreas distantes do cérebro está bastante reduzida. Já a capacidade de ativar e conectar áreas próximas do cérebro é aumentada no autismo.
Essa imagem é de um trabalho do pesquisador Matthew Belmonte, de Cambridge, publicado no Journal of Neuroscience em 2004. As imagens mostram a ativação de um cérebro com autismo e sem autismo submetidos ao mesmo tipo de estímulo. Vejam como múltiplas regiões do cérebro são ativadas na imagem à esquerda e como apenas uma região é ativada intensamente no cérebro do autista, à direita.
Imagine que no cérebro do autista existam “estradas estreitas e com barreiras” conectando áreas distantes do cérebro e avenidas largas e livres conectando áreas próximas. Os pesquisadores chamam isso de hiperconectividade local e hipoconectividade à distância.
O que define se uma estrada é estreita ou larga, se é livre ou com barreiras, é a junção entre neurônios, chamada de sinapse, que é o ponto em que neurônios se encontram. A sinapse é “programável” eletricamente. É assim que funciona nossa memória. Pode-se dizer que as nossas memórias são sinapses “reforçadas”.
Tudo que você capta pelos sentidos chega a sua consciência na forma de impulsos elétricos e fica armazenado porque as sinapses percorridas durante a percepção ficaram fortalecidas.
Esse processo de reforçar ou enfraquecer as sinapses a partir de impulsos elétricos envolve uma sequência de eventos que já são bastante estudados e que estão representados na sinapse aqui ao lado. O processo de consolidação celular da memória.
O que define se uma memória será transitória ou duradoura é principalmente o padrão e a repetição dos pulsos elétricos que desencadeiam esse processo.
A sincronia entre vários neurônios de uma via também é muito importante. Os pesquisadores da memória costumam dizer: “Neurônios que disparam juntos se interconectam”
A EMT age por induzir no cérebro correntes elétricas controladas e localizadas em um padrão que procura imitar os padrões que nosso cérebro usa para gerar memória.
Com isso a EMT consegue “regular sinapses” de uma região do cérebro.
No caso da capacidade de “ler as pessoas”, são muito importantes as sinapses de uma região do cérebro que fica na encruzilhada entre áreas visuais, auditivas e sensoriais, conectando essas áreas distantes, é a chamada região temporo-parietal direita. E foi essa a área estimulada pelo Dr Pascual Leone no Sr Robison
Vejam a seguir o próprio Robison falando a um grupo por ocasião de uma sessão de promoção de seu livro.

Atenção

A EMT é ainda considerada experimental no autismo. Protocolos de EMT aplicados em região têmporo-parietal direita estão atualmente em investigação na Universidade de Deaekin, na Austrália, sob responsabilidade do pesquisador Peter Enticott. Não temos notícia de pesquisa similar em andamento no Brasil.

Referências:
1: Belmonte MK, Allen G, Beckel-Mitchener A, Boulanger LM, Carper RA, Webb SJ. Autism and abnormal development of brain connectivity. J Neurosci. 2004 Oct 20;24(42):9228-31. Review. PubMed PMID: 15496656.. Pubmed Link
2: Oberman LM, Enticott PG, Casanova MF, Rotenberg A, Pascual-Leone A, McCracken JT; TMS in ASD Consensus Group. Transcranial magnetic stimulation in autism spectrum disorder: Challenges, promise, and roadmap for future research. Autism Res. 2016 Feb;9(2):184-203. doi: 10.1002/aur.1567. Epub 2015 Nov 4. Review. PubMed PMID: 26536383; PubMed Central PMCID: PMC4956084.Pubmed Link
3: Ameis SH, Catani M. Altered white matter connectivity as a neural substrate for social impairment in Autism Spectrum Disorder. Cortex. 2015 Jan;62:158-81. doi: 10.1016/j.cortex.2014.10.014. Epub 2014 Nov 5. Review. PubMed PMID: 25433958. Pubmed Link
Responsável pelo resumo: Edrin Vicente, Neurologia, CRM SP 78867 (edrin@kandel.com.br)

Friday, September 2, 2016

Simpósio Paulista: Estimulação Magnética em Dor e Depressão

Simpósio e Curso Prático: Estimulação Magnética Transcraniana em Dor e Depressão

São Paulo, 15 de Novembro de 2016

Há mais de 300 clínicas no Brasil habilitadas para o uso da EMT em Psiquiatria, porém poucas oferecem o método para o tratamento da dor. Esse é o primeiro curso com ênfase em ambas aplicações da EMT que possuem grau A de evidência conforme os mais recentes guidelines.

O painel de palestrantes inclui convidados nas áreas de Neurocirurgia, Psiquiatria, Clínica da Dor, Neurologia e Otorrinolaringologia, e o conteúdo busca não apenas capacitar os participantes ao uso do método como engajá-los na divulgação da técnica.

Procurando otimizar o aproveitamento, a organização do evento adotou o modelo PBL (Problem Based Learning), com curso e apresentação práticos antes do Simpósio. No curso prático, turmas de no máximo 4 alunos terão 4 horas de contato com a EMT e receberão apostilas e material para estudo antes do Simpósio.

Mais informações no site da Kandel!
Saiba mais sobre tratamento com EMT no site do IPAN!

Wednesday, August 31, 2016

Os efeitos da EMTr foram perceptíveis após a 3ª sessão!

Os efeitos da estimulação magnética transcraniana (EMTr), para mim foram perceptíveis após a terceira sessão, e foram notórios, como um animal hibernado, saí para ver o dia e o vi radiante, em todas as suas formas e cores. O monstro voltara a adormecer, dando passagem a um E.P.N., em que usava como referência, a mim mesmo, sem ser acometido por nenhuma patologia severa da alma.

Certa vez, em uma entrevista, o vocalista da banda Smashing Pumpkins, Billy Corgan, disse a seguinte frase: “É fácil disfarçar a tristeza, a felicidade não se disfarça.”
Eu me lembro exatamente o dia em que tudo ocorreu, como em um instante, eu desaprendera a andar corretamente, logo após, como um gêmeo tardio, eu fui possuído por algo tenebroso, um medo e uma angústia que não tiveram fim. Da mesma forma que eu me lembro do dia, eu me lembro das circunstâncias, lembro-me do clima, apenas um momento errado, o preparo para o vôo, sem perceber atentamente que o vôo se transformou em queda. Desde então, as quedas se transformaram em regra, não eram exceções.

Aprendi a viver assim, triste, desamparado, com uma vontade imensa de sair do buraco negro, mas como todos sabem, nada escapa do buraco negro, até mesmo a luz sucumbi a sua gravidade, quanto mais tentava, mais a beira do precipício eu chegava, gradualmente e depois repentinamente.

Veja Mais Depoimentos AQUI!
 
Há três anos atrás, comecei, o que eu chamo de batalha contra a mim mesmo. Minha impulsividade havia me levado a lugares sombrios. Era o momento de acionar a racionalidade, tenho certeza de que todos que já tiveram a sensação de desesperança, sabem que, há uma hora em que a companheira tristeza se torna tão insuportável, que viver daquela forma já não seria condição e sim uma opção, sim, inevitavelmente, você tem que ser cruel consigo mesmo, pois a crueldade dos outros já não o machuca mais, digo isso porque há uma crueldade, mesmo imperceptível, nas pessoas que, sem perceber, atormentadas pela sabedoria popular do levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, falam ao depressivo para sair daquela situação, mas veja bem, como você pode falar algo para uma pessoa, que sequer consegue levantar da cama para cuidar de sua higiene pessoal. Tudo é tão difícil.

Para arrastar-me mais ainda ao buraco negro, vi nas drogas, essas aves de rapina, uma espécie de tratamento paliativo, por algumas horas esquecia-me da angústia, sendo assim até hoje. Comecei meu tratamento contra a depressão juntamente contra meu vício em narcóticos. Em três anos, houve uma melhora significativa, não cuspirei no prato em que comi, não serei ingrato, sei que os remédios que tomei e, que tomo até hoje, me levaram a uma certa condição, digamos suportável. Mas o suportável torna-se insuficiente quando os picos elevados de pura e absoluta incapacidade o tornam demente.

No livro vergonha dos pés, de Fernanda Young, há uma parte que transcreve bem o que sentia, a personagem diz; “Sou uma pessoa solitária. Mesmo acompanhada, sinto-me só. É minha natureza, não sei que espírito ruim me possui, ou quais males que estou pagando, só sei que não consigo viver feliz. E nem mais quero, pois sinto-me totalmente despreparada e sem talento para a paz. O que tenho é tédio, tédio de tudo e tudo mais. Quero dormir, mas não consigo. Quero levantar-me e andar léguas, mas um sono incontrolável se apodera de mim. Sou assim. Uma pessoa que, por algum motivo misterioso, aprendeu a sofrer e, gostado ou não, viverá sempre assim: sofrendo. Nenhum motivo mais será necessário, nenhuma dor, nenhuma perda”.

A procura infinita de um tratamento, que apenas melhoraria o meu sono, sem medicação, me levou a epopeia de acupuntura a massagens, homeopatia, florais, luzes, não testei todas, mas tentaria. Em uma busca pela Internet, dei-me de cara com o IPAN, decerto não acreditei em tal tratamento, confesso minha ignorância a respeito de ondas eletromagnéticas o que dirá eletrochoque, para mim eram métodos de tortura, falsamente atestado pela mídia em seus filmes e séries, minha estupidez, me fez acreditar que seria mais um tratamento alternativo, de pouca ou nenhuma melhora impactante, e eu precisava de algo implacável, nada demais, cansara de sofrer.

Para minha sorte, meu lado racional e equilibrado, me fez pesquisar acerca do assunto, criei coragem, deixei a falta de fé, larguei em algum canto minha companheira tristeza. Por algumas horas, a desconfiança havia se tornado em um fio de esperança e, agarrei-me a ele, aquele fio havia se tornado em um cabo de aço, que me sustentaria, me tiraria da areia movediça. Ao marcar a consulta até a ida ao consultório, fui invadido por uma súbita e rara sensação: a fé dos crentes em algo, que acreditam sem ao menos terem visto.

Dra. Marina, minha gratidão é eterna, desde a primeira sessão até hoje, sua sinceridade e serenidade, formaram a base de um tratamento, que me permitiu a voltar ser eu, o eu sem angústia, sem pesadelos infindáveis, sem tristeza. Os efeitos do tratamento, para mim foram perceptíveis após a terceira sessão, e foram notórios, como um animal hibernado, saí para ver o dia e o vi radiante, em todas as suas formas e cores. O monstro voltara a adormecer, dando passagem a um E.P.N., em que usava como referência, a mim mesmo, sem ser acometido por nenhuma patologia severa da alma.

Jussara e Jessica, competentes e educadas, além de uma simpatia inexorável, devem ser glorificadas de pé, muito obrigado. Dra. Marina, me torno inábil para agradecê-la perante sua presença, não tenho palavras suficientes, nenhuma instrução, para que eu possa apresentar toda a minha gratidão, me rendo ao clichê, sabendo que de toda forma, meu agradecimento é sincero, minha gratidão é a força motora para lhe dizer um simples obrigado, acompanhado de toda a simbologia que esta palavra possa carregar.

Para aqueles que tem dúvidas acerca do tratamento, peço encarecidamente, desnude sua desconfiança, traga a fé, não haverá reviravoltas sórdidas do destino, venham como um cálice transbordando paz, permitam-se, arrisquem-se, sejam vocês, sejam serenos, sejam felizes, oxalá se este tratamento fosse resoluto a todos, não posso apresentar uma clarividência que não possuo, mas timidamente, creio que o tratamento me resgatou, e por isso escrevo este depoimento, tímido, embora com total convicção de que este tratamento, me deu todas as possibilidades para alcançar a cura visível e palpável, a habilidade de lutar contra algo invisível, uma dor silenciosa, uma doença invisível a qual reconheço sua força e presto reverência, humilde, entretanto resiliente,  com a força dos deuses e anjos, a qual me recupera  diariamente.

Comecei o meu  depoimento citando o uma frase de Billy Corgan, muito conhecido pelo seu lado soturno, decerto ele havia dito algo que deveria ser reconhecido não como uma frase de auto-ajuda tampouco como palavras levianas, em seu momento, Billy havia sentido a felicidade borbulhando em suas veias, indisfarçável.

Assim como a minha melhora, poderia pedir para as pessoas que me conhecem para fazerem, também, um depoimento, mas creio que isso apenas serviria para atestar algo que já foi avaliado, de tão notória é minha melhora, após 17 sessões, na mesma proporção é notório que minhas relações interpessoais melhoraram e melhoram a cada dia que passa, atingindo patamares, que há muito tempo não sentira. Indisfarçável é a minha felicidade que, de certa forma compartilho a quem estiver lendo este texto.
Um grande abraço.

E.P.N., 30 anos.

Friday, August 5, 2016

Cientistas descobrem 17 variações genéticas ligadas à depressão


Descoberta ajuda a compreender os detalhes do transtorno e deve abrir caminhos para a descoberta de novos tratamentos

Cientistas americanos descobriram 17 variações genéticas que podem aumentar o risco de alguém desenvolver a depressão. O estudo, publicado na última segunda-feira na revista Nature Genetics é o primeiro a fazer a associação entre o DNA e o transtorno depressivo em pessoas de ascendência europeia (registros anteriores apresentavam a ocorrência em descendentes de asiáticos).

“Esperamos que nossos resultados ajudem as pessoas a compreender que a depressão é uma doença cerebral que possui uma biologia própria. Agora vem o trabalho duro de usar esses novos dados para tentar desenvolver melhores tratamentos”, disse o coautor do estudo Roy Perlis, do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, em um comunicado.

Saiba mais sobre tratamento de Depressão AQUI!

Genética da depressão

A depressão é considerada um transtorno mental que a maioria dos especialistas acredita que seja causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o distúrbio, que pode causar mudanças de humor, fadiga e perda de sono e apetite, é uma das principais causas de invalidez no mundo, afetando cerca de 350 milhões de pessoas.

Para desvendar quais genes poderiam estar envolvidos na depressão, os pesquisadores usaram informações de 450.000 pessoas, disponíveis em bancos de dados genéticos. Na comparação entre os indivíduos que reportaram o transtorno com os saudáveis, os cientistas perceberam a incidência de duas regiões do genoma que poderiam estar associadas ao distúrbio, sendo que ambas já haviam sido relacionadas previamente a problemas de epilepsia.

Ao aprofundar as análises, foram identificados 17 genes relacionados à depressão em 15 regiões diferentes do genoma. Essas áreas estão relacionadas ao nascimento de neurônios no cérebro em desenvolvimento.

Elisabeth Binder, do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, disse que o estudo é um avanço importante para a genética da depressão. “A descoberta representa um primeiro vislumbre para médicos e pacientes: no futuro, poderemos ser capazes de basear o diagnóstico e o tratamento na biologia”, disse a pesquisadora, por intermédio da organização Science Media Centre, em Londres, na Inglaterra.

O psiquiatra Jonathan Flint, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, observou, contudo, que as pessoas que participaram do estudo relataram seus históricos de depressão em vez de fornecerem um registro médico formal – o que pode ser um problema para a análise dos dados. Grande parte das pessoas deprimidas pode jamais receber um diagnóstico para a condição ou ganhar um diagnóstico impreciso.

“Como resultado, a associação observada pode ter a ver com outros comportamentos que não o transtorno depressivo”, afirmou Flint.
(Com AFP)
Veja.com