Wednesday, May 10, 2017

A importância da família para os pacientes com depressão


A importância da família para os pacientes com depressão
De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após as doenças coronárias. Os dados são preocupantes e refletem o alcance da doença. Quem sofre sabe o quanto essa condição é dolorosa e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas que estão mais próximas, principalmente por não saberem como lidar com a doença.

E qual o papel da família? O que fazer para ajudar alguém com depressão?

A família é fundamental, pois é nela que o paciente encontra apoio e conforto. Seguem abaixo algumas dicas de como os familiares de pessoas com depressão podem agir. Vamos a elas:
A atitude mais importante é assegurar que a pessoa com depressão esteja em tratamento, e com um médico psiquiatra da confiança da família e da própria pessoa. Procure ajuda, não espere a doença piorar.
  1. Seja paciente. Muitas vezes a convivência com pessoa deprimida fica muito difícil, por isso, respire fundo e não perca a paciência.
  2. Entenda que depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Por isso, o tratamento com médico psiquiatra é tão importante.
  3. Saiba ouvir, por mais cansativo que seja. É importante dar atenção à pessoa deprimida, mostrando a ela que você entende o quão difícil é esse momento. Aproveite e destaque a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas.
  4. Respeite. É importante saber respeitar o momento do paciente. Claro que você pode incentivar a pessoa a desenvolver alguma atividade, mas caso ela recuse, respeite. O que parece muito simples para uma pessoa saudável pode ser insuportável para quem está deprimido.
  5. Acompanhe o tratamento, esteja sempre em contato com o médico, avise-o se perceber mudanças bruscas. Verifique se a pessoa está seguindo o tratamento.
  6. Informe-se sobre a doença, leia sobre os tratamentos, consulte livros, acompanhe depoimentos de quem já passou por esta situação.
  7. Em momentos muito difíceis, em que você está esgotado e não sabe mais o que falar, ofereça seu carinho. Um abraço silencioso e apertado pode ajudar, e muito!
  8. Não esqueça de você. Cuide-se, tenha um tempo só para você e faça isso sem culpa.
Aqui no IPAN somos especializados no tratamento da depressão e, embora a doença não tenha cura, pode ser controlada com medicamentos, psicoterapia e, em alguns casos, com Estimulação Magnética ou Eletroconvulsoterapia. No entanto, para o êxito dos tratamentos, são fundamentais algumas mudanças no estilo de vida dos pacientes, como o fim do consumo de substâncias psicoativas (cafeína, anfetaminas e álcool, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação, sono regular, redução dos níveis de estresse e atividades físicas. E vale lembrar que a manutenção do tratamento, assim como o acompanhamento da família, ajudam a prevenir recaídas e instabilidade emocional, contribuindo para a qualidade de vida do paciente e de sua família.
Se alguém de sua família está sofrendo de depressão, agende uma consulta: somos especialistas no tratamento da depressão.

Friday, May 5, 2017

A arte de viver bem

Existe receita para a felicidade? Para a felicidade é difícil dizer, mas para viver bem, sim!

Viver bem, em primeiro lugar, é ter saúde, mas não só saúde física. Todas as áreas de nossas vidas necessitam de saúde plena: física, espiritual, intelectual, familiar, profissional, financeira, social e ecológica.

Para a saúde física é importante ter uma alimentação saudável, se exercitar, dormir bem, buscar a harmonia e o equilíbrio no dia a dia, assim evitamos angústias e explosões desnecessárias.

Para a saúde espiritual, principalmente se você vive correndo ou estressado, é primordial encontrar um momento do dia para exercitar a sua fé, não importa qual seja, ou realizar algum tipo de meditação.

Para ter saúde intelectual, adquira o hábito da leitura e procure sempre estimular a sua mente com conhecimentos novos. É muito importante manter a mente ativa. Faz bem, inclusive, para o físico e, principalmente, para o espírito.



Em se tratando de saúde financeira, preocupe-se em poupar e ter um estilo de vida menos voltado para os bens materiais, e muito mais focado em garantir estabilidade e segurança em sua vida.

A saúde familiar hoje em dia, infelizmente, é negligenciada por falta de tempo, falta de diálogo, falta de convivência. Não permita que isso aconteça! Priorize as pessoas importantes da sua vida e, começando por você, dê mais valor aos momentos que vocês passam juntos.

Para manter a saúde profissional não se contente com o que você já tem em mãos. Não se acomode. Desafie-se, faça a diferença no seu núcleo de trabalho. Seja pró-ativo, colaborativo. Você com certeza só terá a ganhar.

Não diga que a vida é corrida e que você não tem tempo. Nós fazemos o nosso tempo. Por isso, não negligencie sua saúde social, ela é fundamental em sua vida! Quem tem amigos sorri mais, troca mais experiências, enfim, se enriquece.

Faça mais por você, pelo mundo e pelo futuro. A saúde ecológica é o que irá garantir que amanhã poderemos viver com mais dignidade na Terra. Boas práticas, boas escolhas e bons hábitos contribuem para que todos vivam melhor.

E não é isso o que a gente quer? Viver bem é uma arte. Exercite!

Tuesday, April 25, 2017

Psicofobia – o preconceito da falta de informação



Infelizmente, em pleno Século XXI, ainda existe preconceito em relação a pacientes que sofrem de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e outras doenças. É a chamada Psicofobia. Em geral, pessoas mal informadas e sem compaixão classificam portadores de transtornos e de deficiências mentais como “loucos”, e psiquiatras e psicoterapeutas, como “aproveitadores”. Essa leitura revela uma visão totalmente distorcida sobre as limitações dos pacientes e do papel de dos profissionais na vida dessas pessoas.

Dentre as ações que colaboram para a conscientização da sociedade está a disseminação de informação de qualidade. Nós, do IPAN, procuramos fazer isso, começando aqui pelo nosso site, com conteúdos relevantes que esclarecem sobre a importância dos tratamentos na vida desses indivíduos que sofrem com o preconceito. Informando-se e compartilhando esse conhecimento você nos ajuda a vencer essa barreira e a conscientizar mais e mais pessoas.

Sabia que, em geral, transtornos e deficiências mentais são mais comuns do que imaginamos: pesquisas revelam que uma em cada quatro pessoas tem problemas de saúde mental e, muito provavelmente, você pode conhecer ou amar alguém que já teve um transtorno mental. Por isso é tão importante se colocar no lugar do outro e tentar entender limitações que, muitas vezes, estão aquém da vontade e da capacidade da pessoa de lidar de forma diferente com aquela questão. Com a conscientização e mudança de postura podemos vencer o preconceito.

Aqui no IPAN são diversos os tratamentos que colaboram para que pacientes recuperem a alegria de viver e a capacidade de manter sua rotina diária, de acordo com a resposta aos tratamentos.

Se você conhece alguém que sofre de algum transtorno ou deficiência mental, encoraje-o a procurar tratamento. Ao contrário do que se pensa, expor-se a um tratamento psiquiátrico é um ato de muita coragem, pois se confrontar é extremamente doloroso e requer muita força de vontade.
Com o seu apoio e sensibilidade podemos atenuar a dor de pessoas que já sofrem muito e que merecem se verem livres do preconceito. Os pacientes que sofrem com a discriminação, assim como todos os profissionais envolvidos, agradecem.

IPAN, campanha contra a Psicofobia.

Wednesday, April 5, 2017

Depressão: a doença que afeta o humor



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A depressão é o transtorno psiquiátrico mais predominante ao longo da vida (até 27%), e que acomete pessoas de todas as idades: crianças, jovens, adultos e idosos. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, é uma das principais causas de invalidez no mundo, afetando cerca de 350 milhões de pessoas. Com o objetivo de alertar a população, reduzir o preconceito, fazer com que mais pessoas conversem a respeito e busquem ajuda, a OMS iniciou uma campanha chamada “Depressão: Vamos Conversar”, que será lembrada no Dia Mundial da Saúde, em sete de Abril.

Dentro desse contexto, o humor é uma das dimensões mais conhecida do psiquismo, mas também a mais difícil de ser definida. Ele se caracteriza por um estado afetivo que permeia o comportamento e a eficiência no modo do indivíduo reagir ao ambiente, às pessoas e aos acontecimentos, com atitudes imediatas frente a diferentes acontecimentos, e que podem manifestar alegria, tristeza ou indiferença.

Falando especificamente de tristeza, é algo que faz parte da vida, todos a sentirão em algum momento. Mas, dependendo da intensidade e frequência, pode ser um dos sintomas da depressão, assim como outros não menos importantes, como a perda do apetite, perda de iniciativa, apatia, desanimo, perda do interesse sexual, incapacidade para trabalhar, desejo de morrer, pessimismo, insônia, sentimento de culpa, baixa autoestima, falta de prazer, alteração da atenção e concentração, cansaço, irritabilidade etc. Além destes, outros sinais também podem ser reveladores, como aparência descuidada, barba por fazer, cabelos em desalinho ou penteados parcialmente, cabeça baixa, lentidão psicomotora e etc.

Mas para se chegar a um diagnóstico preciso de depressão, é necessário que haja mais do que tristeza, ela tem que ser prolongada o suficiente para que se conclua que, de fato, aquela pessoa não consegue reagir sozinha.

Depressão e suas classificações

A depressão é uma doença classificada dentro dos transtornos do humor, os chamados Transtornos Depressivos. Uma primeira subdivisão categoriza os Transtornos Depressivos em Bipolares e Unipolares. Os Bipolares são os caracterizados pela ocorrência prévia ou não de episódio maníaco ou hipomaníaco, e os Unipolares pela não ocorrência desses episódios. De qualquer modo, as manifestações de um e de outro são bem semelhantes.

Existem outros tipos de classificação, como por exemplo, por frequência e intensidade: indivíduos que apresentam mais de um episódio, Transtorno Depressivo Recorrente; com sintomas moderados e graves, Depressão Maior; que apresentam sintomas leves de longa duração, Distimia, com depressões de qualquer intensidade, porém, por tempo mais curto, Transtorno Depressivo.
Além dessas, existem as classificações por sintomas específicos, como: predomínio de sintomas vegetativos (insônia e inapetência) e características circadianas (pior pela manhã), Depressão Melancólica; sonolência excessiva e aumento do apetite, Depressão Atípica; sintomas de prejuízo cognitivo, ou seja, do entendimento; Pseudo Demência; presença de delírios e/ou alucinações, Depressão Psicótica, e episódios que aparecem em épocas determinadas, Depressão Sazonal e Depressão Pós-parto.

Como diagnosticar a depressão?

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O diagnóstico da depressão é clínico, baseado no histórico e nos sintomas. Por outro lado, há evidências de transtorno do funcionamento e estrutura cerebral, além de alterações neuroendócrinas, inflamatórias e dos neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina, glutamato), que equilibram o humor e as emoções. Contudo, ainda não foi identificada alteração específica para depressão.


Quais as causas da depressão?

A causa é desconhecida. O modelo explicativo atual combina predisposição genética a interação com fatores estressantes (problemas financeiros, separação, perda de um ente querido, perda de emprego, frustrações, decepções, violências etc.). Na maior parte dos casos, trata-se de uma somatória de eventos ao longo do tempo e, em alguns casos, não é possível identificar o fator desencadeante. É importante dizer que depressão não pode ser encarada como falta de caráter ou de religiosidade. Ela é uma doença que pode atingir qualquer um. Não respeita idade, sexo, religião, nada. E ninguém está imune!

Quais os tratamentos indicados?

O IPAN é especializado em tratamentos para depressão. Para reconhecer a doença, o primeiro passo é livrar-se do preconceito e buscar ajuda médica. O tratamento mais utilizado na atualidade são os antidepressivos, sozinhos ou combinados preferencialmente com psicoterapia. Isso porque as medicações equilibram as alterações fisiológicas, enquanto a psicoterapia aborda questões psicológicas. Em alguns casos, a eficácia dos antidepressivos pode ser limitada, devendo incluir estratégias de potencialização e combinações.

Quando as medicações não surtem efeito, por excesso de efeitos colaterais, por exemplo, ou quando não são recomendadas, como na gestação, pois podem afetar o embrião/feto, outros tratamentos podem ser indicados, como:

Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr): por meio de ondas magnéticas, modula os neurotransmissores e restabelece o funcionamento cerebral. Indicada em casos leves e moderados.

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Eletroconvulsoterapia (ECT): por meio de disparos cerebrais autolimitados, equilibra os neurotransmissores e restabelece o funcionamento cerebral. Realizada em ambiente Hospitalar, é mais indicada em casos graves, refratários e com risco de suicídio.

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Atualmente, também realizamos tratamento com Cetamina, um anestésico com potencial antidepressivo de efeito rápido, que ainda é considerado experimental, mas que pode ser uma opção para casos que exigem ação rápida.

O mais importante é você buscar uma avaliação cuidadosa para decidir qual o tratamento mais indicado para o seu caso.

Se você está sofrendo de depressão, agende uma consulta no IPAN.
Temos o tratamento certo para você!

Tuesday, April 4, 2017

Estimulação Magnética para Depressão no idoso




Estimulação Magnética para Depressão no idoso
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Dr. Moacyr é palestrante do XXI Simpósio Internacional de Atualização em Psiquiatria Geriátrica realizado no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, no dia 02/02/17. O tema da mesa redonda foi: Tratamento Biológico da Depressão do Idoso.

O dr. Moacyr falou sobre o uso da estimulação magnética transcraniana (EMT) no tratamento da depressão no idoso.
A EMT é um tratamento que estimula o cérebro com ondas magnéticas e modula neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato. Desta forma, normaliza o funcionamento do cérebro e melhora a depressão.

Com eficácia comprovada e reconhecida pelo FDA e CFM, a EMT é uma técnica com poucos efeitos colaterais, e por este motivo, pode ser usada com segurança no idoso.

Saiba mais sobre EMT!